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Rabobank apresenta perspectivas mercado de suco de laranja em 2024

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O Rabobank, destacado player no setor financeiro voltado ao agronegócio, compartilha suas análises sobre as tendências que delinearão o mercado de suco de laranja no ano vindouro. Em um cenário marcado pela restrição de oferta e mudanças na demanda, a instituição aponta para desafios nos principais polos produtores.

A oferta global enfrenta limitações significativas para um crescimento expressivo, deparando-se com obstáculos nos principais centros de produção. A expectativa é que a demanda diminua significativamente em 2023/24, contribuindo para um equilíbrio no mercado em 2024. No entanto, os preços do suco e da fruta devem manter-se em patamares elevados por pelo menos mais um ano.

A produção de laranja no cinturão citrícola é projetada para encerrar em torno de 305 milhões de caixas (40,8 kg) em 2023/24, representando uma ligeira redução em relação ao ano anterior, mas mantendo-se próxima à média dos últimos 10 anos. As condições climáticas favoráveis, como chuvas uniformes na primeira metade do ano safra e um período seco menos rigoroso, possibilitaram atingir uma produção próxima da média pelo segundo ano consecutivo em São Paulo e no Triângulo Mineiro.

É relevante observar que a qualidade da fruta no atual ciclo 2023/24 ficou abaixo das projeções iniciais, o que deve resultar em uma diminuição na produção de suco de laranja, especialmente nas variedades tardias. O atraso nas chuvas de primavera no terceiro trimestre e os efeitos significativos do greening são os principais fatores que explicam o rendimento aquém do esperado para as variedades principais.

De acordo com dados do Fundecitrus, o tamanho médio das variedades precoces foi maior do que o inicialmente projetado, totalizando 293 frutos por caixa na reestimativa de setembro. Por outro lado, o tamanho médio da laranja Pera oscilou na direção contrária. O Rabobank estima a produção de suco de laranja em 900 mil toneladas equivalentes para o ano safra 2023/24, comparado com aproximadamente 980 mil toneladas em 2022/23.

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A produção de suco de laranja fora do Brasil continua a apresentar desafios, aumentando a dependência do mercado internacional das exportações brasileiras. Na Flórida, a estimativa do USDA para a safra 2023/24 prevê uma produção inferior em comparação com anos anteriores. Já no México, a safra 2023/24 deve registrar uma recuperação de cerca de 30%, impulsionada pela maior disponibilidade de frutas. O Rabobank projeta a produção global em 1,4 milhão de toneladas equivalentes em 2023/24.

Os preços recordes observados ao longo de 2023 refletem a situação crítica de restrição de oferta no mercado global de suco de laranja, intensificada pelos problemas de produção na Flórida e no México em 2022/23. A contínua redução nos estoques, juntamente com maiores importações dos EUA, resultou em um aumento dos preços internacionais para patamares recordes.

Para os produtores de laranja, os preços da fruta atingiram os maiores patamares já registrados. No cenário spot em São Paulo, aproximaram-se de R$ 50/caixa, enquanto os contratos alcançaram até R$ 60/caixa. Diante da demanda aquecida e da escassez de matéria-prima, os preços para os produtores devem permanecer elevados em 2024.

Quanto à demanda por suco de laranja industrializado, os preços elevados do FCOJ (concentrado de suco de laranja) e NFC (suco de laranja não concentrado) estão sendo repassados com algum atraso para os produtos finais no varejo, apresentando altas significativas em muitos casos. Contudo, o consumidor nos mercados desenvolvidos enfrenta pressões em seu poder de compra, apesar da queda na inflação de alimentos.

A combinação de preços recordes do suco de laranja, pressões sobre o consumidor e a tendência de queda no consumo de suco desde 2022 indica uma estimativa de queda entre 15% e 20% nas vendas no varejo nos EUA e na Europa em 2023. O Rabobank projeta o consumo global de suco de laranja em 1,35 milhão de toneladas de FCOJ para 2023/24, representando uma nova redução em comparação com o ciclo anterior.

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Considerando as projeções para oferta e demanda, o balanço global deve ser mais equilibrado no final de 2023/24, após três déficits consecutivos. No entanto, esse superávit estimado pode ser insuficiente para recuperar os estoques brasileiros ou globais de suco de laranja, que encerraram 2022/23 em um nível significativamente menor.

A manutenção de estoques próximos das mínimas históricas por mais um ano, aliada às projeções para oferta e demanda em 2023/24, deverá ser um fator determinante para manter os preços internacionais em patamares elevados no início de 2024, enquanto o mercado aguarda notícias sobre a nova safra 2024/25.

