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Supermercados enfrentam queda nas margens mesmo com lojas cheias e alta no fluxo de consumidores

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Os supermercados brasileiros vivem um cenário cada vez mais desafiador em 2026. Apesar do aumento no fluxo de consumidores nas lojas, o volume vendido por cliente diminuiu, pressionando as margens e exigindo mudanças rápidas na gestão do varejo alimentar.

O consumidor continua frequentando os supermercados, mas passou a comprar menos itens, priorizar produtos essenciais, substituir marcas tradicionais por opções mais baratas e fracionar as compras ao longo do mês. O comportamento já impacta diretamente o faturamento e a previsibilidade operacional das redes.

A inflação dos alimentos segue como um dos principais fatores por trás dessa mudança. Em março, o grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 1,56%, segundo dados do IBGE, influenciando de forma significativa o avanço do IPCA. Produtos como tomate, cebola, leite longa vida e carnes tiveram aumento nos preços e ampliaram a pressão sobre o orçamento das famílias.

Consumidor muda hábitos e reduz consumo de maior valor agregado

De acordo com Márcio Goulart, especialista em gestão supermercadista e porta-voz da Meta Contabilidade, o impacto vai além da inflação observada nas gôndolas.

Segundo ele, a perda do poder de compra faz com que os consumidores reduzam volumes, troquem marcas e priorizem apenas itens considerados essenciais. O reflexo imediato aparece na redução das vendas de produtos com maior valor agregado, o que compromete diretamente a rentabilidade das empresas.

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O especialista destaca que, embora o fluxo nas lojas permaneça elevado, muitos supermercados registram crescimento nas vendas promocionais, mas com margens cada vez mais apertadas.

Outro movimento que ganha força é o fracionamento das compras. Famílias que antes realizavam grandes abastecimentos mensais passaram a dividir as compras em diferentes momentos do mês, acompanhando promoções e a entrada de renda. Para o varejista, isso dificulta o planejamento de estoque, reduz previsibilidade e aumenta os riscos operacionais.

Custos operacionais aumentam pressão sobre o setor supermercadista

Além da inflação dos alimentos, o varejo alimentar também enfrenta forte pressão nos custos operacionais. Despesas com energia elétrica, frete, embalagens e folha de pagamento continuam avançando e comprimindo ainda mais as margens.

O impacto é ainda maior nas redes regionais e supermercados de pequeno porte, que possuem menor escala de compra e menor poder de negociação frente aos grandes grupos do setor.

Dados acumulados do IBGE mostram que a inflação em 12 meses chegou a 4,14% até março, cenário que reduz a renda disponível das famílias e limita o consumo de produtos premium e categorias de maior valor agregado.

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Supermercados reforçam marcas próprias e revisam estratégias

Diante desse ambiente mais competitivo, supermercados intensificam medidas para proteger a rentabilidade. Entre as principais estratégias adotadas estão o fortalecimento das marcas próprias, revisão do mix de produtos, foco em categorias de maior giro e controle mais rigoroso sobre desperdícios e rupturas.

O uso de indicadores internos também cresce dentro das operações. Redes supermercadistas passaram a acompanhar de forma mais detalhada a margem por categoria, desempenho de promoções e eficiência operacional.

Para especialistas do setor, o desafio do varejo alimentar em 2026 será equilibrar competitividade e rentabilidade em um ambiente de consumo mais cauteloso e extremamente sensível a preço.

A avaliação é de que o consumidor continua presente nas lojas, mas mudou profundamente seu comportamento de compra — exigindo respostas mais rápidas, estratégias mais eficientes e maior controle operacional das empresas supermercadistas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Jogos Estudantis Cuiabanos batem recorde de inscritos e ampliam participação em 2026

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Com crescimento acima do previsto e recorde de participação, os Jogos Estudantis Cuiabanos (JECs) 2026 encerram nesta terça-feira (19), às 17h, o período de credenciamento das escolas e atletas. A edição deste ano já contabiliza 2.668 inscritos, número 30% superior ao registrado em 2025, quando a competição reuniu 2.086 estudantes. Considerando professores, equipes técnicas e representantes das unidades escolares, o evento deve mobilizar cerca de 3.418 pessoas ao longo da programação.

De acordo com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, o crescimento também superou a expectativa inicial da organização, que previa aumento de 20% na participação. Segundo o secretário municipal adjunto de Esporte e Lazer, Pablo Queiroz, o índice geral já alcança 42%, acima da meta estabelecida pela gestão, de 30%.

O aumento da adesão levou inclusive à alteração do local da cerimônia de abertura dos jogos. Inicialmente prevista para o Ginásio Dom Aquino, a solenidade será realizada no Ginásio Verdinho, no dia 23 de maio. O espaço estará aberto ao público a partir das 17h e o início da cerimônia às 18h.

Segundo Pablo Queiroz, os números refletem o fortalecimento da política esportiva no município e os investimentos realizados na estrutura esportiva da capital. “Não temos dúvidas de que já em 2025 superamos todos os números referentes aos JECs. E este ano, mais uma vez, quebramos o recorde. Isso é resultado do apoio total do prefeito Abílio Brunini, que proporcionou à Secretaria Municipal de Esporte e Lazer uma gestão com pessoas que entendem o que estão fazendo, além da implementação de campos com gramado sintético e da revitalização de mais de 40 quadras. Isso faz com que o esporte cresça”, afirmou o secretário adjunto.

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Ele também destacou que a ampliação da estrutura e da autonomia técnica da secretaria contribuiu para ampliar o alcance dos jogos entre escolas públicas e privadas da capital. “O prefeito Abílio disse que Cuiabá seria a capital do esporte e que daria autonomia e liberdade para o pessoal trabalhar. Pela primeira vez temos uma secretaria extremamente técnica, que entende, vive e respira esporte”, declarou.

O secretário municipal de Esporte e Lazer, Jefferson Neves, destacou que os Jogos Estudantis Cuiabanos representam um investimento no futuro da cidade, fortalecendo o esporte como ferramenta de inclusão, educação e desenvolvimento dos jovens. “Queremos ir além das medalhas, incentivando disciplina, formação de caráter e oferecendo oportunidades para que os estudantes construam trajetórias positivas dentro e fora das quadras”, afirmou.

Além da dimensão competitiva, a organização reforça o papel formativo dos Jogos Estudantis Cuiabanos. A expectativa da secretaria é garantir uma competição marcada pela organização, segurança e valorização dos estudantes-atletas. “Nossa expectativa é que os JECs 2026 transcorram com respeito e ordem, e que possamos entregar uma boa referência para a vida dos nossos atletas. Especialmente para aqueles que estarão se despedindo da categoria por questão de idade. Que eles possam seguir com sucesso na carreira esportiva e que Cuiabá deixe o melhor sentimento esportivo no coração deles ao longo da vida”, completou Pablo Queiroz.

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A 49ª edição dos Jogos Estudantis Cuiabanos será realizada entre os dias 23 de maio e 30 de junho, reunindo modalidades coletivas e individuais. O evento é considerado uma das principais ações de incentivo ao esporte escolar no município, mobilizando estudantes, professores, famílias e profissionais da área esportiva em diferentes regiões da capital.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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