AGRONEGÓCIO

Agronegócio brasileiro conclui defesa técnica em Washington contra tarifas de 25% dos EUA

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O agronegócio brasileiro encerrou nesta segunda-feira (06.07), em Washington, a rodada de audiências públicas junto ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O setor busca reverter a imposição de uma sobretaxa de 25% sobre produtos nacionais, medida que está sob investigação no âmbito da Seção 301. O órgão americano tem até o próximo dia 15 (quarta-feira da semana que vem) para publicar a decisão final.

Diferente do tom político observado em setembro de 2025, os debates desta semana concentraram-se em argumentos técnicos. Representantes do setor privado defenderam que as tarifas adicionais elevarão os custos ao consumidor americano e gerarão instabilidade na oferta, sem que isso represente ganho de competitividade para a indústria dos EUA.

As discussões foram divididas pela natureza dos produtos e pelos argumentos de defesa:

  • Café: Entidades como Cecafé, Abics e a associação americana do setor (NCA) atuaram em conjunto. O argumento central é a manutenção da isenção de tarifas para café verde, torrado e moído, com a inclusão de pleito para o café solúvel. O foco foi o impacto negativo na cadeia de bebidas prontas e geladas (RTD) nos EUA.

  • Carnes e Etanol: Foram os pontos de maior fricção. O setor de carnes enfrentou questionamentos sobre sustentabilidade. A CNA rebateu acusações de desmatamento ilegal com dados da Amazônia Legal, que apontam redução de 56% no desmate entre 2011 e 2025. No etanol, a Unica e a Unem defenderam que a perda de participação americana no Brasil deve-se a fatores logísticos, cambiais e ao crescimento da indústria de milho interna, e não a medidas retaliatórias.

Impacto econômico e riscos

As estimativas de impacto variam conforme a fonte, mas confirmam o peso da medida. Caso a sobretaxa de 25% seja confirmada, a tarifa média efetiva sobre produtos brasileiros subirá para 18,5%.

Projeções de impacto nas exportações (Conversão: US$ 1 = R$ 5,17):

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Entidade Impacto Projetado (US$) Impacto Projetado (R$) Alcance da medida
Farsul (Cenário Máximo) US$ 4,12 bilhões R$ 21,30 bilhões 43,7% das vendas aos EUA
Estimativa Conservadora US$ 2,35 bilhões R$ 12,15 bilhões 25% das vendas aos EUA

O governo brasileiro calcula que a nova tarifa atingiria cerca de 21% do que o país vende para os Estados Unidos. Embora o impacto direto no PIB nacional seja considerado reduzido — dado que as exportações para o mercado americano representam menos de 2% do PIB brasileiro —, o risco reside na perda de espaço de produtos de maior valor agregado.

A nova geografia comercial do agro

A estratégia de diversificação de parceiros, que antes era uma diretriz de longo prazo, tornou-se um imperativo de sobrevivência imediata. Além dessa questão das tarifas com os EUA, tem o fim da cota chinesa para a carne brasileira que desafia o setor (LEIA AQUI).

Para especialistas, a atual dificuldade de negociação em Washington não é um evento isolado, mas o ponto de virada para uma agroindústria que precisa transitar de uma postura reativa para uma ofensiva. O caminho agora passa obrigatoriamente pela busca de mercados de maior valor agregado, como a União Europeia, e pela desoneração interna para compensar o protecionismo externo.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), a estrutura atual das exportações brasileiras esconde uma vulnerabilidade perigosa. Segundo ele, o setor tem se comportado como um fornecedor passivo, suscetível aos humores das grandes potências.

“Não podemos nos dar ao luxo de acreditar que a China ou qualquer outro destino será o ‘porto seguro’ perpétuo. A nossa sorte, por enquanto, é a competência da nossa produção, mas o mercado internacional não é filantropo. Estamos sendo empurrados para uma dependência que, a longo prazo, tira a nossa autonomia. O agro brasileiro não pode ser refém da balança de poder entre Washington e Pequim“, destacou o presidente do IA.

