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Queda nas cotações do açúcar reflete boas perspectivas para a safra brasileira

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O mercado internacional de açúcar vivenciou uma semana de preços em queda. Na Bolsa de Nova York, referência para o comércio global, o valor da commodity recuou de 19 para 18 centavos de dólar por libra-peso. Segundo Maurício Muruci, consultor da Safras & Mercado, as previsões mais favoráveis para a safra brasileira, impulsionadas pela intensificação das chuvas nas principais regiões produtoras de cana do Centro-Sul, exerceram pressão sobre os preços.

Além disso, a alta na produção de açúcar na Ásia, com o avanço da safra local, também contribuiu para a desvalorização da commodity nos mercados internacionais.

Mercado brasileiro de açúcar e perspectivas para as exportações

No mercado físico brasileiro, os preços do açúcar também apresentaram uma semana negativa, passando da média de R$ 159 a saca de 50 kg para R$ 153. Muruci explica que a queda nos preços foi impulsionada pelo enfraquecimento da demanda das indústrias, que evitam realizar compras nos meses de pico da entressafra devido ao risco de preços mais elevados. Isso resultou na diminuição das compras, refletindo na queda de preços durante a segunda semana de janeiro.

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Exportações brasileiras em janeiro

Em termos de exportações, o Brasil obteve uma receita diária média de US$ 51,207 milhões em janeiro, com 7 dias úteis, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume médio diário de exportações foi de 103,815 mil toneladas.

No total, foram exportadas 726.705,4 toneladas de açúcar, gerando uma receita de US$ 358,455 milhões, a um preço médio de US$ 493,3 por tonelada. Comparado a janeiro de 2024, houve uma queda de 33,8% no valor das exportações diárias e de 27,9% no volume exportado, enquanto o preço médio registrou uma redução de 8,1%.

Mercado de etanol: breve alta seguida de estabilidade

O mercado físico de etanol no Brasil também vivenciou uma semana de oscilações nos preços, com breves aumentos seguidos de estabilidade nos níveis mais altos. Muruci destaca que a alta competitividade do etanol hidratado frente à gasolina tem mantido a demanda aquecida, impulsionando os preços, especialmente no período de aprofundamento da entressafra de cana.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de café deve dar salto e atingir 73,3 milhões de sacas em 2026/27

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Após ciclos consecutivos castigados por intempéries climáticas e gargalos na oferta, o parque cafeeiro brasileiro prepara-se para uma virada expressiva. A produção nacional de café deve registrar uma robusta recuperação na safra 2026/27, projetada para alcançar a marca de 73,3 milhões de sacas de 60 quilos. O avanço reflete diretamente a recomposição do cinturão produtor nacional, historicamente fragilizado por restrições hídricas nas últimas temporadas.

O diagnóstico consta do mais recente relatório mensal divulgado pelo banco Holandês Rabobank, instituição global líder em financiamento do agronegócio. De acordo com a análise setorial a recuperação será capitaneada pelo café do tipo arábica, amplamente favorecido pela regularidade do regime de chuvas nas principais regiões produtoras. Do volume total estimado, o arábica responderá por 48,7 milhões de sacas, enquanto o conilon (robusta) deve somar 24,6 milhões de sacas.

Se as perspectivas para o campo são de fartura, o ritmo do comércio exterior caminha em marcha mais lenta. O fluxo de exportações brasileiras iniciou o ano sob o signo da cautela. No fechamento do primeiro trimestre de 2026, os embarques ao exterior totalizaram 8,5 milhões de sacas, um tombo severo de 21% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

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Mesmo com uma reação pontual registrada em março — quando o País embarcou 3,04 milhões de sacas, um incremento de 15% sobre fevereiro —, o resultado mensal ainda empacou 7,8% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

Segundo a área de inteligência de mercado do Rabobank, o encolhimento do comércio exterior não sinaliza falta de produto, mas sim uma decisão estratégica do cafeicultor. Diante de elevados diferenciais de preços globais e de uma pontual perda de competitividade do grão nacional frente a concorrentes externos, os produtores vêm optando por reter os lotes, adotando uma postura nitidamente defensiva.

Para além das porteiras, o cenário de incertezas globais emergiu como o principal freio à rentabilidade da lavoura. As fricções geopolíticas no Oriente Médio, centralizadas na escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, continuam a injetar forte volatilidade nas bolsas internacionais, com reflexo direto nos custos de produção.

A crise pressiona as cotações de energia e derivados de petróleo, encarecendo o frete e a operação de maquinários. O maior impacto, contudo, recai sobre a cadeia de fertilizantes. O Brasil possui uma vulnerabilidade estrutural crônica no setor, dependendo da importação de aproximadamente 90% de todos os nutrientes minerais aplicados no solo. Sob a ameaça de bloqueios logísticos e pressões inflacionárias globais, o preço dos insumos disparou, intensificando os riscos cambiais e tornando a fixação prévia de preços uma engenharia de alto risco para as cooperativas e produtores.

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A perda do poder de compra do agricultor fica evidente na forte deterioração da relação de troca. Em abril, o cafeicultor precisou desembolsar 4,97 sacas de arábica para adquirir uma única tonelada do adubo blend 20-05-20, contra 4,66 sacas exigidas em março. O tombo na comparação anual é dramático: em abril de 2025, bastavam apenas 2,25 sacas para comprar o mesmo volume de nutrientes.

Embora o comportamento lateralizado e as realizações de lucros tragam volatilidade, o arábica subiu 3% em março e 2% em abril, enquanto o robusta recuou 9% e recuperou 3% nos respectivos meses, as cotações internacionais se mantêm em patamares historicamente elevados, o que mitiga parcialmente o aperto das margens.

Fonte: Pensar Agro

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