AGRONEGÓCIO

Prefeitura leva força-tarefa ao Parque Atalaia com visitas a 2 mil imóveis e intensifica combate à dengue

Publicado em

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, deu continuidade nesta quarta-feira (4) à força-tarefa do grande mutirão intersetorial de combate às arboviroses. O bairro Parque Atalaia, na região Sul da capital, recebeu toda a equipe setorial para a execução das ações previstas no Plano de Combate Intersetorial Contra as Arboviroses 2026.

A mobilização tem como foco a eliminação de criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Ao todo, cerca de 280 servidores participam da força-tarefa, que neste ano adota a estratégia da “Ação Única”. Na região Sul, aproximadamente 2 mil imóveis serão visitados ao longo da operação, ampliando o alcance das ações preventivas.

O modelo reúne, no mesmo dia e no mesmo imóvel, Agentes de Combate a Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS), permitindo que todas as pendências sanitárias sejam resolvidas em uma única visita, reduzindo retrabalho e ampliando a efetividade das ações.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, destacou que o trabalho integrado garante mais agilidade e resultados concretos no enfrentamento às doenças.

“Estamos atuando de forma estratégica, com base em dados técnicos e com a união de todas as frentes da Saúde. A ‘Ação Única’ evita que a equipe precise retornar várias vezes ao mesmo imóvel, otimiza recursos e amplia nossa capacidade de proteger a população. O combate às arboviroses é prioridade da gestão”, afirmou.

Leia Também:  Sine Cuiabá tem vaga para soldador iniciante com salário de R$ 3,5 mil; confira outras 328 vagas

O planejamento das ações foi elaborado com base nos dados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) e no monitoramento epidemiológico, priorizando bairros com maior risco de infestação. As atividades seguem de fevereiro a maio, abrangendo todas as regiões da cidade.

O coordenador dos Agentes de Combate a Endemias, Nathan Beuter, explicou que a integração entre os profissionais fortalece o vínculo com a comunidade e aumenta a resolutividade das visitas.

“Hoje conseguimos identificar o foco, orientar a família, verificar a situação de saúde dos moradores e já encaminhar, se necessário, para atendimento na rede municipal. É uma atuação completa, que traz mais eficiência e segurança para todos”, ressaltou.

Moradora do Parque Atalaia, a dona de casa Zirlei Tomaz afirmou que sempre recebe as equipes quando passam pela região.

“Eu sempre deixo eles entrarem, porque sei que é para o nosso bem. A gente precisa fazer a nossa parte também, cuidando do quintal e eliminando qualquer recipiente com água parada. Esse trabalho ajuda muito o bairro”, disse.

O mutirão envolve diversos órgãos municipais, reforçando o caráter intersetorial da ação, com apoio da Vigilância em Zoonoses, Vigilância Sanitária, Secretaria de Ordem Pública, Limpurb, Defesa Civil, Assistência Social, Assistência Farmacêutica, Laboratório Central de Cuiabá (Lidac), além das áreas da Atenção Primária, Secundária, Especializada e Hospitalar, Complexo Regulador, Vigilâncias Ambiental e Epidemiológica, Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) e Secretaria de Comunicação (Secom).

Leia Também:  Citricultura brasileira muda de mapa: área de laranja cresce, mas avanço do greening acelera migração para novas regiões

Após a conclusão das ações em cada bairro, a Atenção Primária à Saúde assume o acompanhamento contínuo das famílias e dos imóveis considerados críticos, evitando a reintrodução de focos do mosquito.

A população pode obter informações, registrar denúncias ou tirar dúvidas pelo telefone (65) 3318-6059 ou pelo e-mail [email protected]. A Prefeitura reforça que a colaboração da população é fundamental, permitindo o acesso das equipes aos imóveis e mantendo quintais e terrenos limpos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

Published

on

A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

Leia Também:  Homem é preso por furtar carros em parque e secretária orienta frequentadores

No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

Leia Também:  Exportações para países muçulmanos impulsionam crescimento do abate halal no Brasil

O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA