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Agro em Dados chega à sua 50ª edição com conteúdo especial e destaque para bioinsumos

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O boletim Agro em Dados chega à sua 50ª edição neste mês de novembro e traz um conteúdo especial para comemorar a data. A apresentação do periódico, tradicionalmente feita pelo titular da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), é assinada desta vez pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Além disso, oito dirigentes de entidades estaduais e federais dão seus depoimentos sobre a importância do Agro em Dados para o setor agropecuário goiano. A edição de novembro/2023 do Agro em Dados está disponível no site da Seapa, em PDF (link abaixo).

“Estamos transformando o agronegócio goiano, e o Agro em Dados tem sido uma ferramenta importante para isso, fornecendo subsídios para os projetos e monitorando os resultados”, afirma o governador Ronaldo Caiado. “São 50 edições do boletim, 50 meses de trabalho sério e prestação de serviços relevantes à sociedade”, acrescenta. Além de celebrar a marca, na apresentação da publicação ele destaca alguns dos principais avanços do setor agropecuário goiano nos últimos anos.

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A capa do novo Agro em Dados é dedicada aos bioinsumos. Goiás se tornou referência no tema ao criar uma legislação própria, em 2021, e desenvolver o primeiro Programa Estadual de Bioinsumos do Brasil. “Os insumos biológicos têm potencial para desencadear uma nova revolução na agropecuária mundial, aliando produtividade e sustentabilidade, e queremos que Goiás mantenha esta posição de vanguarda no tema, transformando-se no maior polo de inovação em biológicos do País”, reforça o secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leonardo Rezende.

O conteúdo tradicional do Agro em Dados também está presente nesta 50ª edição do boletim. Ao baixar o PDF, o leitor tem acesso aos indicadores mais relevantes dos principais segmentos agropecuários goianos: bovinos, suínos, frangos, lácteos, soja e milho. Os números (produção, produtividade, área plantada; cotações de mercado; volume de exportações; e Valor Bruto de Produção) são exibidos em gráficos que facilitam a compreensão e acompanhados por análises da equipe de Inteligência de Mercado Agropecuário da Seapa.

Saiba mais

O levantamento, a análise e a edição das informações publicadas no Agro em Dados estão sob a responsabilidade da Gerência de Inteligência de Mercado Agropecuário, departamento ligado à Superintendência de Produção Rural da Seapa. As fontes dos dados são: Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa/GO), o Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

  • Para acessar a íntegra em PDF da edição de novembro/2023 do Agro em Dados, clique no link
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Fonte: Comunicação Setorial da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa)

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Mais terra, crédito e tecnologia para mulheres podem ampliar produção e renda no campo

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Ampliar o acesso das mulheres à terra, ao crédito e à tecnologia pode aumentar a produção de alimentos e a renda no campo. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), eliminar as diferenças de produtividade e remuneração entre mulheres e homens nos sistemas agroalimentares elevaria o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em aproximadamente 1% e reduziria em 45 milhões o número de pessoas em insegurança alimentar.

A estimativa dá dimensão econômica ao apelo feito pela ONU Mulheres nesta quinta-feira (15), Dia Internacional da Mulher Rural. A entidade cobrou de governos, bancos e empresas investimentos diretamente nas produtoras e a retirada de obstáculos que limitam sua participação nos negócios. A mobilização ocorre em 2026, declarado pelas Nações Unidas o Ano Internacional das Mulheres na Agricultura.

No Brasil, o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou mulheres na direção de 18,7% dos estabelecimentos, ante 12,7% em 2006. Eram cerca de 947 mil unidades sob comando feminino.

A diferença aparece também no tamanho das áreas. Uma análise dos dados censitários feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o IBGE e o Ministério da Agricultura, mostrou que os estabelecimentos dirigidos por mulheres somavam aproximadamente 30 milhões de hectares, apenas 8,5% da área total. O Nordeste concentrava 57% das unidades comandadas por produtoras.

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A presença feminina na gestão é maior quando se considera a administração compartilhada. Segundo o IBGE, cerca de 817 mil mulheres dividiam a direção com o cônjuge. Somadas às que apareciam como dirigentes, eram aproximadamente 1,76 milhão na condução dos estabelecimentos em 2017.

O avanço também aparece em dados recentes de trabalho. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apontou aumento da participação relativa feminina no agronegócio no primeiro trimestre de 2026. Isso ocorreu porque a ocupação caiu menos entre as mulheres, 0,5%, do que entre os homens, 1,2%. A pesquisa abrange toda a cadeia, incluindo indústria e serviços.

No cenário mundial, a FAO identifica uma diferença de 24% na produtividade da terra entre propriedades de mesmo tamanho conduzidas por mulheres e homens. O relatório, publicado em 2023, relaciona essa distância à discriminação e ao acesso desigual a financiamento, capacitação, tecnologia e direitos sobre a terra.

Isso significa que comparar apenas o volume colhido deixa parte do problema de fora. A disponibilidade de dinheiro para comprar insumos, de equipamentos adequados e de orientação técnica interfere no resultado da lavoura. As mulheres também acumulam com maior frequência o trabalho produtivo e os cuidados domésticos não remunerados, o que reduz o tempo disponível para formação e negócios. fao.org

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A vulnerabilidade aumenta diante de secas, calor e enchentes. A FAO aponta que o acesso limitado a recursos dificulta a adaptação das famílias chefiadas por mulheres às mudanças climáticas. Investir em orientação técnica, infraestrutura e financiamento também faz parte da preparação para enfrentar perdas na produção.

recuperação de terras. A cobrança inclui proteção social e serviços que reduzam a sobrecarga de cuidados. O objetivo é permitir que a participação das mulheres na produção se traduza também em renda e poder de decisão sobre o próprio negócio.

Fonte: Pensar Agro

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