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China: o que o gigante asiático espera da parceria comercial com o Brasil para os próximos meses?

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Hoje, nosso país é o principal exportador de soja e carne bovina para a China. Em uma visita ao país, notamos que há um aumento no interesse mútuo em outros produtos e serviços que ambos os países podem negociar.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, compilados pelo Insper (instituição de ensino superior que atua nas áreas de negócios e economia, entre outras), as exportações do agronegócio brasileiro atingiram um patamar histórico em 2023: foram totalizados US$ 167 bilhões, alta de 5% em relação a 2022 (US$ 159 bilhões). Esse volume engloba diversas commodities e outros bens, como carne e até mesmo produtos florestais.

O gigante asiático é um dos maiores fornecedores de insumos agrícolas para o Brasil, especialmente moléculas utilizadas nas lavouras para o manejo de pragas e doenças. Porém, esse número foi um pouco menor no ano passado. Ainda segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, as importações do agronegócio brasileiro caíram 16% na comparação anual. Houve um recuo, principalmente, na importação de insumos (fertilizantes, pesticidas, medicamentos agropecuários e máquinas e equipamentos), de 32%.

De fato, há alguns fatores que podem colocar um freio no crescimento de negócios entre os dois países, um deles é o processo de registro de novos produtos. No Brasil, esses trâmites são tidos como mais demorados do que em outros países, inclusive sendo pauta de diversas discussões e leis regulatórias no Congresso Nacional.

Todos os anos, novos produtos são lançados no mercado e o processo de aprovação e regulamentação sempre foi uma preocupação para parceiros estrangeiros. Por isso, a indústria brasileira precisou fazer o que faz de melhor: criar soluções para atender as demandas. Assim nasceram as tradings, empresas com objetivo de adquirir insumos agrícolas de países como a China, para distribuição no mercado interno.

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Dentro do ecossistema da Crop Care, por exemplo, temos a Perterra Trading, empresa com sede no Uruguai que nasceu com o objetivo de intermediar negócios com os mercados estrangeiros. Afinal, para que o negócio se mantenha sólido, é preciso manter uma relação próxima com seus fornecedores. E isso vale para qualquer empresa, de qualquer setor.

Em nossa visita à China, em março desse ano, tivemos a oportunidade de estreitar ainda mais o relacionamento com os parceiros chineses, além de ouvir quais são as expectativas do mercado.

Um ponto que vale destacar é a nossa importância enquanto potência agrícola mundial. Sim, a China é uma grande produtora, mas não há como ela ser uma grande produtora sem contar com o Brasil para escoar mercadorias. Esse é um ponto relevante e que ajuda a sustentar nossas parcerias. Além disso, é uma relação que sempre foi amistosa, muito amigável.

Do ponto de vista de quem tem contato com esse mercado 24 horas por dia e sete dias por semana, o investimento tecnológico em sites e novas plantas produtivas na China é algo nunca visto em outras partes do mundo. O Brasil está em um ponto vantajoso para os negócios, sendo o polo produtivo que é.

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Outro fato observado em conversas é que muitas das grandes fabricantes de moléculas buscam o serviço de distribuição, algo muito positivo, já que demonstra o interesse em seguir com vendas de produtos já formulados, e não apenas com os princípios ativos e matérias-primas. Para muitos, há uma preocupação em relação aos preços, que se apresentam como os menores dos últimos cinco anos. Há reclamações em relação ao prejuízo, principalmente relacionado à safra encolhida que estamos presenciando.

Porém, há espaço para grandes expectativas e positividade em relação ao movimento do mercado. Apesar da preocupação, não há receio de uma possível falta de produtos, tanto para importação quanto para exportação. E acima de tudo, apesar do cenário de regulação, que pode causar impactos, os parceiros estrangeiros estão com boas perspectivas para o desenvolvimento de novas moléculas e registros.

Cautela e uma boa análise são elementos fundamentais ao fechar um negócio. Muitas consultorias e analistas apontam um mercado difícil em alguns momentos para o agronegócio para a safra 2024/2025. Mas apesar disso, temos um certo conforto em saber que nossos maiores parceiros comerciais seguem com um olhar otimista e confiante no mercado brasileiro.

Por: Paulo Alvares, diretor de Assuntos Regulatórios e P&D da Crop Care e Juliana Shiraishi, Head of Strategic Sourcing da Perterra, empresa da holding Crop Care

Fonte: Hill + Knowlton Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

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As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.

O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas

A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.

A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.

Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

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O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Carne suína mantém crescimento nas vendas externas

A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.

A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.

O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.

Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.

A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.

Exportações de pescado têm menor participação em maio

Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.

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Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.

A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.

Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.

Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global

O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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