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Safra de soja da América do Sul para 2023/24 é estimada em 215 milhões de toneladas pela DATAGRO grãos

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A DATAGRO Grãos divulgou seu terceiro levantamento para a safra 2023/24 de soja na América do Sul, com uma estimativa de 215,314 milhões de toneladas. Esse número é inferior à previsão anterior de 222,343 milhões de toneladas, mas ainda representa um aumento de 10% em relação ao volume colhido na safra anterior, que foi de 196,199 milhões de toneladas (dado revisado). A nova estimativa também supera o recorde da temporada 2020/21, de 198,415 milhões de toneladas.

A projeção de área plantada para a safra 2023/24 é de 68,825 milhões de hectares, um leve aumento em relação à estimativa anterior de 68,669 milhões de hectares. Se confirmado, isso representará um crescimento de 6% em relação ao recorde de 64,897 milhões de hectares colhidos na safra 2022/23.

A produtividade média, no entanto, foi revisada para baixo, passando de 3.238 kg/ha para 3.128 kg/ha. Flávio Roberto de França Junior, economista e líder de conteúdo da DATAGRO Grãos, explicou que, apesar do uso positivo de insumos favorecido pela queda nos custos de produção, o clima irregular afetou negativamente as lavouras. “O Brasil e a Bolívia sofreram perdas significativas, e também houve limitações na Argentina e no Uruguai”, comentou França Junior.

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Mesmo assim, a produtividade estimada para a safra 2023/24 ainda seria 3% maior que os 3.023 kg/ha da safra anterior, que também enfrentou dificuldades.

O Brasil, como maior produtor global de soja, tem potencial para alcançar 147,963 milhões de toneladas, uma queda de 8% em relação ao recorde de 160,834 milhões de toneladas registrados na safra 2022/23. A área plantada de soja no Brasil continua a crescer, com 17 anos consecutivos de expansão, passando de 44,694 milhões de hectares para 45,520 milhões de hectares nesta safra.

Na Argentina, houve uma forte recuperação na área plantada após três anos consecutivos de declínio. A área plantada saltou de 16,000 milhões de hectares para 17,200 milhões de hectares, com potencial de produção de 50 milhões de toneladas, um crescimento impressionante de 127% em relação à safra anterior.

No Paraguai, a estimativa para a área colhida foi mantida em 3,550 milhões de hectares, com potencial produtivo aumentando de 10,990 para 11,150 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde para o país.

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Na Bolívia, a área plantada alcançou um novo recorde, aumentando de 1,571 para 1,605 milhões de hectares, mas a produção foi reduzida do potencial de 3,771 para 2,691 milhões de toneladas, 16% abaixo da safra anterior.

Por fim, para o Uruguai, a projeção é de 1,350 milhões de hectares, um incremento de 10% em relação ao ciclo 2022/23. O potencial produtivo está estimado em 3,510 milhões de toneladas, 290% superior à produção da safra passada, um recorde histórico para o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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BNDES financia R$ 83,96 milhões para biotecnologia e impulsiona sementes sintéticas de cana-de-açúcar no Brasil

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos que somam R$ 83,96 milhões para três projetos estratégicos do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), referência global em pesquisa e inovação na cana-de-açúcar.

As iniciativas incluem o desenvolvimento de sementes sintéticas de cana-de-açúcar, a implantação de uma planta industrial de demonstração e a criação de uma variedade resistente ao besouro Sphenophorus levis, conhecido como bicudo-da-cana.

Investimento total ultrapassa R$ 165 milhões

Os recursos serão viabilizados pela linha BNDES Mais Inovação e poderão ser aplicados em obras civis, aquisição de equipamentos, serviços técnicos especializados em pesquisa e desenvolvimento, além de custos operacionais.

No total, os três projetos somam R$ 165,54 milhões, com participação adicional da Finep (R$ 72,9 milhões) e do próprio CTC (R$ 8,68 milhões).

Sementes sintéticas podem transformar o plantio de cana

A principal inovação do pacote é o desenvolvimento das sementes sintéticas de cana-de-açúcar, tecnologia que promete mudar o modelo tradicional de plantio da cultura no Brasil.

Hoje, o sistema convencional utiliza grandes volumes de colmos e máquinas pesadas, o que gera alto custo operacional, consumo elevado de combustível e impactos como compactação do solo e erosão.

Com a nova tecnologia, o plantio passaria a se assemelhar ao de culturas como soja e milho, utilizando cerca de 400 kg de sementes sintéticas por hectare.

Entre os benefícios esperados estão:

  • Redução da compactação do solo
  • Menor consumo de combustíveis e insumos
  • Diminuição do uso de água no plantio
  • Eliminação de viveiros de colmos
  • Maior rapidez na renovação dos canaviais
  • Aumento da produtividade agrícola
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As sementes são produzidas in vitro e envolvidas por uma estrutura protetiva que permite armazenamento, transporte e plantio mecanizado, além de já serem livres de doenças.

Planta-piloto será instalada em Piracicaba (SP)

Parte do investimento será destinada à implantação da primeira planta industrial de demonstração de sementes sintéticas, na Fazenda Santo Antônio, sede do CTC em Piracicaba (SP).

A unidade ocupará 10 mil metros quadrados e terá capacidade inicial para produzir sementes suficientes para até 500 hectares de cana por ano. A operação deve gerar 72 novos empregos diretos.

Segundo o CEO do CTC, César Barros, a tecnologia representa uma mudança estrutural no setor.

“Estamos dando um passo fundamental para colher os resultados dessa tecnologia. O uso da semente sintética será uma disrupção no plantio da cana, com ganhos de produtividade, margens agroindustriais e redução de emissões”, afirmou.

Pesquisa busca ampliar eficiência e escala da tecnologia

Outro eixo do investimento prevê avanços na qualidade das sementes sintéticas, com foco em maior taxa de germinação, maior seletividade do material biológico e ampliação da vida útil, permitindo armazenamento prolongado e logística mais eficiente.

A meta é expandir o alcance da tecnologia para produtores em regiões mais distantes dos centros de produção.

Nova variedade combate principal praga da cana no Brasil

O terceiro projeto apoiado pelo BNDES envolve o desenvolvimento de variedades de cana-de-açúcar resistentes a insetos, com destaque para o Sphenophorus levis, o bicudo-da-cana.

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A praga é uma das mais agressivas à cultura no país, com registros significativos em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, podendo levar à morte da planta e perdas expressivas de produtividade.

CTC reforça papel estratégico na inovação do agro

Fundado em 1969, o CTC é hoje uma das principais instituições de pesquisa em biotecnologia agrícola do mundo. A entidade tem participação relevante no desenvolvimento de variedades de cana que respondem por cerca de 31% da produção nacional.

Com histórico ligado ao Programa Nacional do Álcool (Proálcool), o centro evoluiu para uma sociedade anônima com forte atuação em melhoramento genético, biotecnologia e soluções sustentáveis para o setor sucroenergético.

A instituição também foi responsável pela primeira cana geneticamente modificada do mundo, aprovada em 2017 pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), resistente à broca-da-cana (Diatraea saccharalis).

Inovação e sustentabilidade no centro da estratégia

Com os novos investimentos, o CTC reforça sua atuação em tecnologias voltadas à eficiência produtiva, redução de custos e menor impacto ambiental, alinhadas às demandas globais por sustentabilidade e transição energética no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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