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Preço da lima ácida tahiti sobe com baixa oferta e limitações na qualidade da safra em São Paulo

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Mercado de citros registra valorização da tahiti em maio e junho

As cotações da lima ácida tahiti seguem em trajetória de alta no Brasil, impulsionadas pela redução gradual da oferta e por problemas de qualidade registrados em parte da safra paulista. O movimento ocorre tanto no mercado doméstico quanto nas operações voltadas à exportação.

De acordo com levantamentos do Cepea, o preço da fruta in natura na árvore em São Paulo passou de R$ 20,06 por caixa de 27,2 kg em abril para R$ 24,53 em maio, alcançando R$ 25,96 por caixa na parcial de junho (até o dia 10).

Entressafra e clima impactam oferta e qualidade da produção

Segundo pesquisadores do Cepea, a valorização da tahiti ocorre em um período sazonalmente marcado pela entressafra paulista da cultura. Neste ano, no entanto, as condições climáticas agravaram o cenário, afetando a coloração e parte da qualidade dos frutos colhidos.

Além disso, a recuperação recente dos preços levou produtores a postergar a colheita em algumas regiões, na expectativa de obter melhores negociações. Em determinados casos, essa estratégia acabou resultando em frutos excessivamente maduros no pomar, o que reduziu o potencial de comercialização, especialmente para mercados mais exigentes.

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Oferta menor para exportação aumenta disputa por fruta de melhor padrão

Com a piora na qualidade de parte da produção, uma fatia maior dos lotes passou a ser direcionada ao mercado interno. Como consequência, a disponibilidade de frutas aptas à exportação ficou mais restrita.

Esse movimento ocorre justamente em um momento de demanda internacional aquecida, o que intensifica a disputa por frutas de melhor padrão e contribui para a sustentação dos preços em toda a cadeia produtiva.

Perspectivas para o mercado de citros

O cenário atual indica que a combinação entre oferta limitada, fatores climáticos e maior seletividade dos mercados externos deve manter a sustentação dos preços da lima ácida tahiti no curto prazo, especialmente enquanto persistirem as condições típicas de entressafra no estado de São Paulo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tarifas dos EUA sobre açúcar e etanol preocupam setor, mas impacto para usinas brasileiras deve ser limitado

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A proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros acendeu o alerta em importantes segmentos do agronegócio nacional. Entre os itens potencialmente afetados estão açúcar, etanol, café solúvel, tilápia e uva, embora especialistas avaliem que os impactos diretos para as usinas sucroenergéticas tendem a ser limitados no curto prazo.

A medida faz parte das investigações conduzidas pelo governo norte-americano com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos e ainda está em fase de discussão. O prazo para eventual adoção de medidas corretivas foi estabelecido para 15 de julho.

Açúcar pode perder competitividade no mercado americano

O principal efeito para o setor sucroenergético seria a redução da competitividade do açúcar brasileiro exportado dentro da cota preferencial dos Estados Unidos, atualmente um mercado importante para usinas do Norte e Nordeste.

Com a eventual cobrança adicional, o produto brasileiro passaria a competir em condições menos favoráveis com fornecedores de outros países que também participam do sistema de cotas.

Apesar disso, representantes do setor avaliam que a medida não altera significativamente o planejamento produtivo da próxima safra.

A existência de mercados alternativos, especialmente na Europa e na Ásia, reduz a dependência das exportações destinadas aos Estados Unidos e limita os impactos sobre a receita das empresas exportadoras.

Produção de etanol pode ganhar espaço no Nordeste

A possível taxação também pode provocar mudanças no mix de produção das usinas nordestinas.

Analistas avaliam que parte das unidades poderá direcionar mais cana para a fabricação de etanol caso a rentabilidade do açúcar destinado ao mercado americano seja reduzida.

Esse movimento teria reflexos sobre a oferta regional de biocombustível, aumentando a disponibilidade no Nordeste e reduzindo a necessidade de compras de etanol produzido em estados do Centro-Oeste, especialmente Goiás.

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Como consequência, o mercado poderia enfrentar um excedente de oferta em regiões produtoras, pressionando os preços do combustível.

Setor teme redução da tarifa para etanol americano

Mais do que a possível tarifa sobre produtos brasileiros, a principal preocupação das usinas está relacionada a uma eventual flexibilização da política comercial brasileira para o etanol importado dos Estados Unidos.

Atualmente, o biocombustível norte-americano está sujeito à Tarifa Externa Comum do Mercosul, de 18%.

Representantes do setor alertam que uma eventual redução dessa alíquota poderia ampliar a entrada do produto americano justamente em um momento de elevada oferta global, aumentando a concorrência e pressionando ainda mais os preços internos.

Em posicionamento conjunto, entidades representativas da bioenergia defenderam que eventuais divergências comerciais sejam solucionadas por meio do diálogo e da negociação, preservando a cooperação entre os dois países no desenvolvimento dos biocombustíveis e da transição energética.

Café solúvel busca exclusão da lista de tarifas

Enquanto o café verde foi incluído na lista de exceções proposta pelos Estados Unidos, o café solúvel permaneceu entre os produtos que podem ser afetados pela nova taxação.

O setor acompanha as negociações com preocupação e busca sensibilizar as autoridades norte-americanas sobre a importância da manutenção do livre fluxo comercial.

Representantes da indústria destacam que restrições ao comércio podem gerar impactos ao longo de toda a cadeia produtiva do café brasileiro, um dos principais produtos do agronegócio nacional.

Exportações de tilápia podem ser fortemente afetadas

Entre os segmentos mais vulneráveis está a piscicultura.

Os Estados Unidos respondem por mais de 90% das exportações brasileiras de filé fresco de tilápia, tornando o mercado extremamente dependente do consumidor norte-americano.

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Diante desse cenário, lideranças do setor defendem a busca urgente por novos destinos comerciais e pedem esclarecimentos sobre os critérios que serão utilizados para definir os produtos efetivamente sujeitos às novas tarifas.

A preocupação é que a medida comprometa a competitividade da tilápia brasileira justamente em um momento de crescimento das exportações.

Setor de frutas acompanha negociações

No segmento de frutas, a maior parte dos produtos brasileiros foi incluída na lista de exceções, mas a uva permaneceu fora da relação preliminar divulgada pelas autoridades americanas.

O setor prefere aguardar o avanço das negociações antes de avaliar os possíveis impactos econômicos da medida.

A expectativa é que a audiência prevista para julho contribua para esclarecer quais produtos serão efetivamente atingidos e quais poderão ser retirados da proposta tarifária.

Negociações serão decisivas para o agronegócio brasileiro

Embora a proposta norte-americana tenha gerado preocupação em diversos segmentos do agronegócio, especialistas avaliam que os impactos mais relevantes dependerão do resultado das negociações entre os dois países nas próximas semanas.

Para o setor sucroenergético, o principal risco não está apenas na eventual taxação do açúcar, mas na possibilidade de mudanças nas regras de importação de etanol, fator que poderia alterar significativamente a dinâmica de oferta e demanda no mercado brasileiro.

Enquanto isso, cadeias como café solúvel, tilápia e uva seguem acompanhando atentamente as discussões, na expectativa de que os produtos brasileiros sejam excluídos das medidas tarifárias e mantenham acesso competitivo ao mercado dos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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