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Gasolina e etanol registram menor preço desde janeiro, aponta Edenred Ticket Log

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Combustíveis em queda: alívio para o consumidor

O mês de julho trouxe um respiro para os motoristas brasileiros. Segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o preço médio da gasolina caiu 0,47% em relação a junho, chegando a R$ 6,35. Já o etanol apresentou queda de 0,68%, com preço médio de R$ 4,36. Esses são os menores valores registrados para ambos os combustíveis desde janeiro deste ano.

Repasse gradual da redução da Petrobras

Renato Mascarenhas, Diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, destacou que, apesar da redução anunciada pela Petrobras em junho, os repasses aos postos ainda ocorrem de forma gradual. “Ainda assim, julho encerra com os menores preços médios para gasolina e etanol desde janeiro, o que representa um alívio importante para o consumidor”, afirmou.

Centro-Oeste lidera queda nas regiões

Em todas as regiões do país, houve recuo nos preços dos combustíveis. O destaque foi o Centro-Oeste, com a maior queda percentual para o etanol, de 1,37%, chegando a R$ 4,33. A gasolina na região também teve retração de 0,77%, com média de R$ 6,43.

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Sudeste registra os menores preços

O Sudeste apresentou os menores preços médios para ambos os combustíveis: o etanol ficou em R$ 4,23 (-0,70%) e a gasolina em R$ 6,21 (-0,16%). Já no Norte, foram registrados os maiores valores: R$ 5,20 para o etanol (-0,19%) e R$ 6,84 para a gasolina (-0,15%).

Variações por estado: destaque para Maranhão e São Paulo

O Maranhão registrou o maior aumento no preço do etanol, com alta de 1,20%, atingindo R$ 5,06. Em contrapartida, São Paulo teve o etanol mais barato do país, com média de R$ 4,08, após queda de 0,97%. O maior recuo foi no Amapá, com queda de 3,63%, reduzindo o preço médio para R$ 5,31. O etanol mais caro continuou sendo o do Amazonas, com R$ 5,48.

No caso da gasolina, o maior aumento também foi no Maranhão, com alta de 0,63%, atingindo R$ 6,37. O Rio Grande do Norte teve a maior queda, de 1,25%, e média de R$ 6,30. O menor preço foi encontrado no Rio de Janeiro, com R$ 6,13 (-0,65%). Mesmo com recuo de 0,53%, o Acre manteve a gasolina mais cara do país, a R$ 7,48.

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Etanol ou gasolina: o que vale mais a pena?

Segundo Mascarenhas, em julho a gasolina foi a opção mais vantajosa do ponto de vista econômico na maioria dos estados, especialmente nas regiões Nordeste e Sul. No entanto, ele ressalta que o etanol tem vantagens ambientais por emitir menos poluentes, contribuindo para uma mobilidade mais sustentável e de baixo carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare

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Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.

O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.

A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.

A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.

Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.

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A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.

Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.

Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.

Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.

Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.

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O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.

Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.

Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.

Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.

Fonte: Pensar Agro

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