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Soja mantém volatilidade no mercado interno e internacional à espera de relatório do USDA

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O mercado de soja apresentou comportamento misto nesta semana nos principais estados produtores do Brasil. No Rio Grande do Sul, os preços para pagamento em setembro, com entrega entre agosto e setembro, ficaram em R$ 142,50 por saca nos portos. Já no interior, houve queda, com a saca negociada a R$ 134,00 em praças como Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa, segundo a TF Agroeconômica.

Em Santa Catarina, a liquidez segue estável. Em Palma Sola, a saca foi cotada a R$ 123,00, enquanto em Rio do Sul permaneceu em R$ 128,00. No porto de São Francisco, o valor chegou a R$ 140,82 (+0,61%).

No Paraná, o início da semeadura trouxe um cenário de estabilidade. Em Paranaguá, a saca foi cotada a R$ 142,67 (+0,04%), enquanto em Cascavel e Maringá os preços ficaram em R$ 129,95 (+0,03%) e R$ 130,96 (+0,10%), respectivamente. Em Ponta Grossa, o valor recuou para R$ 131,65 (-0,26%), com balcão a R$ 120,00.

O Mato Grosso do Sul registrou alta generalizada, impulsionada pela demanda pelo grão disponível. Em Dourados, Campo Grande e Maracaju, a saca foi negociada a R$ 123,92 (+0,36%), enquanto em Chapadão do Sul caiu para R$ 120,38 (-0,43%).

Já no Mato Grosso, houve avanço nas negociações, mas os preços cederam levemente com a redução dos custos logísticos. Em Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sorriso, a saca foi cotada a R$ 120,77 (-0,62%), enquanto em Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis ficou em R$ 123,50 (-0,52%).

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Chicago opera estável antes da divulgação do WASDE

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos de soja iniciaram a sexta-feira (12) com variações limitadas, à espera do relatório WASDE (Oferta e Demanda Agrícola Mundial) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Por volta das 9h20 (horário de Brasília), os contratos recuavam entre 0,50 e 1 ponto, com o vencimento novembro a US$ 10,33 e o maio a US$ 10,80 por bushel. O mercado aguarda possíveis revisões para baixo na produtividade tanto da soja quanto do milho, diante do clima adverso nas lavouras americanas.

Além da expectativa pelo relatório, os investidores monitoram a ausência da China nas compras, o comportamento do câmbio no Brasil, o avanço do plantio da nova safra no país e a evolução das exportações norte-americanas.

Contratos futuros fecham em alta com expectativa de safra menor nos EUA

Na sessão anterior, quinta-feira (11), a soja fechou em alta em Chicago, refletindo a expectativa de corte na safra norte-americana. O contrato de novembro avançou 0,80%, para US$ 1.033,50 por bushel, enquanto o de janeiro subiu 0,74%, a US$ 1.052,50.

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Entre os derivados, o farelo de soja para outubro registrou ganho de 0,92%, cotado a US$ 286,10 por tonelada curta, e o óleo de soja para o mesmo vencimento subiu 1,21%, a US$ 51,08 por libra-peso.

Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, o USDA pode reduzir a produção dos EUA em 800 mil toneladas, projetando safra de 116 milhões de toneladas. A decisão da Argentina de diminuir sua área plantada também contribuiu para dar suporte aos preços.

Exportações americanas seguem fracas e limitam ganhos

Apesar do movimento positivo em Chicago, o ritmo das exportações norte-americanas preocupa. O USDA reportou vendas semanais de soja 2025/26 de 541,1 mil toneladas, abaixo da semana anterior (818,5 mil toneladas) e próximo da faixa mínima esperada pelo mercado.

