AGRONEGÓCIO

Homem é preso por furtar carros em parque e secretária orienta frequentadores

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), alerta a população sobre crimes de furto a veículos estacionados no Parque Tia Nair. O aviso foi feito pela titular da Pasta, Juliana Palhares, após a prisão em flagrante de um homem de 44 anos, identificado pelas iniciais L. de O. R., que utilizava um bloqueador de sinal para impedir o travamento automático das portas dos carros.

A prisão em flagrante do acusado foi possível com apoio do sistema de videomonitoramento Programa Vigia Mais, adquirido em parceria com o Governo do Estado. A secretária de Ordem Pública, Juliana Palhares aproveitou a ocasião para alertar os frequentadores do parque sobre a importância de conferir se o carro está devidamente travado ao estacionar. Segundo ela, a sensação de segurança só é alcançada com vigilância constante, uso de tecnologia e o engajamento da população.

“Faço uma prestação de contas sobre uma ação policial que ocorreu aqui no Parque Tia Nair, mas também um alerta. Muitas pessoas vêm se exercitar aqui, o que é muito saudável, mas acabam deixando pertences dentro de seus carros. Teoricamente, não deveríamos nos preocupar com isso, mas infelizmente o mundo não é tão seguro. Vários furtos acontecem aqui no parque. Após a implantação das câmeras, houve uma redução, mas ainda há pessoas que se aproveitam de oportunidades para subtrair pertences dos veículos. É essencial que todos adotem cuidados simples, como verificar o travamento do carro e não deixar objetos à vista. Isso pode evitar que novas vítimas sejam feitas”, alertou.

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Prisão e monitoramento

A ação que resultou na prisão do suspeito, na quarta-feira (25) por volta das 20 horas, foi fruto de um trabalho conjunto entre a Secretaria de Ordem Pública com apoio das câmeras do programa Vigia Mais, e a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf). As autoridades passaram a monitorar o parque por cerca de um mês após o furto de dois celulares e R$ 500 de um veículo no local.

As imagens revelaram que o mesmo suspeito tentou abrir pelo menos cinco veículos em um único dia, sem sucesso, por não encontrar objetos de valor. Ele foi flagrado entre seis e oito vezes rondando o local, sempre com o mesmo modus operandi: uso do bloqueador de sinal para impedir o travamento das portas. Na data de ontem, ele foi novamente captado pelas câmeras tentando praticar mais um furto e acabou preso em flagrante.

Histórico de crimes

O acusado já havia sido identificado em outro furto semelhante, ocorrido em março deste ano, no estacionamento de um supermercado no bairro Jardim das Américas. Na ocasião, ele conseguiu abrir o veículo de um policial civil, utilizando o mesmo tipo de dispositivo, e furtou uma arma que estava no porta-luvas. O suspeito está indiciado no inquérito desse caso.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Matopiba desponta como nova fronteira da produtividade no Brasil

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O avanço do agronegócio está mudando o mapa da produtividade brasileira e levando parte do dinamismo econômico para o Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Enquanto o indicador nacional cresceu 18,7% entre 2002 e 2019, três Estados da região registraram alguns dos maiores aumentos do País.

O Piauí liderou o crescimento da produtividade do trabalho no período, com alta de 103%. O Maranhão avançou 86% e o Tocantins, 69,7%. Os resultados acompanham a expansão da fronteira agrícola e indicam que a transformação provocada pelo campo ultrapassou o aumento da área plantada e do volume colhido.

Os dados fazem parte do estudo “Missing the Productivity: Estimating Labor Productivity in Brazilian Municipalities (2002–2019)”, dos pesquisadores Alan Bueno e Diogo Ferraz. Divulgado em julho, o trabalho construiu uma base anual com informações dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

O levantamento é um pré-print, versão que ainda não passou pela etapa definitiva de revisão acadêmica. Embora tenha alcance nacional e não seja dedicado exclusivamente ao Matopiba, o estudo revela grandes ganhos de produtividade nas fronteiras agropecuárias e uma evolução mais lenta nos Estados historicamente industrializados.

