AGRONEGÓCIO

Tabaco lidera exportações do agronegócio do RS no 1º trimestre e gera mais de 10 mil empregos

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O setor do tabaco se destacou na balança comercial do Rio Grande do Sul (RS) no primeiro trimestre de 2025, movimentando US$ 660,3 milhões em exportações. O valor representa um crescimento de 7,9% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG).

Setor é o principal responsável pelas exportações do agronegócio gaúcho

De acordo com o relatório da SPGG, o tabaco respondeu por 20,1% das exportações totais do agronegócio no estado, superando produtos tradicionais como carnes, soja e cereais. O crescimento veio tanto do tabaco não-manufaturado, que somou US$ 602,8 milhões, quanto do tabaco processado, que registrou aumento expressivo de 43,1% nas vendas externas.

Geração de empregos formais é destaque no setor

Além do desempenho nas exportações, o tabaco foi o principal gerador de empregos formais no agronegócio gaúcho no primeiro trimestre, com 10.383 vagas criadas na indústria de processamento e fabricação de produtos. A maior concentração desses empregos está nas regiões produtoras, especialmente nos municípios do Vale do Rio Pardo.

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Importância econômica e social para municípios produtores

O presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), Gilson Becker, destacou a relevância do setor para a economia regional e para milhares de famílias que vivem no campo. Segundo ele, o tabaco é um dos pilares econômicos do RS, promovendo geração de divisas, emprego e distribuição de renda nas cidades produtoras.

Sustentabilidade e diversificação econômica

A Amprotabaco reforça que o setor do tabaco também é referência em práticas sustentáveis no manejo agrícola, contribuindo para a diversificação da economia local e o desenvolvimento regional. A entidade defende que essa importância seja mais reconhecida não apenas nas áreas rurais, mas também nos centros urbanos e nas instâncias decisórias do país.

Ranking dos principais produtos exportados pelo agronegócio do RS – 1º trimestre de 2025

  • Tabaco: US$ 660,3 milhões
  • Carnes: US$ 607,2 milhões
  • Cereais, farinhas e preparações: US$ 589,0 milhões
  • Soja: US$ 563,1 milhões
  • Produtos florestais: US$ 350,1 milhões
  • Máquinas e implementos agrícolas: US$ 93,2 milhões

O desempenho do tabaco no primeiro trimestre confirma seu papel estratégico na economia gaúcha, sustentando milhares de empregos e fortalecendo a cadeia produtiva do agronegócio no estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Trigo enfrenta pressão da ampla oferta global, enquanto mercado brasileiro segue lento e dependente de estoques

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O mercado internacional de trigo continua operando sob forte influência da ampla disponibilidade global do cereal, cenário que tem limitado avanços mais consistentes nos preços e mantido os compradores em posição confortável. Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro segue com negociações pontuais e ritmo lento, especialmente na Região Sul, onde moinhos monitoram estoques, importações e o comportamento da demanda por farinha.

Segundo análise da TF Agroeconômica, os investidores acompanham atentamente o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que poderá trazer novos ajustes para a produção global de grãos e influenciar a direção das cotações nas próximas semanas.

Oferta mundial elevada pressiona o mercado de trigo

No cenário internacional, as condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras do Hemisfério Norte reforçam as perspectivas de uma safra robusta em 2026.

Na Europa, o trigo francês segue competitivo no mercado externo, mas encontra dificuldades para ampliar suas exportações diante da forte concorrência global. Avaliações de campo realizadas por consultorias privadas na França apresentam resultados variados, enquanto na Romênia as primeiras análises apontam para uma produção promissora.

Na América do Sul, a Argentina também contribui para o quadro de maior oferta. A Bolsa de Cereais de Rosário elevou sua estimativa para a próxima safra argentina de trigo para 20 milhões de toneladas, fortalecendo as expectativas de maior disponibilidade regional.

Esse conjunto de fatores mantém pressão sobre os preços internacionais e reduz o espaço para movimentos mais expressivos de valorização no curto prazo.

Soja e milho também acompanham cenário de oferta confortável

Além do trigo, os mercados de soja e milho iniciaram a sessão com oscilações moderadas.

Na soja, os contratos negociados em Chicago operam próximos da estabilidade, influenciados pelo clima favorável no Meio-Oeste dos Estados Unidos, pela ausência de novas compras chinesas e pelo aumento das expectativas para a produção argentina. A Bolsa de Rosário elevou a projeção da safra 2025/26 da Argentina para 51,5 milhões de toneladas.

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Outro fator observado pelos participantes do mercado é a queda dos custos de produção. O preço da ureia granulada em Nova Orleans acumula recuo de aproximadamente 36% desde abril, contribuindo para reduzir as despesas dos produtores.

No milho, o viés sazonal de baixa permanece predominante. O bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas limita a formação de prêmios climáticos, enquanto fundos de investimento reduziram posições compradas nas últimas semanas. Apesar disso, a demanda global segue sustentando os fluxos comerciais e evitando quedas mais acentuadas.

Mercado brasileiro de trigo avança lentamente

No Brasil, o mercado de trigo segue marcado por negociações pontuais e baixa liquidez, especialmente nos estados do Sul.

No Rio Grande do Sul, houve pequena evolução nas indicações de preços, impulsionada pela valorização do trigo argentino colocado em Canoas, que alcançou US$ 300 por tonelada. Com isso, as indicações para o cereal gaúcho avançaram para R$ 1.350 por tonelada FOB para embarques entre junho e julho, R$ 1.370 para julho e agosto e R$ 1.400 para agosto.

No mercado CIF, o trigo de melhor qualidade foi negociado entre R$ 1.480 e R$ 1.500 por tonelada, enquanto lotes com qualidade inferior ficaram entre R$ 1.400 e R$ 1.420.

Apesar da leve recuperação dos preços, a demanda por farinha continua enfraquecida, dificultando reajustes mais expressivos por parte dos moinhos. A disponibilidade atual no estado é estimada em cerca de 190 mil toneladas, volume considerado insuficiente para atender plenamente o mercado até a chegada da nova safra, prevista para novembro.

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Santa Catarina mantém negócios pontuais

Em Santa Catarina, o mercado permaneceu praticamente estável ao longo da semana. Os negócios continuam ocorrendo de forma pontual, voltados principalmente para atender necessidades imediatas da indústria.

Com poucas alterações nos preços das demais regiões produtoras, o custo do frete passou a ser o principal fator de diferenciação entre as ofertas. As indicações para o trigo catarinense ficaram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB.

Paraná sente impacto das importações

No Paraná, o mercado também apresenta baixa movimentação. A chegada de trigo importado, o abastecimento relativamente confortável dos moinhos e o comportamento ainda fraco da demanda por farinha contribuem para um ambiente de cautela.

As ofertas para trigo no mercado spot permanecem concentradas em compradores com menor nível de estoque, enquanto parte dos agentes já direciona suas atenções para contratos da nova safra.

O trigo branqueador segue sendo negociado próximo de R$ 1.450 por tonelada FOB, enquanto os preços para a safra nova variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB.

Expectativa se volta ao USDA

Com os fundamentos globais apontando para uma oferta confortável de grãos e clima favorável nas principais regiões produtoras, o mercado aguarda agora as atualizações do USDA para avaliar possíveis revisões nos estoques e na produção mundial.

Até que surjam novos fatores climáticos ou mudanças significativas na demanda internacional, a tendência permanece de cautela, com o trigo pressionado pela elevada disponibilidade global e o mercado brasileiro operando de forma seletiva, sustentado principalmente pelos custos de reposição e pela administração dos estoques internos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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