AGRONEGÓCIO

Produtores Apostam em Tomate Ferrari F1 para Elevada Produtividade e Resistência no Campo

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Uma produção resistente, de frutos padronizados e atraentes aos olhos do consumidor final é a meta de qualquer produtor agrícola. Nesse contexto, o Tomate Ferrari F1, híbrido da linha Topseed Premium da Agristar, tem ganhado espaço entre produtores do sudoeste de São Paulo pela sua alta produtividade e resistência a doenças. Valdir dos Santos, engenheiro agrônomo e sócio da Empresa Natural Sudoeste, localizada em Taquarivaí, acompanhou o desempenho da variedade de perto e destaca suas qualidades.

“Estamos em parceria com a Topseed Premium há mais de 12 anos, e o Ferrari F1 é uma adição importante ao campo. Desde que começamos a cultivá-lo, ele se destacou pela resistência e qualidade dos frutos”, afirma Valdir.

Resistência a Doenças e Adaptação a Climas Variáveis

O Tomate Ferrari F1 é especialmente valorizado por sua capacidade de resistir a doenças comuns na região. A variedade oferece robustez contra o TYLCV (geminivírus), transmitido pela mosca-branca, e tolerância elevada ao TSWV (vira-cabeça), que pode causar deformações severas nas plantas e reduzir a produtividade. Além disso, o híbrido é resistente à mancha de estenfílio, causada pelo fungo Stemphylium solani, que provoca lesões nas folhas e enfraquece a planta.

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“Com o Tomate Ferrari, temos uma variedade que resiste bem a doenças foliares e à virose do vira-cabeça, o que é um grande diferencial em regiões com clima instável”, ressalta Valdir.

A qualidade dos frutos também é notável. “Eles possuem uma pele resistente a chuvas e altas temperaturas, o que facilita o transporte e a manutenção da firmeza após o processamento. Esse diferencial garante maior durabilidade nas gôndolas e aumenta a rentabilidade dos produtores”, complementa o agrônomo.

Alta Produtividade e Retorno Comercial

A elevada produtividade é outra característica que torna o Tomate Ferrari F1 uma escolha estratégica. Segundo Valdir, a variedade tem demonstrado um excelente potencial produtivo e frutos com pegamento uniforme, proporcionando rendimento superior ao produtor. “O Ferrari F1 apresenta um teto produtivo excelente, com pegamento uniforme dos frutos, o que se traduz em maior rendimento no campo”, afirma.

Esse conjunto de alta produtividade e resistência tem impulsionado a demanda pelo Ferrari F1. “Desde que começamos a trabalhar com essa variedade, a procura só cresce. O Ferrari F1 chegou para ficar, e os produtores estão extremamente satisfeitos com os resultados obtidos”, conclui o engenheiro agrônomo.

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O Tomate Ferrari F1 se consolida, assim, como uma opção completa para os produtores que buscam robustez contra pragas e uma colheita de frutos com qualidade e durabilidade, fatores essenciais para o sucesso comercial e a competitividade no mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Matopiba desponta como nova fronteira da produtividade no Brasil

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O avanço do agronegócio está mudando o mapa da produtividade brasileira e levando parte do dinamismo econômico para o Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Enquanto o indicador nacional cresceu 18,7% entre 2002 e 2019, três Estados da região registraram alguns dos maiores aumentos do País.

O Piauí liderou o crescimento da produtividade do trabalho no período, com alta de 103%. O Maranhão avançou 86% e o Tocantins, 69,7%. Os resultados acompanham a expansão da fronteira agrícola e indicam que a transformação provocada pelo campo ultrapassou o aumento da área plantada e do volume colhido.

Os dados fazem parte do estudo “Missing the Productivity: Estimating Labor Productivity in Brazilian Municipalities (2002–2019)”, dos pesquisadores Alan Bueno e Diogo Ferraz. Divulgado em julho, o trabalho construiu uma base anual com informações dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

O levantamento é um pré-print, versão que ainda não passou pela etapa definitiva de revisão acadêmica. Embora tenha alcance nacional e não seja dedicado exclusivamente ao Matopiba, o estudo revela grandes ganhos de produtividade nas fronteiras agropecuárias e uma evolução mais lenta nos Estados historicamente industrializados.

