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Redução dos juros nos EUA impacta o mercado global de commodities

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A recente redução das taxas de juros nos Estados Unidos, ocorrida em setembro, tem causado reflexos significativos no mercado global, sobretudo no setor de commodities. Conforme análise da Hedgepoint Global Markets, especializada em gestão de risco e inteligência de mercado, a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) de reduzir a taxa de juros em 50 pontos-base foi considerada uma medida agressiva e estratégica, após um primeiro semestre de expectativas frustradas. O objetivo é estimular a economia americana em um cenário desafiador.

A redução das taxas de juros contribuiu para o enfraquecimento do dólar americano, tornando as commodities, cotadas na moeda norte-americana, mais acessíveis para compradores internacionais. Esse movimento favorece a valorização das matérias-primas, gerando um aumento nos preços globais e potencialmente melhorando a lucratividade dos exportadores, que veem suas mercadorias se tornarem mais competitivas no mercado externo.

O relatório também destaca que essa flexibilização da política monetária dos Estados Unidos pode abrir caminho para que economias asiáticas adotem medidas semelhantes, afrouxando suas políticas restritivas. Tal cenário é particularmente relevante, pois a expectativa de crescimento econômico mais robusto na Ásia, projetado para 2025, tende a intensificar a demanda por commodities, fortalecendo ainda mais a tendência de alta nos preços globais.

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No entanto, apesar do otimismo, persistem riscos importantes. A economia chinesa enfrenta desafios estruturais que podem limitar a recuperação do mercado de commodities. Além disso, o mercado de trabalho nos Estados Unidos continua a apresentar obstáculos que podem desacelerar a retomada econômica global, impondo incertezas ao cenário futuro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço da lima ácida tahiti sobe com baixa oferta e limitações na qualidade da safra em São Paulo

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Mercado de citros registra valorização da tahiti em maio e junho

As cotações da lima ácida tahiti seguem em trajetória de alta no Brasil, impulsionadas pela redução gradual da oferta e por problemas de qualidade registrados em parte da safra paulista. O movimento ocorre tanto no mercado doméstico quanto nas operações voltadas à exportação.

De acordo com levantamentos do Cepea, o preço da fruta in natura na árvore em São Paulo passou de R$ 20,06 por caixa de 27,2 kg em abril para R$ 24,53 em maio, alcançando R$ 25,96 por caixa na parcial de junho (até o dia 10).

Entressafra e clima impactam oferta e qualidade da produção

Segundo pesquisadores do Cepea, a valorização da tahiti ocorre em um período sazonalmente marcado pela entressafra paulista da cultura. Neste ano, no entanto, as condições climáticas agravaram o cenário, afetando a coloração e parte da qualidade dos frutos colhidos.

Além disso, a recuperação recente dos preços levou produtores a postergar a colheita em algumas regiões, na expectativa de obter melhores negociações. Em determinados casos, essa estratégia acabou resultando em frutos excessivamente maduros no pomar, o que reduziu o potencial de comercialização, especialmente para mercados mais exigentes.

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Oferta menor para exportação aumenta disputa por fruta de melhor padrão

Com a piora na qualidade de parte da produção, uma fatia maior dos lotes passou a ser direcionada ao mercado interno. Como consequência, a disponibilidade de frutas aptas à exportação ficou mais restrita.

Esse movimento ocorre justamente em um momento de demanda internacional aquecida, o que intensifica a disputa por frutas de melhor padrão e contribui para a sustentação dos preços em toda a cadeia produtiva.

Perspectivas para o mercado de citros

O cenário atual indica que a combinação entre oferta limitada, fatores climáticos e maior seletividade dos mercados externos deve manter a sustentação dos preços da lima ácida tahiti no curto prazo, especialmente enquanto persistirem as condições típicas de entressafra no estado de São Paulo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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