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Clima e preços em queda preocupam produtor de soja; quebra na safra deve atingir 5%

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O produtor rural teve mais um ano desafiador em 2023. Além da questão climática, a queda dos preços apertou as margens de lucro e interferiram nas estratégias dentro da porteira. As mudanças exigiram planejamento, gestão e visão de mercado.

No último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de grãos deve atingir pelo menos 312 milhões de toneladas na safra 23/24, volume 2,4% menor em relação ao ano passado. O fenômeno El Niño prejudicou as regiões produtoras, com destaque para o cultivo da soja.

Com base em dados coletados em nível nacional e com produtores do país, pela consultoria Agromove, é possível notar que a preocupação está no carro-chefe da safra brasileira – A SOJA. A oferta elevada da oleaginosa vai deixar as margens mais apertadas ao produtor. O levantamento mostra que os embarques elevados do grão estão contribuindo para o escoamento do produto, em função dos preços mais baixos serem atrativos para o mercado, algo que deve contribuir para melhorar o quadro da demanda.

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Outro fator importante é o clima: “Na semeadura notamos perdas na produtividade nas regiões muito chuvosas e no replantio, também haverá algumas desistências de replantio em diversas regiões. Norte, Centro-oeste e Nordeste com chuvas irregulares, e no Sul o excesso de precipitações prejudicou as lavouras. A previsão é de uma regularização das chuvas, e caso não ocorram novos eventos climáticos significativos, no pior cenário a quebra na safra de soja pode atingir 5%, explica Pessina.

O MILHO é um exemplo do “vai e vem” do mercado. Apesar de um ano difícil, o produtor deve respirar mais aliviado em relação às margens. O levantamento feito pela Consultoria Agromove com agricultores em todo o país, sinaliza melhora das margens em várias regiões. No entanto, as tradings ainda estão ofertando diferenciais de base elevados entre as regiões, o que favorece as operações em bolsa.

“O milho da safra 23/24 teve uma alta significativa, o que vai gerar margens boas. Claro que o clima precisa cooperar neste sentido, para que não ocorra uma quebra significativa da produção”, avalia Alberto Pessina, CEO da Consultoria Agromove.

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Já em relação ao mercado do BOI, o cenário também é positivo. Após um ano turbulento, com queda no preço da arroba, excesso de oferta no mercado e incertezas no ambiente político e econômico dentro e fora do Brasil, a tendência é de melhora nas margens de lucro – a queda significativa dos custos de reposição em 2023 e um cenário de preços mais estáveis a frente deve trazer uma alívio e mais estabilidades nas margens de lucro.

“É possível notar que alguns pecuaristas saíram de uma boiada de custo mais elevado, comprando bezerro mais barato em 2023, com expectativa de vender o gado num valor melhor em 2024. Isso gera uma margem de lucro melhor, se comparado ao ano passado, onde os custos elevados da reposição em 2022 pesaram na conta. A previsão, de forma geral, é de ESTABILIDADE nos preços em 2024, com suaves altas”, conceitua Pessina.

Fonte: Comunicativas

Fonte: Portal do Agronegócio

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Demanda interna de milho no Brasil deve bater recorde com avanço do etanol e pressão climática

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A demanda interna de milho no Brasil deve alcançar um novo patamar recorde neste ano, com projeção de cerca de 100 milhões de toneladas, segundo estimativas da Pátria AgroNegócios. O volume representa alta de 11,11% em relação ao consumo do ano anterior, estimado em 90 milhões de toneladas, e reforça o papel estratégico do cereal na economia agrícola brasileira.

Etanol de milho lidera crescimento da demanda

Um dos principais motores dessa expansão é o avanço das usinas de etanol de milho, que vêm ampliando significativamente sua participação na absorção do grão no mercado doméstico.

De acordo com projeções do Rabobank, a demanda por milho destinada à produção de etanol no Brasil deve atingir cerca de 27,5 milhões de toneladas em 2026, crescimento de aproximadamente 20% em relação ao ciclo anterior.

O movimento é impulsionado pela expansão de novas plantas industriais, inicialmente concentradas no Mato Grosso e agora avançando para regiões como Bahia e Piauí, além de áreas do oeste mato-grossense. O principal fator de viabilidade, segundo análises de mercado, é a competitividade do preço do etanol nessas localidades, que compensa desafios logísticos e limitações de oferta.

Ração animal segue como principal destino do milho

Apesar do avanço do setor de biocombustíveis, a indústria de ração animal continua sendo o maior consumidor de milho no Brasil, respondendo por cerca de 60% do total do consumo interno, segundo dados da Abramilho.

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Dentro desse segmento, a avicultura lidera a demanda, com aproximadamente 32% de participação, seguida pela suinocultura, com cerca de 15%.

O setor também vem passando por mudanças estruturais, com maior uso de subprodutos da indústria do etanol, como o DDG (grãos secos de destilaria), que ganha espaço nas formulações de rações devido ao custo competitivo e valor nutricional. O sorgo também aparece como alternativa complementar na alimentação animal.

Produção cresce, mas clima preocupa produtividade

Nos últimos dez anos, a produção brasileira de milho praticamente dobrou, impulsionada principalmente pela expansão da segunda safra (safrinha), que já representa cerca de 70% da produção nacional.

Apesar disso, especialistas alertam para riscos climáticos. O atraso no plantio da soja pode comprometer a janela ideal do milho safrinha, aumentando a exposição a períodos mais secos.

Regiões como Goiás, Minas Gerais, norte de São Paulo, Bahia e partes do Mato Grosso do Sul já enfrentam restrição de chuvas, cenário que pode afetar o potencial produtivo.

No Mato Grosso, principal estado produtor, houve leve melhora de produtividade recente, com estimativas subindo de 116,61 para 118,71 sacas por hectare, segundo consultorias de mercado. A produção estadual é projetada em 52,65 milhões de toneladas, crescimento de 1,81% frente às estimativas anteriores.

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Expansão das usinas fortalece consumo interno

A proposta de elevação da mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32% também é vista como fator adicional de sustentação da demanda.

O crescimento das usinas de etanol de milho reforça essa tendência. Atualmente, o Brasil conta com cerca de 30 unidades em operação, das quais 11 são plantas flex, capazes de processar milho e cana-de-açúcar.

A capacidade instalada do setor deve chegar a 12,6 bilhões de litros até a safra 2025/26, com produção estimada em 9,6 bilhões de litros, segundo projeções do mercado.

Logística e frete reforçam competitividade do setor

Outro fator que favorece a indústria de etanol de milho é a alta do frete interno no Brasil, que em algumas regiões chegou a subir cerca de 20%.

Como a maior parte das usinas está localizada próxima às áreas produtoras, o impacto logístico é menor, o que aumenta a competitividade na compra do milho frente a outros destinos, como a exportação.

Esse cenário fortalece ainda mais a demanda doméstica, reduz a dependência do mercado externo e consolida o milho como um dos principais pilares da cadeia de biocombustíveis e proteínas no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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