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Cooperativas ganham destaque no IFC Brasil 2025 como motor do crescimento da piscicultura nacional

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O papel estratégico das cooperativas no fortalecimento da piscicultura brasileira será um dos temas centrais do IFC Brasil 2025 – International Fish Congress, que acontecerá entre os dias 2 e 4 de setembro, em Foz do Iguaçu (PR). A sétima edição do evento contará com um Painel de Líderes Cooperativistas, coordenado pela Ocepar, reunindo representantes de cooperativas como Copacol, C.Vale, Lar e Coopavel, que apresentarão experiências, estratégias e resultados que vêm impulsionando o setor de forma coletiva e sustentável.

Cooperativismo impulsiona a aquicultura

Para o presidente do IFC Brasil 2025, Altemir Gregolin, o modelo cooperativo tem sido fundamental para ampliar a escala de produção, melhorar a eficiência e conquistar mercados com maior valor agregado. “Essa união de produtores em torno de objetivos comuns é uma das principais alavancas para o desenvolvimento da aquicultura no Brasil”, afirmou.

O tema desta edição do congresso é “Aquicultor Forte, Brasil Competitivo”, refletindo o foco em fortalecer o produtor para tornar o país mais competitivo no setor aquícola.

Programação técnica e estratégica

A CEO do IFC Brasil 2025, Eliana Panty, explica que o evento traz uma programação técnica abrangente, com painéis sobre:

  • Mercado e tendências do pescado;
  • Sanidade aquícola;
  • Qualidade da água;
  • Nutrição e manejo alimentar de tilápias;
  • Melhoramento genético de peixes.
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As palestras ocorrerão das 8h30 às 15h, com um novo formato que visa ampliar a troca de conhecimento entre os participantes.

Feira de negócios e inovação

Das 13h às 20h, será realizada a Feira de Tecnologias e Negócios, espaço dedicado à inovação, networking e geração de oportunidades comerciais. A Arena Fish, dentro da feira, contará com apresentações de empresas e instituições que trarão soluções práticas para os principais desafios do setor.

Outro destaque será o Inova Aqua, voltado para startups e tecnologias disruptivas na aquicultura.

Atividades paralelas e valorização da cultura

O IFC Brasil 2025 também oferecerá uma série de atividades paralelas:

  • Festival da Tilápia, com degustações e concurso de sabor;
  • 6º Festival do Tambaqui;
  • Rodadas de negócios em parceria com a FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná);
  • Workshop sobre exportação de peixes de cultivo;
  • Apresentação de trabalhos científicos com curadoria da Unioeste e da Unila;
  • 7º Encontro Mulheres das Águas, que valoriza a atuação feminina no setor.
Acesso gratuito para produtores com CAD PRO

Produtores rurais com cadastro CAD PRO terão acesso gratuito ao evento. Patrocinadores e expositores também poderão distribuir convites ilimitados para clientes e parceiros, além de poderem oferecer experiências personalizadas em seus estandes com a entrada de fornecedores de alimentos e bebidas.

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Consolidação do IFC como referência para o setor

Com uma estrutura robusta, foco em soluções práticas e espaço para debate técnico e promoção de negócios, o IFC Brasil 2025 se consolida como um dos principais pontos de encontro do setor aquícola nacional, estimulando a cooperação, a inovação e o desenvolvimento sustentável da piscicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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