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Citricultura brasileira muda de mapa: área de laranja cresce, mas avanço do greening acelera migração para novas regiões

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A citricultura brasileira vive uma profunda transformação geográfica. Embora a área plantada com laranjas no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro tenha registrado crescimento pelo segundo ano consecutivo, o avanço do greening (HLB) está redesenhando o mapa da produção nacional e acelerando a migração dos investimentos para novas regiões produtoras.

De acordo com levantamento analisado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, a área ocupada pelos pomares atingiu 400,3 mil hectares em 2026, representando um acréscimo líquido de 5,3 mil hectares em relação ao ano anterior, avanço de 1,35%. Apesar do crescimento, o principal destaque não está no aumento da área total, mas sim na redistribuição da atividade dentro e fora do tradicional cinturão citrícola.

Norte e Noroeste lideram expansão da citricultura

As regiões Norte e Noroeste foram responsáveis pela maior parte da expansão registrada neste ciclo. Já os setores Sul e Central apresentaram retração, reflexo direto da crescente incidência do greening, doença considerada atualmente o maior desafio fitossanitário da citricultura brasileira.

A pressão da doença tem levado produtores a erradicar pomares e buscar novas áreas para implantação de lavouras mais produtivas e menos vulneráveis aos impactos da praga.

Migração dos investimentos ultrapassa o cinturão citrícola

O movimento de expansão não se limita mais às regiões tradicionais. Atualmente, cerca de 50% das mudas produzidas em São Paulo já são destinadas a municípios localizados fora do cinturão citrícola, percentual superior aos 42% registrados no ano anterior.

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Minas Gerais lidera a absorção dessas mudas, concentrando 49% do total destinado a novas áreas. Na sequência aparecem Mato Grosso do Sul, com 28%, Paraná, com 10%, e Goiás, com 7%.

Segundo a análise do Itaú BBA, essa estratégia busca reduzir os riscos associados ao greening e garantir maior longevidade aos investimentos, direcionando os novos pomares para regiões onde a doença ainda não atingiu níveis críticos.

Irrigação avança e transforma perfil produtivo

Outro fator que acompanha a modernização da citricultura é o crescimento acelerado da irrigação. Na safra 2026/27, aproximadamente metade da área cultivada do cinturão citrícola já conta com sistemas irrigados, totalizando cerca de 201 mil hectares. O número representa o dobro da área irrigada registrada há uma década.

A adoção da tecnologia, porém, ocorre de forma desigual entre as regiões. No Norte e Noroeste, mais de 80% dos pomares já são irrigados, reforçando o perfil mais tecnificado das áreas em expansão. Em contrapartida, regiões tradicionais que enfrentam perdas causadas pelo greening apresentam índices significativamente menores de irrigação, reflexo da redução dos investimentos em áreas consideradas de maior risco.

Safra menor não impulsiona preços da laranja

Apesar da redução prevista na produção, o mercado segue sem reação significativa nos preços. O Fundecitrus estima que a safra 2026/27 do cinturão citrícola alcance 255,2 milhões de caixas de 40,8 kg, volume 12,9% inferior ao da temporada anterior e 14,7% abaixo da média dos últimos dez anos.

Mesmo diante da perspectiva de menor oferta, a laranja destinada à indústria continua pressionada. O preço da fruta recuou para R$ 24,70 por caixa de 40,8 kg, valor abaixo do custo de produção de muitos citricultores e semelhante aos níveis observados em 2021.

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Exportações de suco crescem, mas mercado segue em ajuste

As exportações brasileiras de suco de laranja apresentaram desempenho positivo em maio, alcançando 58 mil toneladas em equivalente FCOJ, crescimento de 16,8% na comparação anual. O preço médio de exportação também registrou recuperação pontual, atingindo US$ 2.566 por tonelada, alta de 8,4% frente ao mês anterior.

Entretanto, o cenário estrutural permanece de acomodação. Os preços internacionais seguem muito abaixo dos níveis recordes observados durante a safra 2024/25, quando a escassez global elevou as cotações para acima de US$ 5 mil por tonelada. Atualmente, o mercado opera em um ambiente de maior oferta e estoques mais confortáveis, limitando uma recuperação consistente dos preços.

