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Suplementação: Estratégia Fundamental para Maximização da Produção Leiteira em Pastagens

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A utilização de forragens na alimentação de bovinos leiteiros representa uma alternativa de custo acessível para a dieta do rebanho. Contudo, para que os resultados produtivos sejam satisfatórios, é imprescindível adotar manejos que promovam a ingestão de forragem de maior qualidade pelos animais.

Neste contexto, a suplementação surge como uma estratégia essencial para a maximização da produção de leite em pastagens. O doutor em Zootecnia, Eduardo Bohrer de Azevedo, discutirá essa temática em sua palestra durante o 13º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL). O evento ocorrerá no dia 7 de novembro (quinta-feira), às 8 horas, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o simpósio está agendado para os dias 5, 6 e 7 de novembro e incluirá a 8ª Brasil Sul Milk Fair e o 3º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte.

A relevância da suplementação na produção de leite é destacada pelo presidente da comissão científica do SBSBL, Claiton André Zotti. Ele enfatiza que, quando bem planejada e executada, a suplementação pode potencializar a eficiência produtiva do rebanho. “A formulação de dietas equilibradas e a adequação às necessidades específicas de cada sistema de produção serão alguns dos pontos centrais abordados pelo doutor Azevedo em sua apresentação”, ressalta.

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Sobre o Palestrante

Eduardo Bohrer de Azevedo é médico veterinário graduado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Possui mestrado e doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com intercâmbios na Massey University (Nova Zelândia) e na UNICEN (Argentina). Atualmente, ele é professor no departamento de Zootecnia da UFSM e pesquisador do CNPq (PQ2), com foco em Nutrição de Ruminantes em Pastejo.

Inscrições

As inscrições para o 13º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL) estão em seu segundo lote. Até o dia 24 de outubro, os valores são de R$ 510,00 para profissionais e R$ 380,00 para estudantes. Este ingresso garante acesso total ao evento, que abrange o 13º SBSBL, a 8ª Brasil Sul Milk Fair e o 3º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte.

Os participantes também podem optar por ingressos para apenas o 3º Fórum de Bovinocultura de Corte e a 8ª Milk Fair, com valores de R$ 150,00 até o término do segundo lote, em 24 de outubro. Para aqueles interessados apenas na 8ª Brasil Sul Milk Fair, as inscrições custam R$ 50,00.

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Na aquisição de pacotes com dez ou mais inscrições para o SBSBL, serão oferecidos códigos-convites bonificados. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e universidades contarão com condições especiais. As inscrições podem ser realizadas no site: www.nucleovet.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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