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Starbucks supera estimativas de receita com retomada na China e reformulação da marca nos EUA

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A Starbucks divulgou nesta semana os resultados do terceiro trimestre fiscal e surpreendeu o mercado ao apresentar uma receita acima das expectativas, impulsionada pela recuperação das operações na China e pelas estratégias de reposicionamento da marca nos Estados Unidos.

Receita supera projeções de analistas

A receita líquida da companhia alcançou US$ 9,46 bilhões no trimestre encerrado em 29 de junho, superando as estimativas de analistas, que projetavam US$ 9,31 bilhões, de acordo com dados da LSEG. O desempenho positivo fez com que as ações da empresa subissem 4,6% nas negociações pós-mercado, sendo cotadas a US$ 97,02.

Reformulação da marca nos EUA

Sob a liderança de Brian Niccol, CEO desde agosto do ano passado, a Starbucks tem promovido uma ampla reestruturação nos Estados Unidos. Entre as medidas adotadas estão a simplificação do cardápio, a oferta de confeitaria fresca, o uso de copos com mensagens personalizadas e um serviço mais ágil nas lojas.

Niccol também se comprometeu a ampliar os investimentos em equipe nas mais de 10 mil unidades da marca no país até o fim do verão no Hemisfério Norte, como parte da estratégia intitulada “De Volta à Starbucks”.

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Lucro abaixo do esperado

Apesar da receita positiva, o lucro ajustado por ação ficou em US$ 0,50, abaixo da estimativa de US$ 0,65. A empresa atribuiu US$ 0,11 dessa queda ao custo elevado de uma conferência corporativa realizada em Las Vegas, que reuniu mais de 14 mil líderes e gerentes de lojas da América do Norte. O evento também contou com uma apresentação exclusiva do cantor Bruno Mars.

Desempenho nas lojas e comportamento do consumidor

As vendas em mesmas lojas registraram queda de 2% no trimestre, marcando o sexto recuo consecutivo. A expectativa do mercado era uma retração menor, de 1,19%. Nos Estados Unidos, o principal mercado da rede, as vendas se mantiveram estáveis com recuo de 2%.

Já na China, as vendas comparáveis subiram 2%, sinalizando uma leve recuperação após um período de intensa concorrência com marcas locais como Luckin Coffee e Cotti Coffee. Para atrair os consumidores chineses, a Starbucks reduziu os preços de algumas bebidas geladas em cerca de 5 iuanes no último mês.

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Sinais iniciais de recuperação

De acordo com dados da Placer.ai, a queda no fluxo de clientes nas lojas Starbucks foi de apenas 0,1% entre abril e junho, uma melhora em relação à retração de 0,9% no trimestre anterior. O levantamento sugere que os investimentos recentes e as inovações no cardápio estão começando a surtir efeito e podem representar um ponto de virada na trajetória da companhia.

Dave Wagner, gestor da Aptus Capital Advisors, avalia que o resultado “veio menos negativo do que o esperado, devido à força na China”, e aponta que o principal ponto de atenção agora é saber se esse desempenho marca o início da reversão nos dados fracos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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