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Geradores impulsionam o uso de drones pulverizadores para aumentar a produtividade e eficiência no campo

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O uso de drones para pulverização das lavouras vem crescendo rapidamente nos últimos anos. A tecnologia, embora não muito nova no mercado, oferece uma série de vantagens em relação aos métodos tradicionais de pulverização, como tratores e aviões, e entregam alta eficiência, precisão e também redução de custos para os agricultores. Para se ter uma ideia do crescimento da tecnologia no país, somente no ano passado, o mercado brasileiro de drones agrícolas movimentou R$ 1 bilhão. A expectativa é que esse valor chegue a R$ 2 bilhões nos próximos dois anos.

“A previsão de evolução dos drones, ainda que aparentemente morosa, traz evidências de um mercado com potencial. O principal desafio para essa tecnologia está relacionado às baterias, com cargas bastante limitadas. Porém, hoje em dia isso já vem sendo suprido pelo uso de geradores. Isso porque, eles fornecem energia elétrica confiável e constante, o que é essencial para o uso dos drones em áreas remotas ou sem acesso à rede elétrica, uma realidade comum para os agricultores”, conta Gustavo Büll, coordenador de Vendas na área de Motores Industriais e Grupos Geradores da YANMAR South America.

Embora mais seguros e eficientes, os drones pulverizam por aproximadamente 10 minutos, enquanto que o tempo de carregamento da bateria dos drones leva em torno de 15 minutos, em um gerador convencional, por exemplo, como os modelos a gasolina. Isso significa que o intervalo de alimentação da bateria é maior que o tempo de operação, o que impacta significativamente a produtividade das lavouras. Além disso, os geradores com motores à gasolina refrigerados à ar precisam ser desligados para resfriamento após um determinado período de uso, para só depois voltarem ao trabalho. Com isso não podem ser utilizados continuamente.“ Normalmente, os drones precisam de três baterias para operar: uma para carregamento, outra esfriando e a outra em operação. No entanto, com o uso de geradores a diesel, como os fabricados pela YANMAR, é possível otimizar as aplicações e realizar o carregamento das baterias em apenas 9 minutos. Isso significa que os drones podem operar sem interrupção, o que aumenta a produtividade em até 30%, além de não precisarem se preocupar com a refrigeração do grupo gerador, já que, nos equipamentos da marca, eles são refrigerados à água e desenvolvidos para uso profissional e contínuo”, explica Büll.

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“Geradores a diesel permitem uma autonomia muito maior devido ao baixo consumo de combustível. Outra vantagem é que esses modelos atuam em baixa rotação e evitam o aquecimento do motor, algo bem problemático nos modelos à gasolina. Isso reflete na vida útil do motor e também das baterias, já que promovem um carregamento e resfriamento das baterias muito mais ágeis”, enfatiza Edson Vitalli, de Avanhandava, interior de São Paulo, que atua há mais de dois anos com drones agrícolas na região noroeste do estado, atendendo médios e grandes produtores rurais, em culturas como milho, soja, cana-de-açúcar e pastagem.

Com o potencial de mercado, fabricantes do setor, como a multinacional japonesa YANMAR, têm investido em modelos específicos de geradores a diesel para atender o mercado de drones agrícolas. Atualmente, a marca comercializa o modelo YBG15TE com potência contínua de 15 kva. Equipado com motor YANMAR 3TNV88-GGE, com 20 cv a 1.800 rpm. de potência, sistema de governador mecânico e de arrefecimento a água, possui sistema elétrico de 12Vcc, dotado de alternador para carga da bateria e sistema de proteção com sensor de temperatura e pressostato, que ativa a parada do motor em um eventual superaquecimento. O modelo possui um consumo médio 3,2 litros/horas de combustível, considerando 75% de carga, contando com um tanque em polietileno de 65 litros, que possibilita uma autonomia de mais de 20 horas de uso sem interrupções.

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“O YBG15TE é uma solução inovadora que atende às necessidades dos agricultores que estão adotando às novas tecnologias na pulverização das lavouras e demandando cada vez mais essa prestação de serviço. Com isso, seguimos continuamente desenvolvendo soluções eficientes, como o nosso gerador, que é capaz de driblar os desafios desse mercado em ascensão”, conclui Büll.

Fonte: NR 7

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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