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Produção de trigo na União Europeia deve crescer 11% na safra 2025/26, estima USDA

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De acordo com o relatório de maio da World Agricultural Production (WAP), divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o bloco europeu deve alcançar 136 milhões de toneladas métricas, consolidando-se como um dos principais produtores mundiais da commodity.

Produção prevista é 11% maior que na safra anterior

O USDA projeta que a produção de trigo na União Europeia para a temporada 2025/26 atinja 136,0 milhões de toneladas métricas. Esse volume representa um aumento de 11% em relação à safra anterior e está 3% acima da média dos últimos cinco anos, sinalizando uma recuperação da produtividade após adversidades climáticas enfrentadas em ciclos anteriores.

Crescimento na área plantada e na produtividade

A área colhida na atual safra está estimada em 24,0 milhões de hectares, o que representa uma elevação de 6% em relação ao ano anterior. A produtividade média esperada é de 5,67 toneladas por hectare, número 5% superior ao ciclo passado e 2% acima da média dos últimos cinco anos.

Esses dados refletem o bom desempenho das lavouras, impulsionado pelas melhores condições climáticas registradas ao longo do ciclo.

Condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras

O relatório da WAP destaca que as condições climáticas gerais são consideradas favoráveis para o cultivo de trigo na União Europeia. A avaliação foi feita com base no Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI), obtido por meio de imagens de satélite.

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Embora o início do plantio, em setembro, tenha sido impactado por chuvas intensas, o clima estabilizou-se posteriormente, permitindo o avanço das atividades. As chuvas do outono, apesar de terem provocado inundações localizadas e perdas pontuais, também foram importantes para a reposição da umidade do solo em diversas regiões produtoras.

Inverno ameno e primavera seca influenciam o cenário agrícola

Segundo o relatório, o inverno transcorreu de forma amena, sem registro de perdas climáticas significativas, o que beneficiou o desenvolvimento das plantações. Nas principais regiões produtoras da União Europeia, como França e Alemanha, o clima tem se mostrado mais estável em comparação com a safra anterior, quando o excesso de chuvas comprometeu os rendimentos.

Contudo, o USDA alerta que a primavera tem avançado com um padrão de seca em partes da Europa Central. Países como Hungria, República Tcheca, Eslováquia e regiões do norte da França, Alemanha e Polônia poderiam se beneficiar de umidade adicional para manter o bom desempenho das lavouras.

Investimento em trigo cresce nos Bálcãs e na Itália

Nos Bálcãs, o clima também foi favorável, especialmente durante o período de plantio de outono. Diante das perdas sucessivas nas culturas de verão, como milho e soja, os produtores da região têm optado por investir mais nas safras de inverno, com destaque para o trigo.

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A Itália também foi beneficiada por condições climáticas positivas, que favoreceram o cultivo da cultura neste ciclo.

Alemanha e França ampliam área plantada; Espanha supera adversidades

O USDA informa que França e Alemanha decidiram ampliar a área destinada ao trigo na safra 2025/26. A medida foi influenciada por mudanças na Política Agrícola Comum (PAC), que orienta as decisões dos produtores no bloco europeu.

Já na Espanha, as fortes chuvas do outono dificultaram o início do plantio, mas, posteriormente, a seca contribuiu para o avanço das atividades e o bom desenvolvimento da cultura. O solo manteve níveis de umidade acima da média, proporcionando suporte adequado ao crescimento das lavouras.

Com maior área plantada, produtividade elevada e condições climáticas mais estáveis, a União Europeia caminha para uma das maiores safras de trigo dos últimos anos. O relatório do USDA reforça a expectativa de recuperação do setor, mesmo diante de desafios pontuais relacionados à seca em algumas regiões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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