AGRONEGÓCIO

Sincronização do Estro: Um Impulso para a Produtividade nas Granjas de Suínos

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A eficiência reprodutiva é essencial para a rentabilidade e sustentabilidade das granjas de suínos. Os índices reprodutivos influenciam diretamente a produtividade e os lucros do negócio. Diante da crescente demanda por carne suína, das pressões econômicas e ambientais e das preocupações com o bem-estar animal, a suinocultura moderna enfrenta desafios significativos.

Nesse cenário, a sincronização do estro em marrãs e porcas adultas se destaca como uma estratégia crucial para otimizar o manejo reprodutivo, reduzir custos operacionais e melhorar o status sanitário e a eficiência geral da granja. A utilização de hormônios como gonadotrofina coriônica equina (eCG), gonadotrofina coriônica humana (hCG), hormônio liberador das gonadotrofinas (GnRH) e seus análogos, prostaglandina (PGF2α) e progestágenos (Altrenogest) permite o controle do ciclo estral e da ovulação em suínos.

O Altrenogest, em particular, controla o ciclo estral pela supressão da fase folicular, imitando os efeitos biológicos da progesterona. “O uso do Altrenogest para a sincronização do estro inibe a liberação de gonadotrofinas pela hipófise, similar à progesterona natural. O produto mantém a fêmea em anestro pelo período desejado, suprimindo a atividade ovariana e retardando o estro. Após o tratamento, o animal apresenta estro dentro de 3 a 5 dias, quando utilizado por, no mínimo, 14 dias”, explica Pedro Filsner, médico-veterinário e gerente nacional de serviços veterinários de suínos da Ceva Saúde Animal.

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A sincronização do ciclo reprodutivo das leitoas facilita a inseminação na granja, resultando em uma maior taxa de concepção e lotes mais homogêneos. Essa prática promove uniformidade nos lotes, tanto em quantidade quanto na idade média dos leitões nascidos, evitando oscilações que afetam os índices zootécnicos e sanitários. Isso contribui para uma produção mais consistente e uma utilização mais eficiente das instalações e recursos da granja, permitindo a adoção do sistema de manejo “todos dentro, todos fora”. “Essa é uma prática fundamental no manejo de suínos, refletindo um compromisso com a eficiência e a busca por resultados consistentes”, destaca Pedro.

Em busca de soluções que aumentem a eficiência das granjas, a Ceva oferece aos suinocultores o Altresyn®, uma ferramenta desenvolvida com base em Altrenogest para garantir maior eficiência na sincronização do estro das fêmeas, uniformidade na produção e intervalos corretos entre os lotes.

Ao facilitar o manejo reprodutivo, estabelecer intervalos entre os grupos de matrizes e melhorar o controle sanitário, a sincronização do estro oferece benefícios significativos para os produtores. É um passo importante para garantir o sucesso e a sustentabilidade da suinocultura.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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