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Desempenho do frango abatido na 29ª semana de 2024, terceira do mês de julho

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Mesmo correspondendo ao início da segunda quinzena, ocasião em que os negócios se enfraquecem, a terceira semana do mês de julho proporcionou ao frango abatido o mesmo desempenho de semanas anteriores, com o mercado permanecendo firme.

Manter o mesmo desempenho, neste caso, significou também continuar com uma estabilidade que, feitas as contas, começou nas primeiras semanas de outubro do ano passado e dura até agora. Naquela ocasião, já recuperada de um forte retrocesso nos meses anteriores, a cotação do frango abatido entrou na faixa dos R$7,00/kg, nela permanecendo desde então.

Uma melhor demonstração dessa estabilidade é obtida comparando-se o desempenho mais recente com idêntico período anterior. Nestes quase 10 meses, as cotações variaram cerca de 5% e 3,5% abaixo e acima da média (R$7,37/kg) – uma amplitude, portanto, de 8,5 pontos percentuais. Já entre outubro de 2022 e julho de 2023 esses índices, em relação à média (R$7,07/kg), alcançaram valores 20% inferiores e 15% superiores – amplitude mais de quatro vezes maior, de 35 pontos percentuais.

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Mesmo assim, o preço médio alcançado na primeira quinzena de julho se encontra meio por cento aquém do registrado em junho passado, o que significa que permanece com a menor média mensal de 2024. Em relação a julho de 2023 o incremento é significativo – de pouco mais de 25%. Mas não porque tenha ocorrido excepcional valorização e, sim, devido aos baixíssimos preços de um ano atrás. Aliás, é um índice que, doravante, deve sofrer redução.

A registrar que, mesmo prevalecendo a estabilidade de preços, o setor continuou demandando o frango vivo disponibilizado pelos produtores independentes, situação que, em São Paulo, propiciou novos reajustes da ave viva. Assim, no decorrer da semana foram registrados dois ajustes de 10 centavos cada, com o que a cotação atual entre os produtores paulistas chega aos R$5,30/kg, valor que não era alcançado desde dezembro de 2022.

Em Minas Gerais, mesmo o mercado permanecendo firme, prevaleceram os reajustes da semana anterior, o frango vivo sendo cotado a R$5,20/kg.

Fonte: AviSite

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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