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Santa Catarina Aumenta Investimentos no Projeto Sementes de Milho 2024

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O Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR), anunciou nesta segunda-feira (3) um aumento de 15% nos investimentos para o Projeto Sementes de Milho do Programa Terra Boa 2024, em comparação ao ano passado. A cerimônia de lançamento ocorreu em Jacinto Machado, na Cooperja Cooperativa Agroindustrial.

Durante o evento, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) apresentou uma pesquisa sobre o Programa de Monitoramento da Cigarrinha do Milho. Também foi assinada a implementação do Programa Água no Campo SC. Além disso, foi exibido um vídeo comemorativo sobre os 40 anos do Programa Terra Boa, produzido pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro).

Projeto Sementes de Milho

O Projeto Sementes de Milho faz parte do Programa Terra Boa e, neste ano, disponibilizará 170 mil sacas de sementes de milho, beneficiando mais de 42,5 mil famílias de agricultores em quase todos os municípios do estado. Com um investimento de mais de R$ 34,8 milhões, o projeto visa incentivar o plantio de milho para abastecer Santa Catarina e a região sul, promovendo qualidade, inovação e tecnologia na produção agrícola. No ano passado, foram aplicados R$ 30,3 milhões no projeto.

O déficit de produção de milho em Santa Catarina é de aproximadamente 5 milhões de toneladas, que precisam ser importadas de outros estados e países vizinhos para atender a cadeia produtiva local. “Queremos incentivar os agricultores a plantar milho para abastecer o estado e a região sul. Aqui se produz com qualidade, inovação e tecnologia. Programas como Terra Boa Sementes de Milho são desenvolvidos com esse propósito, para aumentar o cultivo e a produção”, afirmou o secretário da Agricultura, Ricardo de Gouvêa.

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Segundo a Epagri/Cepa, na safra 2023/2024 foram cultivados 320,7 mil hectares de milho no estado, com produção de 2,26 milhões de toneladas. O projeto apoia a aquisição de sementes de milho de alto valor genético, que oferecem maior rendimento por hectare e representam mais de 70% das sementes utilizadas pelos produtores. O objetivo é garantir a produção de grãos para abastecimento das cadeias produtivas de carne e de silagem para a produção leiteira. “O programa tem a missão de gerar trabalho e renda, melhorar a qualidade de vida do produtor e permitir que ele possa produzir o próprio grão para consumo dos seus animais”, explicou o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Outras Iniciativas do Programa Terra Boa

Além do Projeto Sementes de Milho, o Programa Terra Boa inclui outras iniciativas, como o Projeto Calcário, kits forrageiras, kits de apicultura, kits de solo saudável, abelhas rainhas selecionadas e apoio ao cultivo de cereais de inverno para fabricação de ração animal. No total, o Programa Terra Boa investirá mais de R$ 111 milhões em 2024, apoiando os agricultores catarinenses. “O Terra Boa Sementes de Milho é um programa excelente. Estou aproveitando a oportunidade. A produção de milho é importante porque contribui e impulsiona o trabalho que fazemos no campo”, afirmou Luiz Picolo, agricultor de Jacinto Machado.

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Programa Água no Campo SC

Durante o evento, foi assinado um contrato com a agricultora Elóise Ronçani, da comunidade de Pinheirinho Baixo, município de Jacinto Machado, para a aquisição de uma valetadeira entaipadeira, utilizada em sistemas de irrigação de arroz. O Programa Água no Campo SC investirá R$ 60 milhões no meio rural catarinense este ano.

Programa Monitora Milho SC

A Epagri apresentou resultados da pesquisa sobre o monitoramento da cigarrinha do milho, uma praga que traz prejuízos à cultura do milho em Santa Catarina. Foi autorizada a liberação de R$ 1,6 milhão de recursos da SAR/FDR para a continuidade desta pesquisa, realizada em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), para o período de 2024 a 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso deve ampliar produção de etanol em 16% na safra 2026/27 e reforça liderança nacional em biocombustíveis

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Mato Grosso deve consolidar ainda mais sua posição estratégica no setor brasileiro de biocombustíveis na safra 2026/27. Projeção divulgada pelo Bioind-MT, com elaboração do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta crescimento de 16,08% na produção estadual de etanol, que poderá atingir 8,44 milhões de metros cúbicos no próximo ciclo.

