AGRONEGÓCIO
Alagoas lidera produção de etanol no Nordeste e impulsiona transição energética com políticas sustentáveis
Publicado em
10 de novembro de 2025por
Da Redação
Alagoas consolidou sua posição como principal produtor de etanol do Nordeste ao alcançar 416,4 milhões de litros na safra 2024/2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (5) pela Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio). O volume representa 21% de toda a produção regional, que somou 1,9 bilhão de litros.
O desempenho coloca o estado à frente da Paraíba, que produziu 398,2 milhões de litros, seguida pela Bahia (354,8 milhões) e Pernambuco (333,5 milhões).
Do total alagoano, 252,9 milhões de litros correspondem a etanol hidratado, usado diretamente nos postos de combustíveis, enquanto 163,5 milhões de litros são de etanol anidro, que é misturado à gasolina.
Produção de cana-de-açúcar reforça liderança nacional
O bom desempenho na produção de etanol está diretamente ligado à força do cultivo de cana-de-açúcar no estado. Na safra 2024/2025, Alagoas colheu 17,6 milhões de toneladas da matéria-prima, ocupando o primeiro lugar entre os estados nordestinos.
Na sequência aparece Pernambuco, com 13,5 milhões de toneladas, consolidando a importância da região para o setor sucroenergético brasileiro. O resultado reforça o papel de Alagoas como um dos pilares da bioeconomia nacional, com impactos positivos na geração de emprego, renda e sustentabilidade.
Nordeste desponta como polo de inovação em energias renováveis
De acordo com a NovaBio, o desempenho do Nordeste — especialmente de Alagoas — demonstra que a região está se firmando como um dos principais centros de inovação tecnológica em energias renováveis no país.
O presidente-executivo da entidade, Renato Cunha, destacou que o tradicional biocombustível, o etanol, tem atuado como vetor de inovação para diferentes setores, incluindo o industrial, aéreo e marítimo. Ele citou como exemplos o avanço do combustível sustentável de aviação (SAF), além de novas fontes como biometano, biogás, hidrogênio verde e e-metanol.
“Esses desenvolvimentos mostram que o etanol continua sendo uma base sólida para o crescimento da bioeconomia e da transição energética no Brasil”, afirmou Cunha.
Governo de Alagoas adota etanol na frota oficial para reduzir emissões
Com o objetivo de incentivar o desenvolvimento sustentável e diminuir a poluição atmosférica, o Governo de Alagoas instituiu, em setembro, a Política de Prioridade no Abastecimento de Veículos Automotores com Etanol.
A medida prevê a substituição gradual da gasolina por etanol em toda a frota do Poder Executivo Estadual, incluindo veículos flex ou adaptados, reforçando o compromisso do estado com a transição energética e o fortalecimento da cadeia produtiva local.
O governador Paulo Dantas destacou que a iniciativa busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis e valorizar a produção regional de cana-de-açúcar e etanol.
A política estabelece percentuais mínimos de uso de etanol em relação ao consumo total de combustíveis do Estado:
- 2025: 5%
- 2026: 8%
- 2029: 25%
- Ao final do sexto ano: 30%
Alagoas se consolida como referência em bioenergia
Com forte produção agrícola, políticas públicas sustentáveis e investimentos em inovação, Alagoas se consolida como referência na produção de etanol e no avanço da bioeconomia nordestina. O desempenho do estado reflete não apenas o vigor de sua agroindústria, mas também o papel estratégico que o Nordeste passa a desempenhar na transição para uma matriz energética mais limpa e renovável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre
Published
17 horas agoon
1 de setembro de 2026By
Da Redação
A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.
O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.
A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.
Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.
Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.
Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.
O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.
Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.
Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.
Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.
Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.
O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.
A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.
O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.
Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.
Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.
Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.
Fonte: Pensar Agro
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