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Queda Acentuada nos Preços do Boi Gordo em Maio no Brasil

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O mercado físico de boi gordo no Brasil experimentou uma significativa queda de preços ao longo do mês de maio. Segundo Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, a tendência de baixa deve continuar, pois a oferta crescente mantém as escalas de abate dos frigoríficos confortáveis.

Iglesias destaca a necessidade de atenção dos pecuaristas à inversão do ciclo pecuário, prevista para o final deste ano. Ele explica que, em algum momento, o ritmo de nascimentos não acompanhará a demanda por animais de reposição, o que deverá elevar os preços, começando pelas categorias mais jovens devido ao descarte significativo de fêmeas.

Preços da Arroba em Maio

No dia 29 de maio, os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país eram:

  • São Paulo (Capital): R$ 220,00, queda de 5,58% em relação aos R$ 233,00 de abril.
  • Goiás (Goiânia): R$ 197,00, recuo de 8,37% frente aos R$ 215,00 do mês anterior.
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 215,00, baixa de 6,52% em comparação aos R$ 230,00 de abril.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 215,00, baixa de 1,38% em relação aos R$ 218,00 de abril.
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 215,00, retração de 4,44% frente aos R$ 225,00 do mês passado.
  • Rondônia (Vilhena): R$ 185,00, baixa de 3,65% em comparação aos R$ 192,00 de abril.
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Mercado Atacadista

O mercado atacadista também apresentou fraqueza ao longo de maio. O preço do quarto traseiro do boi caiu 1,73%, de R$ 17,30 por quilo para R$ 17,00 por quilo. Já o quarto dianteiro teve uma retração de 10,07%, passando de R$ 13,90 para R$ 12,50 por quilo.

Segundo Iglesias, as quedas nas cotações resultam do consumo menos aquecido ao longo do mês e do elevado volume de carne estocada pelas indústrias. O ambiente de negócios sugere a continuidade desse movimento de queda no curto prazo.

Exportações

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada totalizaram US$ 807,935 milhões em maio (17 dias úteis), com média diária de US$ 47,525 milhões. O volume exportado foi de 178,869 mil toneladas, com média diária de 10,521 mil toneladas. O preço médio da tonelada foi de US$ 4.516,90.

Comparando com maio de 2023, houve um aumento de 21,8% no valor médio diário das exportações, um ganho de 37,4% na quantidade média diária exportada, e uma desvalorização de 11,4% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Justiça amplia restrições ao uso do herbicida 2,4-D no Rio Grande do Sul e cria novas regras para aplicações agrícolas

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O uso do herbicida 2,4-D no Rio Grande do Sul passou a enfrentar novas limitações após uma decisão da Justiça Estadual que ampliou as restrições para aplicação do produto em áreas agrícolas. A medida determina a proibição do uso na região da Indicação de Procedência da Campanha e estabelece uma faixa de segurança de 50 metros ao redor de pomares e vinhedos em todo o estado.

A decisão foi tomada de forma unânime pela 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) e mantém o entendimento definido anteriormente em primeira instância. As novas regras deverão impactar a safra 2026/2027 e permanecerão em vigor até que o governo estadual apresente um sistema de monitoramento e estabeleça critérios técnicos para delimitação de áreas consideradas seguras.

Governo terá prazo para apresentar plano de controle

Conforme a decisão judicial, o governo do Rio Grande do Sul terá 120 dias para apresentar um plano de controle relacionado ao uso do herbicida. Caso as determinações não sejam cumpridas, foi estabelecida multa diária de R$ 10 mil.

A restrição na região da Campanha seguirá o mapa oficial da Indicação de Procedência, área reconhecida pela produção agrícola e pela presença de cadeias produtivas sensíveis à deriva de defensivos agrícolas.

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A Procuradoria-Geral do Estado informou que apresentou recurso contra a decisão.

Herbicida é utilizado em importantes culturas agrícolas

O 2,4-D é um herbicida hormonal amplamente utilizado no manejo de plantas daninhas em culturas como:

  • soja;
  • arroz;
  • trigo;
  • milho.

Essas culturas representam parcela significativa da produção agrícola gaúcha e possuem grande importância econômica para o estado.

O principal ponto de debate envolve a possibilidade de deriva do produto durante a aplicação, quando partículas podem se deslocar pela ação do vento e atingir áreas vizinhas, especialmente cultivos sensíveis como videiras e macieiras.

Deriva de defensivo é foco da disputa judicial

A ação judicial tramita desde 2020 e foi apresentada por associações ligadas aos produtores de vinho e maçã. Segundo os documentos apresentados no processo, a exposição ao herbicida teria relação com sintomas como deformações em plantas, abortamento floral e perda de produtividade.

A Justiça avaliou que a fiscalização estadual existente não seria suficiente para garantir a segurança das aplicações e manteve as restrições, mesmo diante dos argumentos relacionados a possíveis impactos econômicos e à competência regulatória federal sobre defensivos agrícolas.

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Estado defende boas práticas no campo

Um relatório elaborado pelo governo estadual em 2022 apontou redução nos casos registrados de deriva após ações de capacitação de aplicadores e defendeu o fortalecimento das boas práticas agrícolas como alternativa à proibição.

Entre as medidas destacadas estavam treinamento técnico, regulagem adequada dos equipamentos e maior atenção às condições climáticas durante as aplicações.

Por outro lado, avaliações apresentadas no processo apontaram que as condições de vento na metade sul do estado podem dificultar a aplicação segura do produto, principalmente durante o período de implantação da soja.

Decisão gera atenção entre produtores agrícolas

A ampliação das restrições ao herbicida 2,4-D coloca em evidência o desafio de equilibrar a necessidade de controle de plantas daninhas nas lavouras com a proteção de culturas sensíveis e a segurança ambiental.

O setor agrícola acompanha os próximos passos do governo estadual e da Justiça, especialmente diante da proximidade da próxima safra e da necessidade de definição de critérios técnicos para o uso do produto no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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