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Richard Pursley, um dos responsáveis pelo uso da IATF em escala global, vem ao Brasil discutir protocolos de alta performance

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Mas o esquenta já começa um dia antes, em 20 de março, quando a GlobalGen vet science receberá, em um encontro para um grupo de 50 convidados, o dr Richard Pursley, um dos responsáveis pela criação do protocolo OvSynch®, que possibilitou o uso da IATF em escala mundial, na década de 1990.

“Discutiremos estratégias para aumentar a fertilidade dos programas de IATF utilizados no Brasil e mostraremos alguns exemplos de sucesso na implementação de protocolos reprodutivos de alta performance. Além disso, abordaremos um aspecto-chave à performance de rebanhos leiteiros: a perda gestacional. Apresentaremos avanços recentes no entendimento de como ela ocorre e estratégias para diminuir sua incidência nas fazendas”, explica o médico-veterinário Carlos Consentini, consultor técnico da GlobalGen.

A empresa estará com estande durante o Curso Novos Enfoques e coloca a equipe à disposição dos visitantes para apresentar as mais recentes inovações no mercado de reprodução bovina. Algumas delas são o G-Synch, programa específico para aumentar a eficiência reprodutiva de vacas leiteiras e que apresenta taxa de concepção acima dos 50%, e o protocolo Best Choice, projetado para otimizar a fertilidade de fêmeas de corte.

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Outra grande novidade é o ReBreed-21, desenvolvido pela GlobalGen em parceria com a University of Wisconsin-Madison. Trata-se de uma estratégia de ressincronização precoce com intervalo de 21 dias entre as inseminações, permitindo três delas em 42 dias de estação de monta. Este novo protocolo de IATF foi validado em um experimento realizado em parceria com o Grupo Roncador – que reúne mais de 60 mil cabeças de gado. Entre as vantagens, o ReBreed-21 aumenta a produção dos tão cobiçados “bezerros do cedo”, além de poder ser utilizado para elevar a prenhez final.

Isso é apenas uma pitada da programação do 26º Curso Novos Enfoques na Produção e Reprodução de Bovinos, que, neste ano, valoriza as discussões voltadas a aumentar a performance de rebanhos leiteiros e de corte por meio da melhoria de fatores relacionados à reprodução, nutrição, saúde, manejo e genética, entre outros.

Sobre Richard Pursley

Um dos fundadores da GlobalGen, o dr. J. Richard Pursley é graduado pela Universidade do Kansas em Dairy Production (Produção Leiteira), curso que aborda questões científicas, tecnológicas, de engenharia e negócios no estudo do processamento do leite. Possui mestrado e pós-doutorado em Reproductive Physiology (Fisiologia Reprodutiva) pela Universidade de Wisconsin-Madison, onde se aprofundou no estudo da inseminação artificial, área em que se tornou referência mundial.

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De 1992 a 1996, atuou como assistente de pesquisa na Universidade de Wisconsin-Madison, época em que trabalhou no desenvolvimento do programa de sincronização OvSynch®, em conjunto com professor Milo C. Wiltbank, uma das maiores referências na área de reprodução a nível mundial e também fundador da GlobalGen. Desde 1996, o Dr. Pursley é professor titular na Universidade de Michigan e faz parte da American Dairy Science Association (Associação Americana de Ciências do Leite), onde conquistou diversos prêmios científicos.

Fonte: Pec Press® – Comunicação Estratégica

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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