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Prefeito e secretárias de Cuiabá repudiam violência política e apresentam ações de proteção à mulher

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A secretária da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, participou nesta quarta-feira (27), ao lado da secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, da audiência pública sobre o combate à violência contra a mulher, requerida pela presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil.

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e a primeira-dama e vereadora Samantha Iris também apresentaram as ações do município voltadas à proteção da mulher e expressaram preocupação com ambientes hostis às mulheres na política.

“Precisamos que o Poder Judiciário seja mais rigoroso na aplicação e interpretação da lei, e que respeite e fortaleça as ações da Polícia Civil e da Polícia Militar. A violência contra a mulher acontece em todos os lugares. Ela não tem lado ideológico: ocorre em ambientes de esquerda, direita e centro. Não é partidária. É uma conduta irregular, fruto de falhas de caráter, que infelizmente se manifesta em todos os ambientes onde a mulher busca seu espaço. Essa violência precisa ser discutida nas igrejas, nas escolas, nos postos de saúde e em todos os espaços públicos”, destacou o prefeito.

Brunini afirmou que a solução depende de toda a sociedade, seja por meio de testemunhos, da coragem de denunciar ou pelo enfrentamento nas redes sociais. Ele também alertou que o tema não deve ser usado como instrumento de promoção pessoal, pois isso acaba prejudicando quem realmente precisa de apoio.

“Todos nós, como sociedade, temos a responsabilidade de virar esse jogo. De tirar o Estado de Mato Grosso dos piores rankings relacionados à violência. Quero deixar aqui um alerta importante: sejamos responsáveis. Não façam desse instrumento, que é tão sério e necessário, uma ferramenta política ou de promoção pessoal. É preciso responsabilidade”, reforçou.

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Durante a audiência, Hadassah Suzannah destacou as ações da Secretaria Municipal da Mulher, que integra a rede de proteção, oferecendo cursos, treinamentos de defesa pessoal, apoio psicológico e suporte para que as mulheres conquistem independência financeira, autonomia e estabilidade emocional para enfrentar as adversidades.

“Dói ver tantos casos de violência sendo expostos e, depois, simplesmente esquecidos. Estamos falando de famílias destruídas, de filhos órfãos, de mulheres que continuam apanhando dentro de casa. Por trás de cada número, há uma vida. Temos hoje diversas ações em andamento, e uma delas é o ensino de defesa pessoal. Queremos ensinar essas mulheres a lutar pela própria vida”, destacou Hadassah.

A secretária de Ordem Pública, Juliana Palhares, compartilhou sua experiência como delegada da Delegacia da Mulher em Várzea Grande. Assim como relatado pela primeira-dama, Samantha Iris, ela afirmou que precisou sair de sua própria bolha para reconhecer o sofrimento de outras mulheres. Também destacou a violência política enfrentada por mulheres que ocupam espaços de poder.

“Não estou isenta nem imune a nenhum tipo de violência, nem doméstica, nem política, nem aos comentários depreciativos que recebemos quando nos posicionamos nas redes sociais ou em nossos círculos. Aqui na Câmara, quem hoje dirige esta Casa também enfrenta resistência. Ouvimos comentários como: Ué, vocês não queriam uma Câmara só de mulheres? E agora, o que estão fazendo?”, relatou.

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Para a presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil, o debate foi um espaço valioso de reflexão, escuta e construção coletiva de políticas públicas eficazes. Segundo ela, o envolvimento dos homens é fundamental no enfrentamento à violência de gênero.

“Acredito que enfrentamos essa pauta por duas frentes importantes: a punitiva e a preventiva. Temos dois projetos essenciais em andamento: o Cuiabá Protege Mulheres e o protocolo Homem de Verdade Protege Mulheres. Estamos trabalhando junto à sociedade para envolver homens, jovens e crianças nessa luta contra a violência. Precisamos desconstruir o machismo estrutural que ainda está presente na nossa sociedade”, enfatizou.

A audiência pública contou ainda com a participação da secretária-adjunta de Políticas Culturais de Cuiabá, Vilmara Vidica; da secretária-adjunta de Mobilidade Urbana (Semob), Regiane Alves; da diretora de Políticas Públicas para Mulheres, Eduarda Butakka; da ativista Jaqueline Naujorks; da ex-secretária-adjunta da Mulher, Stefanya Paiva; e do coordenador da Polícia Civil e do projeto Papo de Homem, Nilton César. Também estiveram presentes as vereadoras Katiuscia Mantelli e Dra. Mara, além dos vereadores Demilson Nogueira, Fellipe Corrêa e Tenente Coronel Dias.

#PraCegoVer

A foto que ilustra a matéria mostra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e a primeira-dama e vereadora Samanta Iris na tribuna da Câmara de Cuiabá durante a audiência pública. As secretárias municipais Hadassah Suzannah (Mulher) e Juliana Palhares (Ordem Pública), bem como a vereadora e presidente da Câmara, Paula Calil, também aparecem junto ao dispositivo da Mesa.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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