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Leilão do Cup of Excellence Brazil 2023 tem maior preço médio da história

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O leilão dos lotes vencedores do Cup of Excellence Brazil 2023 registrou, ontem, 6 de dezembro, seu maior lance médio da história. Depois de quase nove horas de pregão e 2.989 lances dados, a cotação média ficou em US$ 19,99 por libra-peso, o que equivale a *R$ 13 mil por saca de 60 kg. Com essa performance, que representa alta de 35% sobre o recorde anterior, de 2021, o pregão gerou uma arrecadação total de *R$ 1,5 milhão (US$ 307.999,43) pelas 30 amostras ofertadas (clique e confira o resultado). https://mcultivo.com/event-details/270/brazil-cup-of-excellence

Principal concurso de qualidade para café no mundo, o Cup of Excellence, realizado no país pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE), pôs à venda os 30 lotes vencedores nas três categorias da competição: “Via Seca”, “Via Úmida” e “Experimental”.

Segundo o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, em 2023, a entidade realizou uma comparação do desempenho dos cafés especiais brasileiros com o das outras origens produtoras no leilão, tendo como base os últimos 15 anos. A partir daí, entendeu-se que o desafio não era perseguir o recorde mundial do maior preço, mas, sim, esclarecer ao mercado a diversidade dos cafés nacionais e condições para que houvesse o reconhecimento de sua qualidade, elevando os preços de todos os cafés do Brasil através da percepção de valor.

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“Foi nesse contexto que surgiu a ideia da categorização e a apresentação dos cafés levando em conta uma oferta mais diversa, a qual atendesse aos mais diferentes mercados. O resultado dessa segmentação dos cafés do Brasil, em cestas diferentes, foi o aumento do preço médio pago no leilão deste ano, graças à clareza com que ofertamos esses cafés e enaltecemos a percepção de suas qualidades”, explica.

O maior lance do pregão foi dado ao café produzido na Fazenda Rainha (Orfeu Cafés), em São Sebastião da Grama (SP), campeão da categoria “Via Seca”, que se destina aos grãos naturais (colhidos e secos com casca). Com US$ 130,30/lb-peso, ou *R$ 84,5 mil/saca, a empresa Sarutahiko Coffee, do Japão, pagou o maior valor da história por um café natural brasileiro, superando o recorde anterior (US$ 90,20/ lb-peso), registrado em 2017. Esse lote todo rendeu um total de *R$ 253,5 mil (US$ 51.706,95).

O segundo maior lance foi dado ao campeão da categoria “Via Úmida” (cereja descascado, despolpado ou desmucilado), produzido na Fazenda Rio Verde (Ipanema Agrícola), em Conceição do Rio Verde (MG). Esse café foi adquirido pelo Grupo Cafeza, do Brasil, por *R$ 40,7 mil/saca (US$ 62,70 lb-peso), o que rendeu um total de *R$ 101,6 mil (US$ 20.734,26) por todo lote. O terceiro maior lance foi registrado ao campeão da inédita categoria “Experimental” (cafés fermentados). O produto, também cultivado na Fazenda Rainha (Orfeu Cafés), foi adquirido pelo equivalente a *R$ 32,7 mil por saca pela empresa Decameron Coffee, da China, o que proporcionou um total de *R$ 81,9 mil pelo lote.

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O diretor executivo da BSCA destaca a grande disputa pelos melhores cafés produzidos no Brasil nessa safra, com um total de 2.989 lances ofertados, ou 85% a mais do que os 1.614 no leilão de 2022.

“Dezenas de empresas de todo o mundo competiram por mais de oito horas por nossos cafés, o que evidencia, não apenas a assertividade da segmentação que propusemos no Cup of Excellence deste ano, mas, principalmente, que nossos cafés, por meio de origem controlada, diversidade, qualidade e, acima de tudo, sustentabilidade, atendem, cada vez mais, ao desejo dos maiores e mais exigentes consumidores mundiais”, conclui.

Ao final do leilão, os 30 lotes vencedores do Cup of Excellence Brazil 2023 foram adquiridos por empresas originárias da Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Brasil, Bulgária, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão e Noruega.

* Dólar cotado a R$ 4,902, conforme fechamento de 6 de dezembro de 2023.

Fonte: Assessoria de Imprensa BSCA

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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