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Tecnologia e dados se tornam aliadas na recuperação do setor de trigo brasileiro para 2026

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O setor de trigo brasileiro se prepara para um 2026 desafiador, marcado pela retração da produção e pela crescente dependência de importações. Especialistas apontam que a tecnologia e o uso estratégico de dados serão fundamentais para garantir competitividade, sustentabilidade e estabilidade produtiva nos próximos anos.

Segundo o Panorama da Cadeia Agroindustrial do Trigo no Brasil (2025), a produção nacional deve cair para 7,5 milhões de toneladas, reflexo de uma redução de 20% na área plantada. Enquanto isso, o consumo interno permanece entre 12 e 13 milhões de toneladas, o que deve elevar as importações para 7 milhões de toneladas — o maior volume desde 2013.

Volatilidade desafia produtores e indústrias

A instabilidade do mercado tem pressionado toda a cadeia produtiva. De acordo com o economista Adenauer Rockenmeyer, delegado do Corecon-SP, a volatilidade dos preços e das políticas comerciais regionais amplia a vulnerabilidade do setor.

“Produtores enfrentam margens comprimidas, indústrias de moagem lidam com custos imprevisíveis e moinhos recorrem a contratos futuros para mitigar riscos”, explica.

O economista também destaca que a dependência das importações, especialmente da Argentina, aumenta a exposição do Brasil às oscilações cambiais e tributárias. Em 2025, o país vizinho reduziu suas alíquotas de exportação para 9,5%, tornando-se ainda mais competitivo no mercado brasileiro.

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Com a alta demanda nacional por pães e derivados de farinha, Rockenmeyer ressalta que o setor busca reajustes produtivos para reduzir custos e aumentar a eficiência industrial.

Agricultura de precisão e automação ganham protagonismo

Diante desse cenário, o uso de tecnologia, dados e automação passou de diferencial competitivo a necessidade de sobrevivência. A chamada agricultura e indústria de precisão permite decisões baseadas em evidências, com maior controle sobre as variáveis críticas de produção.

Equipamentos avançados, como Mixolab, SpectraStar XT-F, AgriCheck e Rheo F4, já são utilizados por empresas como a Pensalab para análises contínuas que vão do grão à massa final. Esses sistemas monitoram teor de água, propriedades reológicas, estabilidade da massa e composição química, garantindo padronização e previsibilidade nos resultados.

Segundo Rafael Soares, diretor da Pensalab, essas tecnologias reduzem retrabalho, otimizam o uso de insumos e ajudam a cumprir normas regulatórias com mais precisão.

“Mais do que medir qualidade, essas tecnologias ajudam a antecipar desvios, permitindo ações preventivas e menor impacto operacional”, explica.

Soares acrescenta que o setor caminha para um modelo de produção mais previsível, eficiente e menos exposto às flutuações externas, com base em controle e inteligência de dados.

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Financiamento será decisivo para modernizar o setor

Apesar do avanço tecnológico, especialistas alertam que a modernização depende de financiamento adequado. Para Rockenmeyer, o aporte de capital é essencial para acelerar a adoção de ferramentas baseadas em inteligência artificial e dados analíticos.

“O setor precisa buscar recursos no mercado de capitais e em fundos de investimento, além das fontes tradicionais de crédito. Essa tendência vem crescendo no agronegócio e é fundamental para sustentar a transformação tecnológica”, afirma o economista.

Com as taxas de juros ainda elevadas, o acesso a novas linhas de financiamento ganha importância para viabilizar o reajuste produtivo e fortalecer a competitividade. Rockenmeyer reforça que essa iniciativa é crucial não apenas para o desenvolvimento econômico, mas também para a sustentabilidade ambiental e a adaptação do setor às mudanças climáticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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UPAs Verdão e Leblon são habilitadas e Cuiabá atinge 100% de cobertura nas unidades

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria Adjunta de Atenção Secundária, conquistou a qualificação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Verdão e Jardim Leblon junto ao Ministério da Saúde. Com isso, todas as quatro UPAs da capital passam a ser qualificadas pelo Governo Federal, já que as unidades Morada do Ouro e Pascoal Ramos já haviam recebido a habilitação anteriormente.

A qualificação representa o reconhecimento de que as unidades atendem aos critérios técnicos, assistenciais e estruturais estabelecidos pelo Ministério da Saúde para funcionamento adequado dentro da Rede de Atenção às Urgências. O processo comprova que as unidades possuem capacidade operacional compatível com os parâmetros nacionais definidos para UPAs 24 horas, garantindo maior segurança e qualidade no atendimento à população.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que a qualificação representa um importante avanço para a rede municipal de urgência e emergência. “Esse reconhecimento demonstra o compromisso da gestão municipal em fortalecer a rede pública de saúde e garantir atendimento cada vez mais qualificado à população. Com todas as UPAs de Cuiabá qualificadas, conseguimos ampliar a capacidade de captação de recursos e melhorar ainda mais a assistência prestada aos usuários do SUS”, afirmou.

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Com a certificação, as UPAs Verdão e Jardim Leblon passam a receber incremento no custeio federal mensal. Antes, o repasse era de aproximadamente R$ 412 mil por unidade. Agora, com a qualificação federal, o município também poderá solicitar a qualificação estadual, permitindo que o custeio alcance cerca de R$ 825 mil mensais para cada unidade.

Os recursos são destinados à manutenção das atividades assistenciais e poderão ser aplicados no fortalecimento da assistência, aquisição de insumos e equipamentos, melhorias estruturais, qualificação das equipes e aprimoramento contínuo dos serviços ofertados à população cuiabana.

Entre os principais critérios avaliados pelo Ministério da Saúde estão a capacidade operacional das unidades, estrutura física adequada, composição mínima das equipes assistenciais, funcionamento ininterrupto 24 horas, disponibilidade de equipamentos, cumprimento de protocolos assistenciais, monitoramento de indicadores, produção assistencial e integração com a Rede de Atenção às Urgências.

O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonsa, ressaltou que os avanços estruturais e assistenciais foram fundamentais para a conquista da qualificação. “As UPAs Verdão e Jardim Leblon passaram por importantes adequações nos fluxos de atendimento, fortalecimento das equipes e melhoria dos processos de trabalho. Todo esse acompanhamento técnico realizado pela gestão municipal foi essencial para garantir a qualificação das unidades e ampliar a capacidade de captação de recursos para a saúde pública de Cuiabá”, destacou.

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No caso das UPAs Verdão e Jardim Leblon, foram determinantes os avanços relacionados à organização dos fluxos assistenciais, adequações estruturais, fortalecimento das equipes, melhorias nos processos de trabalho, monitoramento de indicadores e qualificação da assistência prestada à população. Também houve atuação da gestão municipal no acompanhamento técnico das unidades e no alinhamento junto ao Ministério da Saúde e à Secretaria de Estado de Saúde.

A qualificação possui validade de três anos, podendo ser renovada, desde que as unidades continuem cumprindo todas as exigências do Ministério da Saúde, que realiza monitoramento e acompanhamento periódico dos serviços.

A medida fortalece diretamente a rede de urgência e emergência da capital, amplia a capacidade de financiamento federal e reforça o papel estratégico das UPAs como portas de entrada para atendimentos de urgência e emergência em Cuiabá, garantindo assistência 24 horas e maior organização do fluxo de pacientes na rede pública de saúde.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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