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Protocolos de alta performance na IATF estarão em destaque na ExpoZebu e Acricorte

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Do dia 27 de abril a 5 de maio, a capital mundial do zebu, a cidade de Uberaba, em Minas Gerais, aguarda a visita de mais de 400 mil pessoas, nas dependências do Parque Fernando Costa, para shows, leilões e julgamentos de bovinos da 89ª ExpoZebu – Exposição Internacional do Zebu.

Mais acima, na região Centro-Oeste, precisamente no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá (MT), será realizada a edição 2024 da Acricorte, em 16 e 17 de maio. O projeto faz parte de uma série de iniciativas da Associação dos Criadores do Mato Grosso (Acrimat) para levar informação a pecuaristas do estado que detém o maior rebanho bovino do Brasil. São 34 milhões de cabeças, segundo dados da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM-IBGE).

Em comum, neste ano, os visitantes das duas mostras terão acesso às mais recentes inovações da Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), biotecnologia reprodutiva utilizada por criadores de todo o País. De acordo com dados do indexador da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA), de 2023, a inseminação já é realidade em 23% das vacas em idade de reprodução, um crescimento de 100% comparado há dez anos, sendo que 90% delas são submetidas à sincronização de cio.

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“Na última década, tivemos um sólido crescimento da IATF, muito impulsionado pelos benefícios financeiros que ela vem gerando nas propriedades e até mesmo alavancada pela maior exigência dos consumidores de carne de qualidade. Agora, o objetivo é o uso de protocolos de alta performance”, avalia o médico-veterinário José Ricardo Fachin, promotor técnico da GlobalGen vet science, joint venture fundada, em 2015, fruto de parceria entre a holding americana ReproGen e a empresa brasileira UCBVET Saúde Animal.

Entre as iniciativas existentes no mercado, o médico-veterinário destaca o protocolo Best Choice, projetado para otimizar a fertilidade de fêmeas de corte, e o G-Synch, programa de reprodução específico para aumentar a eficiência reprodutiva de vacas leiteiras e que apresenta taxa de concepção acima de 50%.

Outra grande novidade é o ReBreed-21, desenvolvido pela empresa em parceria com a University of Wisconsin (Madison/EUA). Trata-se de uma estratégia de ressincronização precoce com intervalo de 21 dias entre as inseminações, permitindo três delas em 42 dias de estação de monta.

Além de elevar a concepção, o novo protocolo de alta performance pode ser utilizado para aumentar a produção dos cobiçados “bezerros do cedo”, animais comercializados com maior valor agregado, após a desmama. O trabalho foi validado em parceria com o Grupo Roncador, que reúne mais de 60 mil cabeças de gado.

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Especialista norte-americano visita Brasil

O Dr. Richard Pursley, com formação em Dairy Production pela Universidade do Kansas e pós-doutorado em Fisiologia Reprodutiva pela Universidade de Wisconsin-Madison, é uma autoridade reconhecida internacionalmente no campo da inseminação artificial.

Ao lado de Milo C. Wiltbank, Pursley é responsável pela criação do protocolo OvSynch®, que possibilitou o uso da IATF em escala mundial, na década de 1990, e também é cofundador da GlobalGen. O roteiro de visitas, realizadas no dia 20 de março, em Uberaba, contemplou a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, a Associação Brasileira de Inseminação Artificial e as centrais de genética GENEX e Alta Genetics.

De lá, seguiu para a cidade de Uberlândia, também em Minas Gerais, um dia depois, para o encontro GlobalSynch “Amigos do Leite”, onde apresentou novas abordagens para protocolos de IATF em vacas leiteiras, com destaque especial à utilização estratégica dos produtos Maxrelin (GnRH), Induscio (cloprostenol), e Reprosync 2g, em programas reprodutivos.

Fonte: Pec Press® – Comunicação Estratégica

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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