Saúde

Novos servidores do Ministério da Saúde são recebidos em seminário de integração

Publicado em

Teve início na terça-feira (1º), o Seminário de Integração dos Novos Servidores do Ministério da Saúde, iniciativa voltada ao acolhimento e formação institucional de 166 novos profissionais que ingressam na pasta pelo Concurso Público Nacional Unificado (CNU). O evento, organizado pela Coordenação Geral de Gestão de Pessoas (Cogep) do Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi realizado na sede da entidade, em Brasília, e durou três dias com uma programação focada em apresentar valores como ética, inovação, bem-estar no serviço público e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

A programação contou com oficinas, feira da saúde, práticas integrativas, mesas redondas e atividades complementares e informativas. O seminário foi aberto pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda; pela diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio; pelo subsecretário adjunto de Assuntos Administrativos, Donizete Simioni; pela coordenadora-Geral de Gestão de Pessoas do Ministério da Saúde, Etel Matielo; pela diretora da Escola de Governo Fiocruz – Brasília, Luciana Sepúlveda.

“Este momento é um reflexo da política do Governo Federal de contratar novos servidores para que se possa qualificar ainda mais o papel que o Ministério da Saúde tem na coordenação nacional do SUS e na formulação de políticas nacionais de saúde, como a recuperação de coberturas vacinais e a ampliação do acesso à atenção especializada. Esses novos servidores chegam para fortalecer a saúde do nosso povo e nos ajudam a construir um Brasil melhor”, afirmou o secretário-executivo Adriano Massuda.

Após a abertura, os novos servidores participaram de uma aula-inaugural, com apresentação da estrutura do Ministério da Saúde, os principais programas e políticas públicas mantidas atualmente (Agora Tem Especialistas, SAMU, Farmácia Popular, etc), a gestão de pessoas, as dinâmicas das secretarias, os eixos de trabalho, entre outros assuntos.

Um dos pontos mais significativos da chegada dos novos servidores é a diversidade regional dos profissionais. Graças ao modelo do CNU, o ingresso de profissionais de diferentes regiões do Brasil contribui para uma gestão pública mais plural, conectada às realidades locais e sensível às especificidades do território nacional.

Mayara Baptista é formada em Serviço Social e Direito e atuava como técnica em planejamento em saúde na prefeitura de Saquarema, município da Região dos Lagos no Rio de Janeiro (RJ). Na época das provas estava grávida de 7 meses e, por questões de saúde, não poderia se deslocar para prestar o concurso. “A iniciativa do governo em promover o CNU deu oportunidade para várias pessoas de todas as regiões do Brasil, profissionais com vasta experiência e que podem contribuir para a construção de um país mais equânime”, afirmou a nova servidora designada para trabalhar na Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS).

Por dentro do Ministério da Saúde

Ao abrir o ciclo de palestras, a Secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Mariângela Simão, explicou a composição de uma das maiores áreas da pasta. A SVSA conta com a colaboração de aproximadamente 2.100 pessoas, alocadas em 7 diferentes departamentos que se desdobram em 27 coordenações. A secretária ressaltou a importância do Programa Nacional de Imunizações, lembrou a dimensão da pandemia de Covid 19 e apontou a relevância do trabalho desenvolvido pelo Ministério da Saúde durante a tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul, quando o estado enfrentou enchentes devastadoras.

Leia Também:  Ministério da Saúde lança Chamadas Públicas para fortalecer pesquisa inovadoras e estratégicas para o SUS

A titular da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics), Fernanda de Negri, apresentou as atribuições dos 5 departamentos e o papel estratégico das áreas para garantir o fornecimento de medicamentos e insumos. Ela ressaltou os investimentos em ciência, pesquisas e inovação. A secretária explicou como funciona a incorporação de novas tecnologias, baseadas em evidências científicas e comentou a necessidade de reduzir a dependência do mercado internacional fortalecendo a indústria da Saúde no país, dando mais sustentabilidade ao SUS.

“Somos uma secretaria que cuida do futuro da saúde por meio da avaliação e da incorporação de novas tecnologias. Portanto, temos um papel importante e estratégico na melhoria do acesso à saúde pública no Brasil”, afirmou Fernanda de Negri.

A secretária-adjunta da Secretaria Executiva, Juliana Carneiro, destacou as competências, o funcionamento, o papel gestor, as atividades de assessoramento, de articulação, de integração e de apoio às secretarias finalísticas do ministério. Juliana cumprimentou os novos colaboradores chamando atenção para a importância da representatividade dos novos servidores, considerando a diversidade regional, a grandeza territorial e as necessidades da população em cada região do país.