Os destinos não revelados lideraram as compras, com 431,7 mil toneladas, mas a ausência da China segue sendo um fator de pressão. A combinação entre incertezas climáticas, redução da área na Argentina e demanda internacional enfraquecida deve manter a volatilidade nos preços da oleaginosa nos próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cana, açúcar e etanol: queda do etanol pressiona usinas enquanto El Niño pode mexer com mercado global de açúcar

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O mercado sucroenergético brasileiro atravessa um momento de contrastes. Enquanto o etanol ganha competitividade frente à gasolina nos postos de combustíveis, as margens das usinas seguem pressionadas pela forte queda dos preços do biocombustível. Ao mesmo tempo, o mercado internacional de açúcar acompanha com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre as safras asiáticas.

A análise faz parte do relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, que apresenta um panorama detalhado para os setores de cana-de-açúcar, açúcar e etanol no Brasil e no mundo.

Etanol acumula forte desvalorização e preocupa rentabilidade das usinas

De acordo com o levantamento, o principal destaque do segundo trimestre foi a expressiva queda dos preços do etanol hidratado. Entre o final de março e o início de junho, o indicador ESALQ registrou recuo de aproximadamente 24%, saindo de R$ 2,90 por litro para níveis próximos de R$ 2,20 por litro.

Nas bombas, o movimento também foi observado, embora de forma mais moderada. Em São Paulo, o preço médio do etanol hidratado caiu cerca de 14%, ampliando sua competitividade frente à gasolina.

Esse cenário reduziu a relação entre os preços do etanol e da gasolina para cerca de 60%, tornando o biocombustível uma alternativa economicamente mais atrativa para os consumidores. No entanto, para as usinas, a combinação entre preços menores e aumento da oferta limita a rentabilidade do setor.

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Segundo o Rabobank, a relação ideal para equilibrar o mercado brasileiro de etanol seria próxima de 63% durante a safra 2026/27.

Mistura maior de etanol na gasolina pode estimular demanda

Uma das notícias positivas para o setor é a expectativa de ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, passando de 30% para 32%.

A medida deve entrar em vigor ainda neste ano e tende a ampliar o consumo doméstico do biocombustível, reduzindo a necessidade de importação de gasolina e fortalecendo a participação do etanol na matriz energética brasileira.

Além disso, os preços mais competitivos do etanol hidratado podem contribuir para aumentar sua participação no abastecimento da frota flex nacional.

Açúcar acompanha cenário global e monitora riscos climáticos

No mercado internacional, os preços do açúcar seguem pressionados pelas expectativas de maior oferta global. Entretanto, o cenário pode mudar caso as previsões climáticas para a Ásia se confirmem.

O Rabobank destaca que a possibilidade de um El Niño de moderada a forte intensidade no segundo semestre de 2026 aumenta as incertezas sobre a produção em importantes países exportadores, como Índia e Tailândia.

Caso ocorram perdas produtivas nessas regiões, o equilíbrio global da commodity poderá sofrer alterações relevantes, trazendo suporte às cotações internacionais.

Outro fator de atenção envolve os custos de produção. Mesmo em um cenário de redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio, os preços elevados de fertilizantes e combustíveis podem comprometer investimentos em manejo agrícola em diversas regiões produtoras do mundo, afetando o potencial produtivo das próximas safras.

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Brasil segue como protagonista do mercado mundial

O terceiro trimestre representa tradicionalmente o pico da moagem de cana e da produção de açúcar e etanol no Centro-Sul brasileiro, principal região produtora do país.

Como maior exportador global de açúcar, o Brasil continua exercendo papel decisivo na formação dos preços internacionais. Segundo a análise do Rabobank, a tendência para os próximos meses é de maior convergência entre os preços do açúcar e do etanol, refletindo o equilíbrio econômico entre os dois produtos dentro das usinas.

Perspectiva para o setor

Apesar do cenário desafiador para as margens do etanol, o aumento da mistura obrigatória na gasolina e a forte competitividade do biocombustível no mercado interno trazem oportunidades para o setor.

No caso do açúcar, o mercado permanece atento ao comportamento climático na Ásia e aos impactos do El Niño sobre a oferta global. Qualquer alteração significativa na produção de países-chave poderá redefinir o equilíbrio mundial da commodity e influenciar diretamente as estratégias das usinas brasileiras nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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