A produtividade analisada não é o rendimento das lavouras por hectare. O indicador mede quanto valor é produzido por trabalhador. Ele aumenta quando a incorporação de máquinas, tecnologia, qualificação e métodos mais eficientes de gestão permite ampliar a produção sem elevar na mesma proporção o número de pessoas ocupadas.

No Brasil, a agropecuária foi o setor que apresentou o maior avanço entre 2002 e 2019. A produtividade do trabalho no campo cresceu 80,1%, diante de aumentos de 10,3% nos serviços e de apenas 5,4% na indústria.

O resultado ajuda a explicar por que regiões antes com menor participação na economia nacional passaram a atrair armazéns, transportadoras, revendas de máquinas e insumos, instituições financeiras, empresas de tecnologia, indústrias de alimentos e prestadores de serviços.

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Para Alan Bueno, professor da Universidade Estadual do Paraná e um dos autores do estudo, o avanço do Matopiba pode ser comparado à transformação ocorrida no Centro-Oeste a partir da segunda metade do século passado.

“O Matopiba é o novo ouro. É o que foi o Centro-Oeste nos anos 1950. Trata-se de um crescimento que faz mudar a realidade regional”, afirmou.

Segundo o pesquisador, o campo passou a funcionar como ponto de partida de uma rede econômica mais ampla. “O agro converteu-se no catalisador de uma vasta rede econômica, envolvendo transporte, comércio, construção civil, tecnologia, crédito e serviços”, explicou.

A expansão foi sustentada principalmente pela produção de soja, milho e algodão, além da pecuária. O desenvolvimento de sementes adaptadas ao Cerrado, a correção dos solos, a mecanização e a agricultura de precisão permitiram que a região ampliasse sua participação na produção nacional.

Os dados mais recentes indicam que o movimento continuou depois de 2019, último ano abrangido pelo estudo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia colham juntos aproximadamente 41,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, aumento próximo de 9% sobre o ciclo anterior.

A Bahia deverá liderar a produção regional, com cerca de 15 milhões de toneladas. O Tocantins aparece em seguida, com 9,74 milhões, seguido pelo Maranhão, com 9,05 milhões, e pelo Piauí, com 7,58 milhões de toneladas.

Somente a soja deve alcançar 25,4 milhões de toneladas nos quatro Estados, o equivalente a aproximadamente 14% da produção brasileira da oleaginosa. O resultado consolida o Matopiba como fornecedor relevante para as indústrias de óleo, farelo, rações, carnes e biocombustíveis.

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O avanço da produtividade, porém, não significa que os benefícios econômicos sejam distribuídos automaticamente. A mecanização reduz a necessidade de algumas tarefas manuais, ao mesmo tempo que amplia a procura por operadores de máquinas, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, mecânicos e profissionais de tecnologia e logística.

Sem capacitação local, parte dessas vagas pode ser preenchida por trabalhadores vindos de outras regiões. O aumento da riqueza também depende da capacidade dos municípios de converter maior arrecadação em educação, saúde, saneamento e infraestrutura.

Outro desafio é evitar que o Matopiba permaneça apenas como fornecedor de produtos primários. A instalação de esmagadoras de soja, fábricas de rações, frigoríficos, usinas de biocombustíveis e indústrias de alimentos permitiria agregar valor à produção e manter uma parcela maior da renda na própria região.

O crescimento também aumenta a pressão sobre estradas, ferrovias, armazéns e terminais de exportação. Sem infraestrutura compatível, parte do ganho obtido dentro das propriedades pode ser perdida com fretes elevados, filas e demora no escoamento.

Há ainda o desafio de conciliar a expansão produtiva com a conservação do Cerrado, a regularização fundiária e a inclusão da agricultura familiar. A competitividade futura da região dependerá não apenas do volume produzido, mas também da capacidade de comprovar a origem e a sustentabilidade dos produtos.

O estudo mostra que a produtividade brasileira começou a mudar de endereço. O Matopiba já produz mais por trabalhador e movimenta uma cadeia econômica cada vez maior. O próximo passo será transformar essa eficiência em indústria, empregos qualificados e melhoria permanente da renda da população.

Fonte: Pensar Agro

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