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UPL Lança Segundo Relatório de Sustentabilidade no Brasil

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A UPL Ltd. (NSE: UPL, BSE: 512070, LSE: UPLL), fornecedora global de soluções agrícolas sustentáveis, divulgou sua segunda edição do Relatório de Sustentabilidade. O relatório, que abrange o período de abril de 2023 a março de 2024, oferece uma visão detalhada das iniciativas da empresa no Brasil em termos de responsabilidade ambiental, social e de governança. A íntegra do documento está disponível no site da UPL Brasil.

Elaborado conforme normas internacionais e com foco nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, o relatório reflete o empenho contínuo da UPL em adotar melhores práticas de ESG (ambiental, social e de governança). A liderança global e local da empresa avalia que o documento representa um reforço na motivação da equipe e um compromisso renovado com o crescimento e aprimoramento contínuos.

Jai Shroff, CEO global da UPL, expressou sua admiração pelo trabalho realizado no Brasil: “O último ano foi extremamente desafiador devido a temperaturas recordes e estresse térmico nas lavouras. No entanto, as histórias de adaptação e resiliência que compartilhamos neste relatório demonstram um impacto sustentável real. Espero que este documento inspire uma visão de que a transição para uma agricultura sustentável já está em andamento.”

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Rogério Castro, CEO da UPL Brasil, destacou a superação dos desafios enfrentados: “Apesar dos obstáculos impostos pelo fenômeno El Niño e pela crise pós-pandemia, a UPL manteve seus investimentos e compromisso com práticas ESG. Nesta segunda edição do relatório, enfatizamos nosso compromisso com o crescimento sustentável e detalhamos nossas ações para mitigar o aquecimento global, liderando a ‘reimaginação da sustentabilidade na produção de alimentos’.”

Liria Sayuri Hosoe, diretora de assuntos regulatórios e governamentais da UPL Brasil, acrescentou: “Integrar a sustentabilidade em todas as atividades empresariais é essencial, mesmo diante de condições de mercado imprevisíveis e volatilidade climática. Nossa abordagem, apoiada por inovações científicas e tecnológicas, visa garantir uma agricultura sustentável em termos ambientais, sociais e de governança.”

O relatório revela avanços significativos em responsabilidade ambiental, com a UPL utilizando 100% de energia limpa e reduzindo suas emissões de gases de efeito estufa em 21%. A empresa também evitou a liberação de 1,3 toneladas de CO2 ao adotar transporte trimodal, substituindo a logística por caminhões.

Entre as iniciativas destacadas está o programa Food Value Chain, que busca aumentar a sustentabilidade de cada alimento e melhorar a eficiência socioambiental e econômica da agricultura. Em termos sociais, a UPL realizou mais de 10 mil horas de treinamento em segurança do trabalho e inaugurou a quarta unidade da Associação Vida, beneficiando 130 adolescentes em situação de vulnerabilidade.

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A empresa também se destaca em diversidade, com o movimento UPelas incentivando a inclusão feminina e o programa Vozes promovendo um ambiente diverso e inclusivo. No pilar de governança, a UPL recebeu o Selo Mais Integridade e o prêmio de Boas Práticas em Sustentabilidade, além de ter aderido ao Movimento Transparência 100%, comprometendo-se a cumprir metas de transparência e integridade até 2030.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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