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Drones de mapeamento indoor chegam ao Brasil com tecnologia inovadora

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O mercado de drones no Brasil está em franca expansão. Dados do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) revelam que houve um crescimento de 25% nos pedidos de voos com drones em 2023, totalizando 390.840 solicitações, em comparação com 311 mil em 2022. Com essa demanda crescente, a CPE Tecnologia, empresa brasileira especializada em soluções para geotecnologia, firmou uma parceria exclusiva com a Flyability, companhia suíça líder em soluções para inspeção em espaços internos, inacessíveis e confinados.

Rogério Neves, CEO da CPE Tecnologia, vê essa parceria como um avanço estratégico para o mercado brasileiro. “Esta colaboração traz ao Brasil uma tecnologia de ponta, capaz de oferecer soluções inovadoras para diferentes segmentos da indústria. Os drones da Flyability, equipados com sensores especiais e laser scanner, permitem o mapeamento detalhado de ambientes como minas e cavernas, proporcionando mais precisão na coleta de dados e maior agilidade no trabalho dos profissionais”, explica.

O uso desses drones não se limita apenas a ambientes específicos, mas abrange uma ampla variedade de aplicações. “O setor de petróleo e gás, por exemplo, pode se beneficiar ao inspecionar tubulações e torres de perfuração. Na área de energia, esses drones podem acessar usinas e subestações. Já no setor de construção, eles podem ajudar a examinar paredes e estruturas de difícil acesso. Outros exemplos incluem o segmento de mineração, projetos de infraestrutura como pontes e túneis, além da indústria de manufatura”, detalha Neves.

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O CEO também destaca como essa tecnologia pode impulsionar inovações em diversos setores. “Com a chegada desses drones ao Brasil, temos a oportunidade de aprimorar sistemas de navegação, aumentar a precisão dos sensores, melhorar a comunicação e autonomia dos equipamentos, além de integrar a análise de dados”, afirma ele.

Expansão Internacional

Além da parceria com a Flyability, a CPE Tecnologia também está expandindo sua presença internacional. A empresa realizou uma apresentação na China ao lado da CHC, uma empresa chinesa com a qual tem uma relação comercial de longa data. “A CPE e a CHC têm uma parceria desde 2009, e somos distribuidores exclusivos da marca chinesa no Brasil nos segmentos de tecnologias geoespaciais, mapeamento móvel 3D, monitoramento e serviço marinho. Nosso objetivo é continuar fortalecendo essas relações e trazer mais inovações para o Brasil”, conclui Neves.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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