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Santa Catarina aprova R$ 12 milhões em crédito fundiário para 41 famílias de agricultores ampliarem produção rural

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O Governo de Santa Catarina aprovou R$ 12,04 milhões em recursos do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) para 41 famílias de agricultores familiares adquirirem ou ampliarem propriedades rurais em 26 municípios do estado. A medida reforça as políticas públicas de incentivo à permanência no campo e à sucessão familiar na agricultura.

A aprovação foi realizada pela Câmara Técnica Fundiária da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) e contempla projetos que agora seguem para análise do Ministério do Desenvolvimento Agrário, etapa necessária para a contratação dos financiamentos.

Crédito fundiário impulsiona agricultura familiar

O PNCF tem como objetivo permitir que agricultores familiares sem terra ou com pouca área produtiva possam adquirir imóveis rurais e desenvolver suas atividades de forma sustentável.

Nesta etapa aprovada em Santa Catarina, os investimentos serão destinados à aquisição de 310,31 hectares de terras rurais, com área média de 8,93 hectares por propriedade e investimento médio estimado em R$ 38,8 mil por hectare.

Do total de projetos aprovados:

  • 27 são da linha PNCF Terra para a Juventude;
  • 11 da linha PNCF Mais;
  • 3 da linha PNCF Empreendedor.
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Programa fortalece sucessão rural e permanência no campo

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, o crédito fundiário é uma das principais ferramentas para garantir a continuidade da atividade agrícola entre gerações.

A política pública contribui diretamente para a sucessão rural, permitindo que jovens agricultores tenham acesso à terra, produzam e ampliem sua renda no campo, ao mesmo tempo em que fortalece a economia dos municípios catarinenses.

Crescimento do programa em Santa Catarina

De acordo com a Diretoria de Desenvolvimento Sustentável e Fundiário (DISF), responsável pela coordenação da Unidade Técnica Estadual do programa, o PNCF registrou crescimento expressivo em 2025.

O número de operações aumentou cerca de 50% em relação ao ano anterior, refletindo maior adesão dos agricultores familiares às linhas de financiamento.

Para 2026, a expectativa do governo estadual é ampliar em mais 30% o volume de operações, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais.

Linhas de financiamento do PNCF

O Programa Nacional de Crédito Fundiário oferece diferentes modalidades de financiamento, de acordo com o perfil dos agricultores:

  • PNCF Terra para a Juventude
    • Destinado a jovens de 16 a 30 anos;
    • Financiamento de até R$ 306 mil;
    • Juros de 0,5% ao ano;
    • Bônus de adimplência de 40%.
  • PNCF Mais
    • Para agricultores familiares de 18 a 70 anos;
    • Voltado a produtores sem terra ou com pouca área;
    • Financiamento de até R$ 306 mil;
    • Juros de 2,5% ao ano;
    • Bônus de adimplência de 20%.
  • PNCF Empreendedor
    • Destinado a agricultores com maior capacidade de investimento;
    • Financiamento de até R$ 306 mil;
    • Juros de 4% ao ano;
    • Sem bônus de adimplência.
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Em todas as modalidades, o prazo de pagamento pode chegar a 25 anos, com até três anos de carência, permitindo maior flexibilidade financeira aos beneficiários.

Impacto para o desenvolvimento rural

O avanço do crédito fundiário em Santa Catarina reforça o papel da política pública na democratização do acesso à terra e no fortalecimento da agricultura familiar, considerada um dos pilares da produção agropecuária do estado.

Com novos investimentos e ampliação das operações, o programa segue como instrumento estratégico para geração de renda, fixação do homem no campo e desenvolvimento sustentável das regiões rurais catarinenses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano de Transformação Ecológica mobiliza mais de R$ 500 bilhões para impulsionar financiamento sustentável no Brasil

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O Plano de Transformação Ecológica (PTE) já mobilizou mais de R$ 500 bilhões em financiamento sustentável desde seu lançamento, em 2023, consolidando-se como uma das principais estratégias do governo federal para ampliar investimentos em projetos de baixo carbono, inovação tecnológica e infraestrutura sustentável no Brasil.

O balanço mais recente, divulgado pelo Ministério da Fazenda, mostra que o programa conseguiu expandir o acesso a recursos públicos e atrair capital privado para financiar iniciativas voltadas à transição energética, indústria verde, logística sustentável, preservação ambiental e adaptação às mudanças climáticas.

Segundo a pasta, a meta é criar um ambiente econômico capaz de estimular investimentos de longo prazo, fortalecer a competitividade do país e acelerar a transição para uma economia de baixo carbono.

