AGRONEGÓCIO
Soja enfrenta vendas lentas no Brasil enquanto Chicago oscila com demanda internacional
Publicado em
29 de agosto de 2025por
Da Redação
O mercado da soja segue com negociações estagnadas em diversos estados brasileiros, segundo informações da TF Agroeconômica. No Rio Grande do Sul, os preços para pagamento em setembro ficaram em R$ 140,00/saca (-1,41%) nos portos. No interior, valores permaneceram firmes em torno de R$ 136,00/saca, com destaque para Cruz Alta, Passo Fundo, Ijuí e Santa Rosa/São Luiz. Já em Panambi, a cotação de pedra ficou em R$ 123,00/saca ao produtor.
Em Santa Catarina, a estabilidade predomina, com o porto de São Francisco registrando R$ 142,84/saca. O estado se consolida como um polo logístico estratégico, após colher 7,85 milhões de toneladas na safra 2024/25 — recorde de produtividade, embora ainda enfrente desafios de transporte.
No Paraná, a expectativa de maior produção contrasta com retração nos preços. Em Paranaguá, a saca foi cotada a R$ 142,88 (+1,33%), enquanto em Cascavel caiu para R$ 128,81 (-1,67%) e em Maringá para R$ 131,68 (-2,46%). Em Ponta Grossa, o valor FOB recuou para R$ 131,81 (-3,08%), e no balcão, para R$ 118,00/saca.
No Mato Grosso do Sul, a comercialização da safra 2025/26 ocorre no ritmo mais lento dos últimos 10 anos, reflexo da cautela dos produtores diante da volatilidade. Em Dourados, a saca ficou em R$ 120,85 (-3,32%); em Campo Grande, R$ 125,00; em Maracaju, R$ 123,42 (+0,34%).
Já no Mato Grosso, maior estado produtor do país, o avanço da área plantada esbarra em gargalos logísticos e queda de produtividade. Em Rondonópolis, a cotação foi de R$ 126,00 (+3,97%); em Campo Verde, R$ 124,50 (+2,65%); e em Sorriso, R$ 120,00 (+0,17%).
Chicago registra volatilidade com ausência chinesa
Na manhã desta sexta-feira (29), os contratos da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) recuaram. Às 7h11 (horário de Brasília), novembro operava a US$ 10,43 e março a US$ 10,77 por bushel, com perdas de 4,50 a 4,75 pontos.
A pressão vem da ausência da China nas compras de soja norte-americana e da queda do óleo de soja, que perdeu mais de 1% no dia. O farelo também registrou movimento negativo. Enquanto isso, a safra dos Estados Unidos se desenvolve sem grandes problemas, com projeção de mais de 116 milhões de toneladas.
O câmbio, em especial a relação do dólar frente ao real, também influencia o ritmo de comercialização no Brasil, já lento diante do cenário internacional.
Demanda internacional sustenta altas anteriores
Na véspera (quinta-feira, 28), a soja havia encerrado o pregão em leve alta na CBOT, apoiada pela forte demanda global. O contrato de setembro subiu 0,32%, para US$ 1.028,75/bushel, enquanto novembro avançou 0,17%, para US$ 1.049,50/bushel. O farelo também registrou ganhos de 0,51%, mas o óleo recuou 2,85%.
O impulso veio do USDA, que reportou vendas de 1,37 milhão de toneladas da safra 2025/26, acima das expectativas. Compradores não identificados responderam por 690 mil toneladas, mantendo especulações sobre a China.
No entanto, a temporada 2024/25 registrou cancelamentos de 189,2 mil toneladas, em ajustes de fim de ciclo. Além disso, o monitoramento climático nos EUA mostrou aumento da área sob seca no Centro-Oeste, passando de 9% para 11% das lavouras, o que gera preocupações sobre produtividade.
Panorama global reforça cautela
No cenário internacional, a agência StatsCan reduziu a estimativa de produção do Canadá para 7,02 milhões de toneladas, abaixo das 7,57 milhões do ciclo anterior. Já no Brasil, a ANEC ajustou para baixo a previsão de exportações de agosto, agora em 8,9 milhões de toneladas — ainda 11,5% acima do volume de 2024.
O conjunto de fatores mantém os preços em Chicago sustentados pela demanda, mas com forte volatilidade nos derivados e incertezas sobre o comportamento da China, maior importador global da oleaginosa.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro
Published
11 horas agoon
25 de junho de 2026By
Da Redação
Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes
O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.
A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.
A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.
Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.
Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes
O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.
Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.
No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.
De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.
Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.
Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário
Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.
Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.
O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.
A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.
Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026
Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.
A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.
Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.
Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.
Demanda interna por milho deve seguir aquecida
Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.
O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.
O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.
Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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