Rezende vai além e critica a retórica utilizada pelos Estados Unidos nas audiências da Seção 301, classificando-a como uma estratégia de mercado camuflada de preocupação pública:

“Essa postura dos EUA é uma cortina de fumaça protecionista. Falam de sustentabilidade e regras ambientais, mas o que vemos é a tentativa deliberada de blindar o produtor americano, que hoje não consegue competir com a eficiência da nossa porteira para dentro. É, claramente, uma barreira política travestida de preocupação sanitária para conter o avanço do produto brasileiro”, disse Isan.

O dirigente aponta, por fim, que a saída para o setor não depende apenas de tratados internacionais, mas de reformas profundas na estrutura produtiva brasileira, que historicamente tem custos logísticos e tributários elevados.

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“A solução real não virá de fora. Precisamos parar de olhar apenas para as cotações de Chicago e focar na nossa casa. A reforma tributária e o choque de infraestrutura logística são as únicas formas de reduzir nossa vulnerabilidade. Se a gente não fizer o dever de casa aqui dentro, qualquer ventania em Washington ou Pequim vai continuar sacudindo toda a nossa balança comercial”, completou Rezende.

Nesse cenário, o uso de mecanismos internos, como a reforma tributária e a redução do custo Brasil, deixa de ser uma pauta administrativa para se tornar o principal pilar de defesa contra o protecionismo internacional. O setor entende que, enquanto a negociação tarifária for o único escudo, a agroindústria nacional permanecerá vulnerável a ciclos políticos que não controla.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Limpurb reforça limpeza urbana com robôs de roçagem em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), utilizou nesta segunda-feira (6) os novos roçadores remotos na Avenida dos Trabalhadores para reforçar os serviços de manutenção das áreas verdes da capital. A ação demonstra, na prática, como a tecnologia está sendo incorporada à zeladoria urbana para tornar os trabalhos mais ágeis, seguros e eficientes, sem substituir a atuação dos servidores.

Os chamados robôs de roçagem são equipamentos controlados remotamente, desenvolvidos para o corte de grama e vegetação em grandes áreas públicas, como canteiros centrais, rotatórias, parques, terrenos públicos e locais de difícil acesso ou com inclinação. O operador controla a máquina à distância, reduzindo a exposição aos riscos durante a execução dos serviços e aumentando a produtividade das equipes.

Na Avenida dos Trabalhadores, o equipamento atuou em conjunto com os servidores da Limpurb. Enquanto o robô realizou o corte da vegetação mais alta, as equipes executaram o acabamento nas bordas das calçadas, meios-fios e demais pontos que exigem maior precisão.

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O diretor de Zeladoria da Limpurb, Cleiton Rosa, explicou que a tecnologia chega para complementar o trabalho das equipes e acelerar a execução dos serviços.

“Hoje estamos aqui na Avenida dos Trabalhadores utilizando o robô juntamente com a equipe da Limpurb. Ele veio para agilizar o processo de corte de grama, sem a necessidade da utilização de telas de proteção. É importante destacar que o robô não substitui a roçadeira convencional. A roçadeira continua sendo essencial para fazer o acabamento final, nas beiras das calçadas e dos meios-fios, deixando o serviço mais bonito e refinado”, afirmou.

Atualmente, a Limpurb conta com dois roçadores remotos do modelo NV9X550 e um do modelo NV22X800 em operação. O modelo NV9X550 possui produtividade média de aproximadamente 900 metros quadrados por hora, equivalente ao trabalho de três roçadeiras convencionais. Já o modelo NV22X800 alcança cerca de 1.800 metros quadrados por hora, com capacidade operacional semelhante à de seis roçadeiras convencionais.

Além do ganho em produtividade, os equipamentos proporcionam mais segurança aos operadores, reduzem a necessidade de interdição de áreas durante os trabalhos e permitem melhor aproveitamento da mão de obra, já que parte da equipe pode ser direcionada para outras frentes de serviço enquanto o robô realiza o corte da vegetação.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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