Recursos públicos fortalecem financiamento da economia verde

Entre os principais resultados do programa está a ampliação das fontes públicas de financiamento sustentável.

De acordo com o Ministério da Fazenda, o governo captou US$ 5,5 bilhões por meio da emissão de títulos verdes (green bonds), instrumentos financeiros destinados exclusivamente ao financiamento de projetos com benefícios ambientais e sociais.

Os recursos foram direcionados ao Fundo Clima, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por apoiar projetos de mitigação dos impactos climáticos e adaptação às mudanças do clima.

Desde 2020, o volume de recursos disponíveis no Fundo Clima aumentou mais de 300 vezes, alcançando atualmente cerca de R$ 27 bilhões destinados ao financiamento de iniciativas como:

  • Transição energética;
  • Indústria de baixo carbono;
  • Desenvolvimento sustentável;
  • Preservação de florestas;
  • Gestão de recursos hídricos;
  • Máquinas e equipamentos sustentáveis;
  • Mobilidade e logística verde.
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Ciência e inovação recebem reforço de investimentos

Outro destaque do Plano de Transformação Ecológica foi o fortalecimento dos fundos voltados à ciência, tecnologia e inovação.

Após a descontingenciação dos recursos, os programas passaram a financiar projetos de elevado risco tecnológico e inovação, especialmente aqueles que ainda não alcançaram escala comercial.

Segundo o levantamento, os empenhos destinados a essas iniciativas chegaram a R$ 30,7 bilhões em 2025, ampliando o apoio ao desenvolvimento de tecnologias estratégicas para a economia verde.

Além disso, recursos provenientes de fundos climáticos internacionais também passaram a ser disponibilizados para estados e municípios, permitindo investimentos em infraestrutura resiliente e adaptação climática.

Capital privado ganha protagonismo com o Eco Invest

No eixo voltado à participação da iniciativa privada, o programa destaca os resultados do Eco Invest, mecanismo criado para ampliar a participação de investidores nacionais e internacionais em projetos sustentáveis.

Utilizando recursos públicos como capital catalisador, a iniciativa conseguiu mobilizar aproximadamente R$ 140 bilhões em investimentos privados.

O modelo busca reduzir o custo do crédito e minimizar os riscos associados à volatilidade cambial, aumentando a atratividade de grandes projetos estruturantes.

Até o momento, quatro leilões foram realizados dentro do programa, permitindo o avanço de empreendimentos voltados à transição ecológica.

Plataforma conecta investidores a projetos sustentáveis

Outra iniciativa implementada pelo governo foi a criação da Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos (BIP), destinada a aproximar investidores de projetos com potencial de financiamento.

Segundo o Ministério da Fazenda, a plataforma reúne atualmente 22 projetos em diferentes áreas da economia verde, com previsão de captar mais de US$ 26 bilhões em investimentos.

O objetivo é ampliar a visibilidade dos projetos brasileiros junto ao mercado financeiro internacional e facilitar a estruturação de operações sustentáveis.

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Debêntures incentivadas ampliam financiamento empresarial

O setor privado também intensificou a emissão de debêntures incentivadas, títulos utilizados por empresas para captar recursos destinados a projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável.

Entre 2023 e 2026, as emissões somaram aproximadamente R$ 396 bilhões, reforçando o papel do mercado de capitais no financiamento da transição ecológica brasileira.

Marco regulatório busca ampliar segurança para investidores

Além da mobilização financeira, o Plano de Transformação Ecológica avançou na construção de um ambiente regulatório voltado à segurança jurídica e previsibilidade dos investimentos.

Entre as principais medidas estão a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) e o desenvolvimento da Taxonomia Sustentável Brasileira, que estabelece critérios para identificar atividades, ativos e projetos ambiental e socialmente sustentáveis.

Também integram o conjunto de medidas estruturantes o Marco Legal do Hidrogênio de Baixa Emissão, a Lei do Combustível do Futuro e a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, consideradas fundamentais para ampliar a competitividade do Brasil na economia de baixo carbono.

Economia sustentável deve ampliar investimentos nos próximos anos

Com a combinação entre financiamento público, capital privado e modernização do ambiente regulatório, o Plano de Transformação Ecológica busca consolidar o Brasil como um dos principais destinos para investimentos sustentáveis.

A expectativa do governo é que a ampliação dos mecanismos financeiros e das políticas voltadas à economia verde continue impulsionando projetos de infraestrutura, inovação, energia limpa e desenvolvimento sustentável, fortalecendo a competitividade do país e criando novas oportunidades para diversos setores produtivos, incluindo o agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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