A produtividade analisada não é o rendimento das lavouras por hectare. O indicador mede quanto valor é produzido por trabalhador. Ele aumenta quando a incorporação de máquinas, tecnologia, qualificação e métodos mais eficientes de gestão permite ampliar a produção sem elevar na mesma proporção o número de pessoas ocupadas.

No Brasil, a agropecuária foi o setor que apresentou o maior avanço entre 2002 e 2019. A produtividade do trabalho no campo cresceu 80,1%, diante de aumentos de 10,3% nos serviços e de apenas 5,4% na indústria.

O resultado ajuda a explicar por que regiões antes com menor participação na economia nacional passaram a atrair armazéns, transportadoras, revendas de máquinas e insumos, instituições financeiras, empresas de tecnologia, indústrias de alimentos e prestadores de serviços.

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Para Alan Bueno, professor da Universidade Estadual do Paraná e um dos autores do estudo, o avanço do Matopiba pode ser comparado à transformação ocorrida no Centro-Oeste a partir da segunda metade do século passado.

“O Matopiba é o novo ouro. É o que foi o Centro-Oeste nos anos 1950. Trata-se de um crescimento que faz mudar a realidade regional”, afirmou.

Segundo o pesquisador, o campo passou a funcionar como ponto de partida de uma rede econômica mais ampla. “O agro converteu-se no catalisador de uma vasta rede econômica, envolvendo transporte, comércio, construção civil, tecnologia, crédito e serviços”, explicou.

A expansão foi sustentada principalmente pela produção de soja, milho e algodão, além da pecuária. O desenvolvimento de sementes adaptadas ao Cerrado, a correção dos solos, a mecanização e a agricultura de precisão permitiram que a região ampliasse sua participação na produção nacional.

Os dados mais recentes indicam que o movimento continuou depois de 2019, último ano abrangido pelo estudo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia colham juntos aproximadamente 41,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, aumento próximo de 9% sobre o ciclo anterior.

A Bahia deverá liderar a produção regional, com cerca de 15 milhões de toneladas. O Tocantins aparece em seguida, com 9,74 milhões, seguido pelo Maranhão, com 9,05 milhões, e pelo Piauí, com 7,58 milhões de toneladas.

Somente a soja deve alcançar 25,4 milhões de toneladas nos quatro Estados, o equivalente a aproximadamente 14% da produção brasileira da oleaginosa. O resultado consolida o Matopiba como fornecedor relevante para as indústrias de óleo, farelo, rações, carnes e biocombustíveis.

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O avanço da produtividade, porém, não significa que os benefícios econômicos sejam distribuídos automaticamente. A mecanização reduz a necessidade de algumas tarefas manuais, ao mesmo tempo que amplia a procura por operadores de máquinas, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, mecânicos e profissionais de tecnologia e logística.

Sem capacitação local, parte dessas vagas pode ser preenchida por trabalhadores vindos de outras regiões. O aumento da riqueza também depende da capacidade dos municípios de converter maior arrecadação em educação, saúde, saneamento e infraestrutura.

Outro desafio é evitar que o Matopiba permaneça apenas como fornecedor de produtos primários. A instalação de esmagadoras de soja, fábricas de rações, frigoríficos, usinas de biocombustíveis e indústrias de alimentos permitiria agregar valor à produção e manter uma parcela maior da renda na própria região.

O crescimento também aumenta a pressão sobre estradas, ferrovias, armazéns e terminais de exportação. Sem infraestrutura compatível, parte do ganho obtido dentro das propriedades pode ser perdida com fretes elevados, filas e demora no escoamento.

Há ainda o desafio de conciliar a expansão produtiva com a conservação do Cerrado, a regularização fundiária e a inclusão da agricultura familiar. A competitividade futura da região dependerá não apenas do volume produzido, mas também da capacidade de comprovar a origem e a sustentabilidade dos produtos.

O estudo mostra que a produtividade brasileira começou a mudar de endereço. O Matopiba já produz mais por trabalhador e movimenta uma cadeia econômica cada vez maior. O próximo passo será transformar essa eficiência em indústria, empregos qualificados e melhoria permanente da renda da população.

Fonte: Pensar Agro

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