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Simininas encantam famílias com apresentações especiais de balé

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As unidades do Programa Siminina iniciaram, nesta segunda-feira (17), uma série de aulas abertas de balé clássico com o objetivo de apresentar aos familiares o desenvolvimento das alunas ao longo do ano. Na Unidade Carumbé, 44 alunas dos períodos matutino e vespertino emocionaram o público ao demonstrar técnicas fundamentais da modalidade, como alongamento, port de bras, plié e tendus.

A iniciativa busca aproximar pais e responsáveis do processo pedagógico, revelando a dedicação e o progresso das participantes. A professora de balé clássico, Maria Augusta Ramos, conhecida como Guta, explicou que a proposta surgiu para mostrar o trabalho realizado em sala. “Fizemos um especial para que os pais entendessem como é o desenvolvimento das crianças numa aula de balé clássico. Mostramos alongamento, técnicas essenciais e um pouquinho do que elas aprendem diariamente”, destacou Guta.

A apresentação foi um momento marcante também para as próprias alunas. Geomarlis Gil, de 14 anos, da Unidade Carumbé, participou com um sentimento de gratidão e despedida. Ela completará 15 anos neste ano e está concluindo seu ciclo no programa.“Estou muito feliz e ansiosa. Este será o meu último ano no programa Siminina, tenho 14 anos e estou prestes a fazer 15. Esta apresentação marca o meu encerramento. Foi uma experiência ótima. Aqui, eu aprendi diversas coisas, como valores e muitas outras experiências. As tias me ensinaram muito. Eu também consegui interagir com outras meninas, aprendi com elas e também consegui ensinar o que eu sabia. O Siminina é uma experiência maravilhosa. Eu recomendo muito”, afirmou Geomarlis.

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As famílias celebraram a evolução das meninas. Damelis Yendez, mãe de Geomarlis Gil, ressaltou a importância da iniciativa na vida da filha: “Me gusta muito del Programa Siminina. Minha filha participa há quatro anos e se desenvolveu bastante. Ela gosta muito do balé, melhorou a comunicação e o relacionamento com colegas e professores.”

Para Erika D’Paula, mãe de Alana Sophia, de 8 anos, o programa trouxe acolhimento e transformação. “Ela tem um pouco de autismo e aqui se sentiu acolhida. Tinha dificuldades para se envolver com outras crianças, era agressiva, e hoje está tranquila. Esta é a primeira apresentação dela e meu coração está apertadinho.”

A coordenadora do Programa Siminina, Ivete Carneiro, reforçou o impacto das atividades: “É um programa de transformação. Quando olhamos para esse comprometimento, sentimos alegria e certeza de que estamos no caminho certo.”

O Programa Siminina, uma iniciativa da Prefeitura de Cuiabá, que tem como madrinha a primeira-dama e vereadora Samantha Iris, mantém 16 unidades distribuídas por diversos bairros da capital, atendendo 1.149 meninas de 6 a 14 anos em situação de vulnerabilidade social. O Siminina oferece atividades como balé, fanfarra, reforço escolar e ações socioeducativas. A expectativa é que a 17ª unidade seja inaugurada em breve, no bairro Pedra 90.

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Programação das Aulas Abertas

As aulas abertas seguirão ao longo de todo o mês, com apresentações em todas as unidades do programa. Após as exibições no Carumbé e no Distrito da Guia, a programação continua nesta terça-feira (18) nas Unidades Jardim Renascer e Altos da Boa Vista. Há programação até 28 de novembro para as Unidades Chácara dos Pinheiros, Distrito do Sucuri, CPA – CRAS, Tijucal – CRAS, Três Barras, Santa Isabel, Novo Colorado – CRAS, Novo Paraíso, Capão do Gama, Pascoal Ramos, Jardim Leblon e 1º de Março. Cada turma fará sua exibição diretamente na unidade onde é atendida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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