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Alta oferta e exportações fracas pressionam preços do arroz no Brasil, aponta relatório do Itaú BBA

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Cotações seguem pressionadas com estabilidade nos preços

O aumento no volume da safra 2024/25 tem mantido pressão sobre os preços do arroz no Brasil. Segundo o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, o valor médio da saca de 50 kg ficou em R$ 76 ao longo de abril, com leve queda para R$ 75 até o dia 20 de maio. A baixa nas exportações tem dificultado o escoamento da produção, limitando a recuperação das cotações.

Mercado lento e produtores resistentes à venda

Durante abril, os preços ficaram praticamente estáveis, com média de R$ 76,27/sc. No final do mês e início de maio, recuaram para R$ 75,02/sc. A comercialização seguiu em ritmo lento, concentrada principalmente na reposição de estoques pelas indústrias. Muitos produtores optaram por vender apenas em casos de necessidade financeira, devido à percepção de que os preços não cobrem os custos operacionais.

Colheita próxima do fim e produção cresce quase 15%

A colheita da safra 2024/25 está praticamente concluída, com 95,1% das áreas já colhidas até 17 de maio, conforme dados da Conab. Mesmo com chuvas em abril, que causaram acamamento e maior porcentagem de grãos quebrados, os resultados foram positivos. A produtividade média nacional é de 7 toneladas por hectare, aumento de 7,4% em relação à safra anterior. Com o crescimento de 6,9% na área plantada, a produção total deve alcançar 12,1 milhões de toneladas, avanço de 14,8% frente a 2023/24.

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Exportações em queda e concorrência internacional pressionam o mercado

As exportações brasileiras de arroz seguem enfraquecidas. Em abril, o volume embarcado caiu 28% em comparação com março. Apesar da alta oferta interna, a concorrência com países como Paraguai e Uruguai tem dificultado a colocação do produto brasileiro no mercado externo. A perda de competitividade mantém o arroz no mercado doméstico, o que impede uma recuperação dos preços.

Projeção de produção global recorde também impacta preços futuros

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou projeções indicando uma produção global recorde de arroz para a safra 2025/26, o que contribuiu para a queda dos contratos futuros em Chicago. A média parcial dos preços caiu para US$ 277 por tonelada em maio, frente aos US$ 292 registrados em abril. A estimativa do USDA aponta produção e consumo globais em equilíbrio (538,7 e 538,8 milhões de toneladas, respectivamente), com estoques finais mantidos.

Baixo ritmo de exportações acende alerta no mercado brasileiro

O ritmo lento das exportações brasileiras preocupa o setor. Sem aceleração no escoamento, os preços podem continuar em queda. A janela para exportações deve se estreitar a partir de agosto, com o aumento da oferta dos Estados Unidos. De janeiro a abril, o Brasil exportou 6,6% mais que no mesmo período de 2024, mas os volumes ainda são 29% menores em comparação com 2023. A queda nos preços praticados por concorrentes do Mercosul também compromete a competitividade do arroz nacional.

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Margens apertadas exigem atenção à gestão e estratégias comerciais

O cenário atual exige cautela por parte dos produtores. Segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), o custo variável de produção no Rio Grande do Sul gira em torno de R$ 76 por saca. Com preços médios no mesmo patamar, muitos produtores operam com margens apertadas ou até negativas, dependendo da produtividade alcançada. O relatório do Itaú BBA destaca a importância da gestão eficiente e de estratégias comerciais bem planejadas para enfrentar os desafios do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita da cana para produção de melado começa no Rio Grande do Sul e produtores aguardam maior rendimento das lavouras

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A colheita da cana-de-açúcar destinada à produção de melado já teve início na região administrativa de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. O avanço da safra ocorre em meio à expectativa dos produtores por melhores índices de produtividade e maior aproveitamento industrial da matéria-prima.

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, as lavouras seguem em desenvolvimento vegetativo, predominando a fase de alongamento do colmo. Esse estágio é considerado fundamental para o acúmulo de açúcares e para a definição do potencial produtivo da cultura.

Variedade Rachadinha atinge ponto ideal para colheita

Segundo a Emater/RS-Ascar, a variedade Rachadinha já alcançou o nível de maturação adequado para o corte. Com isso, duas agroindústrias instaladas no município de São Paulo das Missões iniciaram a colheita da safra atual para abastecer a produção de melado.

O início das atividades marca a abertura gradual da temporada de processamento da cana na região, importante para a geração de renda de produtores e agroindústrias familiares ligadas à cadeia produtiva.

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Produtores apostam em maior desenvolvimento das lavouras

Apesar do início da colheita em algumas áreas, grande parte dos produtores optou por adiar o corte. A estratégia busca garantir maior desenvolvimento das plantas, elevando o rendimento industrial e aumentando o volume de matéria-prima disponível para processamento.

A expectativa é que o prolongamento do ciclo permita melhores resultados tanto na produtividade por hectare quanto na qualidade da cana destinada à fabricação de melado e outros derivados.

Mercado mantém remuneração atrativa

Em relação aos preços, a Emater/RS-Ascar informa que os produtores da região estão recebendo, em média, R$ 136,63 por tonelada de cana-de-açúcar. O valor contribui para manter o interesse dos agricultores na atividade e reforça a importância econômica da cultura para diversos municípios do noroeste gaúcho.

Com a evolução das lavouras e o avanço gradual da colheita, a expectativa do setor é de uma safra com bom desempenho produtivo, favorecendo o abastecimento das agroindústrias e fortalecendo a cadeia da cana-de-açúcar voltada à produção de melado no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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