AGRONEGÓCIO

Comunidade haitiana e brasileira torcem juntas em telão instalado pela Prefeitura

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Haitianos e brasileiros se reuniram na Praça Cultural para acompanhar, em um telão instalado pela Prefeitura de Cuiabá, o confronto entre Haiti e Brasil pela Copa do Mundo de 2026. O momento foi marcado por emoção, chuva e integração no bairro Parque Cuiabá, nesta sexta-feira (19).

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, anunciou nesta semana a montagem da estrutura como um gesto de acolhimento à comunidade haitiana, que tem no Parque Cuiabá um dos principais pontos de concentração na capital mato-grossense.

Entre os torcedores, muitos admitiam estar com o coração dividido. Foi o caso da auxiliar de produção Ginia Joachim, de 30 anos, que celebrou a oportunidade de ver as duas seleções em campo.

“Eu sou haitiana e estou torcendo para o Brasil, mas também vou torcer pelo Haiti, porque ele mora no meu coração. Meu coração está dividido. Estou triste e apreensiva, mas qualquer resultado vai me trazer felicidade. Qualquer um que vencer, eu vou ficar feliz”, afirmou.

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Nem mesmo a chuva afastou os torcedores durante o primeiro tempo. Alguns se abrigaram em tendas de comércios próximos, outros acompanharam a partida dentro dos carros e muitos permaneceram em frente ao telão, enfrentando os períodos de garoa e se afastando nos momentos de chuva mais intensa.

A cada gol da seleção brasileira, a torcida vibrava. Matheus Cunha balançou as redes duas vezes, e Vinícius Júnior marcou o terceiro, arrancando aplausos e comemorações do público.

Para o mestre de obras Yvens Alexis, de 37 anos, a simples presença do Haiti na Copa já representa uma conquista histórica.

“Para nós, já é uma vitória. A última vez que o Haiti participou de uma Copa do Mundo foi em 1974, ou seja, a minha geração nem existia ainda. A gente sempre procura outra seleção para torcer e, geralmente, o Brasil é um dos países que têm mais torcedores no Haiti. Então, este ano, é uma alegria enorme estar assistindo à nossa seleção. Para a minha geração, é a primeira vez. É uma sensação muito especial”, contou.

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Apesar da expectativa de Yvens Alexis pela vitória do Haiti, a Seleção Brasileira manteve o resultado e garantiu a vitória por 3 a 0. A torcida também deixou a Praça Cultural durante o segundo tempo por conta da chuva, que não deu trégua.

Em Cuiabá, a Secretaria Municipal de Assistência Social realiza acompanhamento contínuo da comunidade de imigrantes por meio das unidades assistenciais.

A participação do Haiti na Copa do Mundo de 2026 marca um momento histórico para o país. A primeira e única aparição da seleção havia ocorrido em 1974, na Alemanha Ocidental. Após um jejum de 52 anos, os haitianos voltaram ao principal torneio de seleções do mundo para disputar sua segunda edição.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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