Perspectiva

A citricultura brasileira entra em uma nova fase marcada por maior tecnificação, expansão da irrigação e deslocamento geográfico dos investimentos. Ao mesmo tempo, o avanço do greening continua sendo o principal fator de transformação do setor, exigindo adaptação dos produtores e redefinindo as fronteiras da produção nacional de laranja. Enquanto isso, os preços seguem pressionados por um mercado internacional mais abastecido e por uma demanda ainda em processo de ajuste.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Aditivos energéticos ganham protagonismo e impulsionam competitividade da suinocultura brasileira

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A busca por maior eficiência produtiva e competitividade tem levado a suinocultura brasileira a intensificar o uso de aditivos energéticos nas formulações de ração. Em um cenário de genética avançada, alto desempenho zootécnico e margens cada vez mais apertadas, a energia passa a ser tratada como elemento estratégico dentro dos sistemas de produção.

Mais do que um componente básico da dieta, os aditivos energéticos vêm se consolidando como ferramenta importante para melhorar o aproveitamento nutricional, sustentar o desempenho dos animais e otimizar o retorno econômico da atividade.

Energia na dieta é base do desempenho dos suínos, afirma especialista

De acordo com o doutor em Nutrição e Produção Animal e zootecnista da Quimtia Brasil, Gabriel Villela Dessimoni, a energia é o principal combustível metabólico dos suínos e influencia diretamente todas as funções produtivas.

“A energia é o principal ‘combustível’ do suíno. Sem ela, nenhuma engrenagem biológica funciona adequadamente. O animal precisa de energia para manutenção, crescimento, deposição de carne, resposta imunológica e regulação térmica”, explica o especialista.

Aditivos energéticos ampliam eficiência da dieta e desempenho zootécnico

Os aditivos energéticos utilizados na suinocultura são formulações complexas compostas por diferentes ingredientes e aditivos zootécnicos, desenvolvidos para atuar em duas frentes principais: fornecer energia de rápida disponibilidade e aumentar a eficiência de aproveitamento energético da dieta.

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Na prática, essa tecnologia se reflete em ganhos produtivos como maior ganho de peso diário e melhora na conversão alimentar, indicadores essenciais para a rentabilidade da atividade.

Segundo Dessimoni, esses produtos podem apresentar diferentes origens e composições.

“Algumas formulações utilizam derivados de óleos vegetais, outras incluem ingredientes de alta densidade energética, como subprodutos da indústria de alimentos. Também é comum o uso de ácidos graxos, lecitinas e metabólitos naturais em diferentes combinações”, detalha.

Estratégias nutricionais variam conforme a fase produtiva

O uso de aditivos energéticos na suinocultura é ajustado de acordo com cada fase de produção, respeitando as exigências fisiológicas dos animais.

Na fase de creche, o foco está no suporte energético de leitões desmamados, que apresentam sistema digestivo imaturo e alta demanda metabólica. Já na lactação, a prioridade é atender a elevada exigência energética das matrizes, fundamentais para a produção de leite e manutenção da condição corporal.

Nas fases de crescimento e terminação, a estratégia busca sustentar o alto desempenho zootécnico, com foco em ganho de peso eficiente e melhor conversão alimentar até o abate.

Deficiência energética compromete desempenho e aumenta custos de produção

A falta de energia na dieta gera impactos diretos no desempenho dos animais e na rentabilidade do sistema produtivo. Segundo o especialista, os efeitos são perceptíveis tanto no desempenho zootécnico quanto nos custos da produção.

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No animal, a deficiência energética resulta em menor ganho de peso, pior conversão alimentar, redução da resposta imunológica e maior desuniformidade dos lotes.

Para o produtor, isso significa maior tempo até o abate, aumento no consumo total de ração, elevação do custo por animal e menor eficiência econômica por quilo produzido.

Impacto é ainda mais crítico em matrizes lactantes

Nas fêmeas em lactação, a deficiência de energia pode gerar consequências mais severas. Entre os principais efeitos estão a redução da produção de leite, comprometimento do desenvolvimento da leitegada, maior mobilização de reservas corporais e impacto negativo no desempenho reprodutivo futuro.

Eficiência energética melhora retorno econômico da produção

Apesar do aumento no custo de formulação, o uso correto de aditivos energéticos tende a gerar retorno econômico positivo, graças ao ganho de eficiência produtiva.

“Quando o aditivo energético melhora a conversão alimentar e o aproveitamento da dieta, o custo efetivo por quilo de carne produzida tende a cair”, afirma Dessimoni.

Com isso, a adoção dessa tecnologia reforça o papel da nutrição de precisão como ferramenta essencial para elevar a competitividade da suinocultura brasileira em um cenário de maior exigência produtiva e econômica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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