O avanço será liderado principalmente pelo etanol de milho, segmento em que Mato Grosso já responde por 62% da produção nacional de etanol de cereais. O crescimento também será sustentado pela entrada de novas plantas industriais e pela ampliação da moagem de milho destinada à produção de biocombustíveis.

Segundo o presidente do Bioind-MT e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o setor ganha importância crescente na matriz energética brasileira e no processo de descarbonização dos transportes.

“O avanço do etanol de milho fortalece a segurança energética e amplia o papel estratégico do Brasil na oferta de combustíveis renováveis, inclusive para setores como aviação e navegação marítima”, afirma.

Produção de etanol de milho deve crescer quase 19%

Antes mesmo da safra 2026/27, Mato Grosso já deve encerrar o ciclo 2025/26 com forte expansão na produção de etanol. A estimativa aponta crescimento de 8,52%, alcançando 7,27 milhões de metros cúbicos, enquanto a produção nacional deverá ficar praticamente estável, com leve alta de 0,22%.

Com esse desempenho, o estado mantém a segunda posição no ranking brasileiro de produção de etanol, atrás apenas de São Paulo.

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Na safra atual, a produção de etanol de milho deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos, avanço de 9,89% em relação ao ciclo anterior. Já o etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos, com crescimento mais moderado de 1,37%.

Para 2026/27, a expectativa é de aceleração ainda maior no segmento de milho. A produção deverá subir 18,67%, alcançando 7,33 milhões de metros cúbicos. O etanol de cana, por sua vez, deve crescer 1,42%, chegando a 1,11 milhão de metros cúbicos.

O levantamento também mostra expansão significativa da moagem de milho para etanol. O volume processado deve atingir 13,81 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 10,45%. Já para 2026/27, a projeção é de crescimento de 18,52%, totalizando 16,36 milhões de toneladas.

A entrada de duas novas plantas industriais no estado aparece como um dos principais fatores de impulso para o setor.

Cadeia de coprodutos amplia relevância econômica

Além do combustível, a indústria de etanol de milho segue fortalecendo a produção de coprodutos utilizados principalmente na nutrição animal e na indústria de alimentos.

A produção de DDG e DDGS — coprodutos proteicos derivados do processamento do milho — deverá crescer 16,14% na safra 2026/27, chegando a 3,41 milhões de toneladas.

Já a produção de óleo de milho deve avançar 12,9%, alcançando 338,9 mil toneladas.

No segmento sucroenergético, a moagem de cana-de-açúcar deverá permanecer praticamente estável no próximo ciclo, com previsão de 18,61 milhões de toneladas, alta de 0,39%.

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A produção de açúcar, por outro lado, poderá registrar leve retração de 1,42%, ficando em 579,7 mil toneladas.

Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, o setor vem ampliando sua participação em diferentes segmentos da economia.

“A cadeia de bioenergia em Mato Grosso amplia sua relevância na produção de combustíveis renováveis, coprodutos para nutrição animal, óleo vegetal, bioenergia e créditos de descarbonização”, destaca.

Mato Grosso pode dobrar produção até 2033

As projeções de longo prazo indicam continuidade do forte crescimento da indústria de biocombustíveis no estado.

Segundo o levantamento, Mato Grosso poderá alcançar produção de 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34 — mais que o dobro do volume estimado para o ciclo atual.

O estudo também destaca os impactos ambientais positivos da cadeia de bioenergia. Desde o início do programa de Créditos de Descarbonização (CBIOs), o setor já contribuiu para mitigação equivalente a 189,64 milhões de toneladas de CO₂, sendo 40,06 milhões de toneladas apenas em 2025.

Além da relevância energética e ambiental, a cadeia produtiva do etanol em Mato Grosso também amplia sua importância econômica e social. Atualmente, o setor gera mais de 12 mil empregos diretos e movimenta arrecadação superior a R$ 2,5 bilhões em ICMS no estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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