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Análise do Mercado de Trigo: Oportunidades e Riscos

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De acordo com a TF Agroeconômica, as recentes instabilidades causadas pela guerra comercial entre Estados Unidos e China, juntamente com o conflito no Mar Negro, geraram uma alteração momentânea nas tendências do mercado de trigo, impactando diretamente as cotações da commodity. As chuvas em regiões produtivas do Hemisfério Norte contribuíram para uma queda nos preços, embora essa retração não tenha força para sustentar as altas no mercado interno brasileiro a curto prazo. A consultoria, no entanto, observa que este cenário apresenta uma janela de oportunidade, já que as quedas temporárias registradas no mercado de Chicago podem ser aproveitadas para compras mais vantajosas.

Apesar da retração momentânea, a TF Agroeconômica ressalta que, no médio e longo prazo, os fundamentos do mercado não indicam uma tendência de queda para o trigo. A recomendação para os moinhos é que aproveitem as quedas temporárias para adotar posições de CALL (compra), visando a valorização futura dos preços, especialmente entre maio e julho, período em que os preços internos devem apresentar alta. A consultoria também disponibiliza simulações para prever os níveis de aumento de preços, o que pode resultar em custos adicionais de até R$ 200 a R$ 300 por tonelada.

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Entre os fatores que apontam para uma possível alta no trigo a longo prazo, destaca-se a situação de Oferta e Demanda (O&D) global. De acordo com o relatório do USDA de março, a demanda global está superando a produção, o que deve resultar em estoques menores. No Brasil, a alta nos preços internos está relacionada à baixa disponibilidade de trigo local e às elevações nos preços do trigo argentino, com aumentos de até 15,31% no Rio Grande do Sul e 9,77% no Paraná.

Entretanto, existem também fatores que podem pressionar os preços para baixo. Entre eles, destacam-se a incerteza nos fundos de investimento em relação às políticas comerciais dos Estados Unidos, a previsão de boas chuvas nas principais regiões produtoras do Hemisfério Norte e a expectativa de aumento na produção de trigo da União Europeia para a safra de 2025/2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Justiça amplia restrições ao uso do herbicida 2,4-D no Rio Grande do Sul e cria novas regras para aplicações agrícolas

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O uso do herbicida 2,4-D no Rio Grande do Sul passou a enfrentar novas limitações após uma decisão da Justiça Estadual que ampliou as restrições para aplicação do produto em áreas agrícolas. A medida determina a proibição do uso na região da Indicação de Procedência da Campanha e estabelece uma faixa de segurança de 50 metros ao redor de pomares e vinhedos em todo o estado.

A decisão foi tomada de forma unânime pela 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) e mantém o entendimento definido anteriormente em primeira instância. As novas regras deverão impactar a safra 2026/2027 e permanecerão em vigor até que o governo estadual apresente um sistema de monitoramento e estabeleça critérios técnicos para delimitação de áreas consideradas seguras.

Governo terá prazo para apresentar plano de controle

Conforme a decisão judicial, o governo do Rio Grande do Sul terá 120 dias para apresentar um plano de controle relacionado ao uso do herbicida. Caso as determinações não sejam cumpridas, foi estabelecida multa diária de R$ 10 mil.

A restrição na região da Campanha seguirá o mapa oficial da Indicação de Procedência, área reconhecida pela produção agrícola e pela presença de cadeias produtivas sensíveis à deriva de defensivos agrícolas.

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A Procuradoria-Geral do Estado informou que apresentou recurso contra a decisão.

Herbicida é utilizado em importantes culturas agrícolas

O 2,4-D é um herbicida hormonal amplamente utilizado no manejo de plantas daninhas em culturas como:

  • soja;
  • arroz;
  • trigo;
  • milho.

Essas culturas representam parcela significativa da produção agrícola gaúcha e possuem grande importância econômica para o estado.

O principal ponto de debate envolve a possibilidade de deriva do produto durante a aplicação, quando partículas podem se deslocar pela ação do vento e atingir áreas vizinhas, especialmente cultivos sensíveis como videiras e macieiras.

Deriva de defensivo é foco da disputa judicial

A ação judicial tramita desde 2020 e foi apresentada por associações ligadas aos produtores de vinho e maçã. Segundo os documentos apresentados no processo, a exposição ao herbicida teria relação com sintomas como deformações em plantas, abortamento floral e perda de produtividade.

A Justiça avaliou que a fiscalização estadual existente não seria suficiente para garantir a segurança das aplicações e manteve as restrições, mesmo diante dos argumentos relacionados a possíveis impactos econômicos e à competência regulatória federal sobre defensivos agrícolas.

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Estado defende boas práticas no campo

Um relatório elaborado pelo governo estadual em 2022 apontou redução nos casos registrados de deriva após ações de capacitação de aplicadores e defendeu o fortalecimento das boas práticas agrícolas como alternativa à proibição.

Entre as medidas destacadas estavam treinamento técnico, regulagem adequada dos equipamentos e maior atenção às condições climáticas durante as aplicações.

Por outro lado, avaliações apresentadas no processo apontaram que as condições de vento na metade sul do estado podem dificultar a aplicação segura do produto, principalmente durante o período de implantação da soja.

Decisão gera atenção entre produtores agrícolas

A ampliação das restrições ao herbicida 2,4-D coloca em evidência o desafio de equilibrar a necessidade de controle de plantas daninhas nas lavouras com a proteção de culturas sensíveis e a segurança ambiental.

O setor agrícola acompanha os próximos passos do governo estadual e da Justiça, especialmente diante da proximidade da próxima safra e da necessidade de definição de critérios técnicos para o uso do produto no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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