A diretora de Programa da Secretaria de Atenção Especializada (Saes), Regina Vianna Brizolara, apresentou a estrutura, os objetivos, os desafios e os programas. Regina ressaltou a criação, em maio deste ano, do “Agora Tem Especialistas” que busca promover um atendimento mais ágil e eficiente para os pacientes que precisam de atendimentos especializados na rede pública. 

Já a apresentação da Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi) foi conduzida pelo Coordenador-Geral de Planejamento, Orçamento e Monitoramento da Execução Financeira da SEIDIGI, Antônio Ferreira Lima Filho. Ele destacou o papel estratégico da secretaria na transformação digital do SUS com foco em um modelo de saúde cada vez mais forte, integrado e humano. Criada em 2023, a Seidigi é a secretaria mais jovem do Ministério da Saúde. Um dos destaques apresentados por Antônio Ferreira foi a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), ferramenta estratégica de acesso aos serviços de saúde.

“A Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), já acumula mais de 2,5 bilhões de registros de pacientes, sendo uma das maiores bases de dados em saúde pública do mundo. O aplicativo “Meu SUS Digital”, conta com mais de 50 milhões de downloads”, afirmou Antônio.

A telessaúde, por sua vez, foi apresentada como o carro-chefe da SEIDIGI. Dentro da política pública “Agora Tem Especialista”, o serviço tem gerado impacto significativo ao levar atendimento especializado a localidades remotas, como a Favela da Maré (RJ) e comunidades quilombolas no Pará

André Peres de Castro, assessor do Gabinete da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), explicou a área que planeja a formação, o provimento, a valorização e a fixação dos (as) trabalhadores (as) da Saúde. Criada há mais de 20 anos, a área atualmente conta com 3 departamentos e cuida do orçamento direcionado para o Piso da Enfermagem, Programa Mais Médicos e Residências.

Leia Também:  Lei garante troca de implante mamário para paciente de câncer

A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) foi representada pela Secretária-Adjunta, Lucinha Tremembé, que destacou a atuação dos mais de 22 mil profissionais de saúde indígena, sendo que destes, 52% são indígenas, e estão promovendo ações de maneira participativa e diferenciada, respeitando as especificidades epidemiológicas e socioculturais de cada povo aldeado em todo o Brasil. 

Para finalizar o ciclo de palestras, Ilano Almeida Barreto e Silva, secretário-adjunto de Atenção Primária à Saúde (SAPS), falou sobre as pautas prioritárias e estratégicas para esta gestão como a busca ativa da vacinação, rastreamento das condições crônicas, envelhecimento populacional, implementação e promoção do cuidado integral da população em geral e saúde das mulheres.

Novos servidores e servidoras

A nova servidora Rebeca Cruz, de Brasília, afirmou que ingressar no Ministério da Saúde é a realização do sonho dela de trabalhar no SUS como servidora pública federal.

“Estou muito feliz de estar aqui e esses três dias vão ser um momento de integração que vão nos ajudar a fortalecer o SUS e o Brasil”, destacou.

Rafaela Marinho, de Belo Horizonte (MG), que passa a integrar a equipe da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), também demonstrou entusiasmo em fazer parte do Ministério da Saúde.

“Estou bem animada para participar da gestão das políticas e espero contribuir para a construção de uma saúde com mais equidade e justiça social”, disse.

O novo servidor, Gabriel Baptista é sanitarista e atuava há quase 12 anos na assistência de saúde estadual em Porto Alegre (RS), quando milhares de gaúchos tiveram que superar uma das maiores catástrofes naturais da história do estado. Com os olhos marejados, emocionado, destacou o papel do SUS e a importância da rápida resposta à emergência em saúde com o envio de equipes, medicamentos e insumos para as regiões atingidas.

“Foi um grande aprendizado, precisamos pensar no futuro, na saúde ambiental e a ligação direta com as mudanças climáticas”, disse Gabriel.

Já Daiane Celestino, da Bahia, quer contribuir para o programa Agora Tem Especialistas:

“Conheço os vazios assistenciais, principalmente nas cidades do interior do meu estado. Quero atuar nesse programa porque acredito no seu potencial para melhorar o acesso à saúde de quem mais precisa. É necessário fortalecer as políticas públicas para diminuir as diferenças regionais”, afirma a nova servidora.

Kllysmann Ribeiro, que atuava na Região Norte, comentou que chega ao ministério trazendo vasta experiência adquirida no Amapá.

“Vivenciei efetivamente as condições do povo do Norte, como a saúde ainda é negligenciada e existem muitos desafios a serem superados. Vim de um lugar onde as pessoas dependem muito do SUS e quero contribuir para construir políticas públicas que possam mudar realidades”.    

