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Copom considera progresso inflacionário, mas adverte sobre longo caminho para ancoragem

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O Comitê de Política Monetária (Copom) analisou os resultados da mais recente reunião realizada nos dias 30 e 31 de janeiro, concluindo que houve um notável progresso no cenário desinflacionário, alinhado às projeções do próprio Comitê. No entanto, enfatizou que ainda persiste um longo caminho para a ancoragem das expectativas inflacionárias e o retorno da inflação à meta estabelecida, demandando serenidade e moderação na condução da política monetária.

O Copom destacou a volatilidade do cenário internacional como um elemento de cautela na condução da política monetária, especialmente diante das incertezas geopolíticas. Ressaltou que a incorporação de variáveis externas, como a dinâmica fiscal e o cenário global, ocorre considerando seus impactos na trajetória prospectiva da inflação, sem uma relação mecânica com a determinação da taxa de juros.

Desafios e Perspectivas Domésticas

No âmbito doméstico, o Copom observou que o cenário segue conforme o esperado, com a continuidade da trajetória desinflacionária nos núcleos e na inflação de serviços. A moderação na atividade econômica, conforme antecipado pelo Comitê, também foi confirmada pelos dados recentes. No entanto, a desancoragem das expectativas de inflação para prazos mais longos persiste desde a última reunião do Copom, e as projeções para a inflação no horizonte relevante permanecem acima da meta estabelecida.

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Após a análise do cenário, todos os membros concordaram que era apropriado reduzir a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, ajustando o grau de aperto monetário prospectivo. As expectativas futuras indicam cortes de 0,50 ponto percentual nas próximas reuniões, conforme avaliação unânime dos membros do Copom, mantendo a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário.

Cenário Internacional e Considerações Fiscais

O Copom avaliou a conjuntura internacional como volátil, destacando tensões geopolíticas e debates sobre políticas monetárias nas principais economias. Enfatizou a ausência de relação mecânica entre a condução da política monetária norte-americana e a taxa básica de juros doméstica, focando nos mecanismos de transmissão da conjuntura externa sobre a inflação interna.

No contexto global, o Comitê reconheceu melhorias no quadro inflacionário, mas ponderou sobre as fontes, desafios e incertezas para o processo desinflacionário futuro. Incertezas sobre a demanda global, movimentos de preços relativos entre bens e serviços, tensões geopolíticas e a dinâmica do crescimento econômico foram citados como fatores determinantes para a avaliação do Copom.

Quanto ao cenário fiscal doméstico, o Copom reafirmou a importância da execução das metas fiscais para a ancoragem das expectativas de inflação e destacou preocupações relacionadas ao esmorecimento do esforço de reformas estruturais e à disciplina fiscal. A dinâmica do mercado de trabalho e o impacto da taxa de juros neutra na economia também foram considerados na análise do Comitê.

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Inflação e Perspectivas Futuras

O Copom avaliou que a dinâmica desinflacionária está em linha com as expectativas, mas destacou alguns aspectos na recente dinâmica da inflação de serviços que requerem maior escrutínio. A redução das expectativas de inflação foi apontada como fator de preocupação, exigindo atuação firme da autoridade monetária.

O Comitê reiterou seu compromisso com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante e afirmou que a extensão do ciclo de ajustes dependerá da evolução da dinâmica inflacionária, do mercado de trabalho e do cenário internacional. O Copom continuará monitorando minuciosamente os dados econômicos globais e os canais de transmissão para a economia doméstica.

As informações são da Agência CMA.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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