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Evento discute protocolo integrado para atendimento às vítimas sexuais

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Promotores de Justiça, juízes, delegados, médicos legistas, peritos criminais e policiais de Mato Grosso participam nesta segunda e terça-feira (26 e 27), em Cuiabá, da Jornada Mato-grossense de Sexologia Forense. O evento é restrito, em razão da temática, e tem por objetivo definir um Protocolo Integrado de Atuação em relação ao atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. 

A capacitação é realizada pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso e Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente. A iniciativa tem o suporte do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude.

Na abertura do evento, o coordenador da Escola Institucional do MPMT, Antonio Sergio Cordeiro Piedade, que no ato representou o procurador-geral de Justiça Deosdete Cruz Junior, ressaltou que a capacitação surgiu de uma demanda apresentada pela promotora de Justiça Ana Carolina Alves Fernandes, que atua em Nova Mutum. 

“A partir de uma demanda pontual, envolvendo crianças e adolescentes vítimas de crimes sexuais, surgiu a necessidade de promovermos uma discussão sobre a nossa atuação para evitarmos a exposição e a revitimização. Este evento tem um viés teórico, mas daqui sairá algo concreto e objetivo. Estamos em um momento em que precisamos compreender os direitos humanos na perspectiva das vítimas das obrigações processuais penais positivas”, afirmou o coordenador da Escola Institucional.

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O titular da Procuradoria de Justiça Especializada da Criança e do Adolescente, procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, ressaltou a importância e o ineditismo do evento. “Esta é a primeira vez que participo de um evento desta natureza. Precisamos socializar o conhecimento, fortalecer as nossas ações para defendermos os direitos fundamentais e humanos de crianças e adolescentes”, afirmou o procurador de Justiça.

A juíza Hanae Yamamura de Oliveira, da 1ª Vara Especializada da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá, que no ato representou a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Clarice Claudino da Silva, enfatizou a importância do diálogo institucional para a obtenção da pacificação social. 

“O objetivo da nossa atuação é exatamente esse, trazer a pacificação social, é fazer justiça, é dar uma resposta à vítima e à sociedade. É mostrar que nós, Estado, estamos preocupados em prestar um bom serviço, em cumprir as leis que foram estabelecidas por nós mesmos”, destacou.

O diretor-geral da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Rubens Sadao Okada, também ressaltou a relevância da integração das instituições. “Todos nós fazemos parte de um sistema e se uma das instituições errar, quem perde é a sociedade”, observou.

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O secretário Adjunto de Integração Operacional da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Coronel PM Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, destacou o trabalho que vem sendo realizado em Nova Mutum, por meio do Projeto Luz, que resultou na padronização da atuação das instituições nos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. 

“Além da padronização das ações, o Projeto Luz nos mostrou a forma de acolher aquelas pessoas que estavam em situações muito complicadas. Precisamos construir um legado no sentido de levar esperança quanto à certeza da punição para aqueles que cometeram tais crimes”, observou.

Também compuseram a mesa de abertura do evento a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Correa, representando a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis); o coordenador-Geral dos Centros de Apoio Temáticos do MPMT, promotor de Justiça Caio Marcio Loureiro; e o coordenador Adjunto do CAO da Infância, promotor de Justiça Leandro Túrmina.
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Réu é condenado a 26 anos no primeiro julgamento de feminicídio em Vera

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O primeiro caso de feminicídio reconhecido como crime autônomo na cidade de Vera (458 km de Cuiabá) foi julgado nesta sexta-feira (24) pelo Tribunal do Júri da comarca. Francisco Edivan de Araújo da Silva foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira, Paulina Santana, cometido em razão da condição do sexo feminino e no contexto de violência doméstica.
O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado com o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Atuou em plenário o promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), réu e vítima mantinham um relacionamento amoroso conturbado, com idas e vindas, e, mesmo após o término, o acusado continuava frequentando a residência de Paulina. No dia do crime, ocorrido em junho de 2025, Francisco Edivan foi novamente até a casa da ex-companheira e a encontrou conversando com outro homem, situação que o desagradou. Ele ordenou que o rapaz deixasse o local, o que deu início a uma discussão com a vítima.
Em seguida, de forma súbita e inesperada, o acusado desferiu um golpe de arma branca na vítima, utilizando uma faca com lâmina de aproximadamente 30 centímetros, causando lesão gravíssima na região abdominal. Paulina chegou a ser socorrida por um vizinho e levada ao pronto-socorro do município, sendo posteriormente transferida para o Hospital Regional de Sinop. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu quatro dias após o ataque.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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