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Setor da Cachaça Preocupado com Impactos da Nova Tributação

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O setor brasileiro de cachaça, predominantemente composto por pequenas empresas, enfrenta incertezas em relação aos novos rumos da tributação. Em meio às últimas etapas das discussões sobre a reforma tributária, o grupo de trabalho encarregado do PLP 68/2024 se prepara para apresentar um relatório crucial nesta quarta-feira. O foco principal é a aplicação do Imposto Seletivo, que poderá trazer mudanças significativas para o mercado de bebidas alcoólicas.

Carlos Lima, presidente do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), que representa tanto microempresas quanto grandes corporações responsáveis por mais de 80% da produção nacional de cachaça, expressa sua esperança em corrigir as atuais disparidades tributárias. Ele defende a adoção de alíquotas uniformes e equitativas para todas as bebidas alcoólicas, independentemente do teor alcoólico, visando mitigar distorções presentes no sistema atual.

“O IBRAC endossa o texto proposto pelo Executivo e propõe um sistema híbrido para o imposto seletivo sobre bebidas alcoólicas. Este sistema não apenas equaliza a tributação, mas também promove uma abordagem mais justa para micro e pequenos produtores, através de alíquotas reduzidas conforme o projeto de lei em discussão”, explica Lima.

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Desde a promulgação da Medida Provisória 690/2015, a disparidade na tributação entre bebidas destiladas e fermentadas tem aumentado consideravelmente no país. Atualmente, as alíquotas variam de 3,9% para cerveja, 6,5% para vinho, até 16,25% para cachaça e 19,5% para outros destilados. Lima argumenta que a tributação deveria considerar a quantidade de álcool puro consumido, não apenas o teor alcoólico, como critério justo para a taxação das bebidas alcoólicas.

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) apoia uma alíquota uniforme no imposto seletivo para reduzir o impacto desproporcional sobre a cerveja, que responde por 90% do consumo total de álcool no Brasil. Este debate reflete não apenas questões econômicas, mas também preocupações com saúde pública e consumo responsável de bebidas alcoólicas no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Paraná exporta 6,72 milhões de toneladas de soja e registra alta de 8% no complexo soja em 2026

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Colheita do milho impulsiona vendas de soja no Paraná

O ritmo acelerado da colheita da segunda safra de milho no Paraná tem impactado diretamente o mercado de soja no Estado. Produtores estão intensificando as vendas do grão para liberar espaço nos armazéns, em preparação para o recebimento da nova produção.

De acordo com o Boletim Conjuntural divulgado pelo Deral, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, o Estado exportou 6,72 milhões de toneladas do complexo soja nos cinco primeiros meses de 2026.

O volume representa um crescimento de 8% em relação ao mesmo período de 2025, refletindo tanto a demanda externa quanto o bom desempenho logístico do setor no Estado.

Soja em grão lidera embarques do complexo

Entre os produtos exportados, a soja em grão respondeu pela maior fatia dos embarques, com 71% do total. O farelo de soja representou 24%, enquanto o óleo de soja participou com 5% das exportações no período analisado.

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O destaque do período ficou justamente para o óleo de soja, que registrou o maior crescimento proporcional dentro do complexo. As exportações somaram 338 mil toneladas entre janeiro e maio, alta de 59% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Receita das exportações cresce e reforça importância do setor

Em termos financeiros, o desempenho também foi positivo. Segundo o Deral, as exportações do complexo soja geraram aproximadamente US$ 2,94 bilhões para a balança comercial paranaense nos cinco primeiros meses de 2026, um avanço de 18% em comparação com igual período de 2025.

O resultado reforça a relevância da cadeia da soja para a economia do Paraná, especialmente em um momento de forte movimentação logística ligada à colheita do milho e à necessidade de escoamento da produção agrícola.

Brasil também registra crescimento nas exportações de soja

No cenário nacional, o desempenho segue a mesma tendência. No acumulado de 2026 até maio, o Brasil exportou 66,2 milhões de toneladas do complexo soja, crescimento de 7% em volume.

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Em termos de receita, as exportações brasileiras somaram US$ 27,62 bilhões no período, alta de 15% em relação ao ano anterior, segundo dados consolidados do comércio exterior.

Perspectivas para o mercado de soja

Com a colheita do milho avançando no Paraná e a necessidade de liberação de armazenagem, a tendência é de manutenção do ritmo de comercialização da soja nas próximas semanas. No mercado externo, a demanda global segue firme, sustentando o fluxo de exportações brasileiras do complexo soja, que continua sendo um dos principais pilares da balança comercial do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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