Atualmente, é prematuro fazer uma estimativa inicial sobre a safra 2024/25 em São Paulo ou em outros polos produtores globais. No entanto, parece improvável esperar uma supersafra no curto e médio prazo que possa mudar significativamente os estoques sem uma nova queda expressiva na demanda. A estabilidade na área plantada e o avanço do greening no cinturão citrícola paulista devem limitar a probabilidade de uma nova supersafra no curto prazo, indicando que os preços globais devem permanecer elevados por mais tempo.

É digno de nota o crescente interesse dos produtores brasileiros em investir em outros estados, principalmente devido ao avanço do greening em regiões tradicionais de produção. Essa mudança gradativa pode proporcionar maior resiliência a médio prazo, apesar do aumento dos custos logísticos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Justiça amplia restrições ao uso do herbicida 2,4-D no Rio Grande do Sul e cria novas regras para aplicações agrícolas

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O uso do herbicida 2,4-D no Rio Grande do Sul passou a enfrentar novas limitações após uma decisão da Justiça Estadual que ampliou as restrições para aplicação do produto em áreas agrícolas. A medida determina a proibição do uso na região da Indicação de Procedência da Campanha e estabelece uma faixa de segurança de 50 metros ao redor de pomares e vinhedos em todo o estado.

A decisão foi tomada de forma unânime pela 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) e mantém o entendimento definido anteriormente em primeira instância. As novas regras deverão impactar a safra 2026/2027 e permanecerão em vigor até que o governo estadual apresente um sistema de monitoramento e estabeleça critérios técnicos para delimitação de áreas consideradas seguras.

Governo terá prazo para apresentar plano de controle

Conforme a decisão judicial, o governo do Rio Grande do Sul terá 120 dias para apresentar um plano de controle relacionado ao uso do herbicida. Caso as determinações não sejam cumpridas, foi estabelecida multa diária de R$ 10 mil.

A restrição na região da Campanha seguirá o mapa oficial da Indicação de Procedência, área reconhecida pela produção agrícola e pela presença de cadeias produtivas sensíveis à deriva de defensivos agrícolas.

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A Procuradoria-Geral do Estado informou que apresentou recurso contra a decisão.

Herbicida é utilizado em importantes culturas agrícolas

O 2,4-D é um herbicida hormonal amplamente utilizado no manejo de plantas daninhas em culturas como:

  • soja;
  • arroz;
  • trigo;
  • milho.

Essas culturas representam parcela significativa da produção agrícola gaúcha e possuem grande importância econômica para o estado.

O principal ponto de debate envolve a possibilidade de deriva do produto durante a aplicação, quando partículas podem se deslocar pela ação do vento e atingir áreas vizinhas, especialmente cultivos sensíveis como videiras e macieiras.

Deriva de defensivo é foco da disputa judicial

A ação judicial tramita desde 2020 e foi apresentada por associações ligadas aos produtores de vinho e maçã. Segundo os documentos apresentados no processo, a exposição ao herbicida teria relação com sintomas como deformações em plantas, abortamento floral e perda de produtividade.

A Justiça avaliou que a fiscalização estadual existente não seria suficiente para garantir a segurança das aplicações e manteve as restrições, mesmo diante dos argumentos relacionados a possíveis impactos econômicos e à competência regulatória federal sobre defensivos agrícolas.

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Estado defende boas práticas no campo

Um relatório elaborado pelo governo estadual em 2022 apontou redução nos casos registrados de deriva após ações de capacitação de aplicadores e defendeu o fortalecimento das boas práticas agrícolas como alternativa à proibição.

Entre as medidas destacadas estavam treinamento técnico, regulagem adequada dos equipamentos e maior atenção às condições climáticas durante as aplicações.

Por outro lado, avaliações apresentadas no processo apontaram que as condições de vento na metade sul do estado podem dificultar a aplicação segura do produto, principalmente durante o período de implantação da soja.

Decisão gera atenção entre produtores agrícolas

A ampliação das restrições ao herbicida 2,4-D coloca em evidência o desafio de equilibrar a necessidade de controle de plantas daninhas nas lavouras com a proteção de culturas sensíveis e a segurança ambiental.

O setor agrícola acompanha os próximos passos do governo estadual e da Justiça, especialmente diante da proximidade da próxima safra e da necessidade de definição de critérios técnicos para o uso do produto no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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