Thamirys dos Santos, Janine Russczyk e Marcela Rocha
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Saúde

Ministério da Saúde habilita primeiras equipes do SUS para reabilitação no domicílio

Published

on

Para quem precisa de reabilitação, cada deslocamento pode representar um desafio. Em muitos casos, sair de casa exige reorganizar a rotina da família, percorrer longas distâncias ou enfrentar dificuldades para acessar serviços de saúde — realidade que costuma ser ainda mais presente em municípios menores.

Pensando em aproximar o cuidado da vida das pessoas e ampliar o acesso à assistência especializada, o Ministério da Saúde deu um novo passo no fortalecimento da Atenção Domiciliar no Sistema Único de Saúde (SUS) com a habilitação das primeiras Equipes Multiprofissionais de Apoio à Reabilitação (EMAP-R) no âmbito do Programa Melhor em Casa (PMeC).

A iniciativa marca uma nova etapa do programa ao incorporar, pela primeira vez, equipes voltadas especificamente ao cuidado em reabilitação no ambiente domiciliar, ampliando o acesso e qualificando o acompanhamento de pessoas poderiam estar internadas em hospitais e que precisam recuperar funções, preservar autonomia e manter qualidade de vida sem se afastar do convívio familiar.

Mais do que levar atendimento para dentro de casa, a medida fortalece um modelo de atenção que considera a realidade de cada pessoa e reconhece que saúde também acontece no território, nas relações e na rotina cotidiana. 

Quando o cuidado chega à casa, ele chega mais perto da vida

A reabilitação vai além do tratamento clínico. Ela está relacionada à possibilidade de retomar atividades do dia a dia, recuperar movimentos, ampliar a autonomia e construir novas formas de viver diante de uma condição de saúde.

Leia Também:  Ministério da Saúde lança Chamadas Públicas para fortalecer pesquisa inovadoras e estratégicas para o SUS

Com as novas EMAP-R, usuários que passaram por desospitalização e que são acompanhados pela Atenção Domiciliar passam a contar com suporte multiprofissional especializado voltado à reabilitação, integrado ao cuidado já ofertado pelas equipes do Programa Melhor em Casa.

Na prática, isso significa ampliar possibilidades para pessoas que precisam de acompanhamento de reabilitação transitório, após internação hospitalar prolongada ou aquelas que precisam de recuperação funcional de modo intensivo, até que possa ser acompanhada por outro ponto da Rede de Atenção à Saúde.

A nova estratégia ganha ainda mais relevância em municípios de menor porte populacional, onde o acesso a serviços especializados ainda representa um desafio para muitos usuários, as EMAP-R atuarão de forma integrada à Atenção Primária à Saúde (APS), fortalecendo a articulação entre as equipes e o cuidado compartilhado no território, qualificar o cuidado domiciliar e fortalecer a integração da Rede de Atenção à Saúde (RAS).

“A chegada das primeiras equipes EMAP-R representa um avanço importante para o cuidado no SUS porque amplia o acesso à reabilitação e aproxima ainda mais os serviços da realidade das pessoas. Quando levamos esse cuidado especializado para dentro do domicílio, fortalecemos a autonomia dos usuários, apoiamos as famílias e tornamos a atenção mais humana, integral e conectada ao território. O paciente deixa de estar internado para ser acompanhado pelo programa até que possa ser direcionado a outro ponto da RAS, integrando todo o SUS”, afirma o Coordenador-Geral da Atenção Domiciliar, Tarcísio Aquino. 

Leia Também:  Lei garante troca de implante mamário para paciente de câncer

Programa fortalecido, cuidado ampliado

Criado para ampliar a oferta de atenção domiciliar no SUS, o Programa Melhor em Casa oferece cuidado substitutivo ou complementar à internação hospitalar, promovendo atenção integral, humanizada e articulada com a Rede de Atenção à Saúde.

Com a publicação da portaria, foram habilitadas novas equipes de Atenção Domiciliar e Apoio, incluindo, pela primeira vez, 21 Equipes Multiprofissionais de Apoio à Reabilitação (EMAP-R) em diferentes municípios brasileiros.

A medida contempla investimento anual de R$ 3,4 milhões, destinado ao fortalecimento da assistência especializada no domicílio e à ampliação da capacidade dos municípios de ofertarem atendimento mais próximo das necessidades da população.

Ao fortalecer a Atenção Domiciliar, o Ministério da Saúde amplia o acesso ao cuidado especializado e reafirma um dos princípios mais importantes do SUS: oferecer saúde com equidade, considerando as diferentes realidades do país.

Mais do que criar uma nova modalidade de assistência, a habilitação das primeiras equipes EMAP-R representa menos barreiras para acessar o cuidado, mais autonomia para os usuários, mais apoio para as famílias e um SUS cada vez mais presente onde a vida acontece: dentro das casas e perto das pessoas.

Patricia Coelho
Comunicação Institucional

Fonte: Ministério da Saúde

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA