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Prefeitura, Famato e TJMT realizam evento voltado ao autismo

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, definiram na tarde de terça-feira (18), o local para a realização de um evento voltado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa, promovida em conjunto com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), ocorrerá no Cenarium Rural no dia 4 de abril, mês dedicado à conscientização sobre o autismo. A expectativa é reunir pelo menos mil pessoas.

A programação contará com palestras de especialistas renomados na área do autismo. Entre os nomes já confirmados estão o neurologista infantil Thiago Gusmão, que abordará o autismo em adolescentes e adultos; o psiquiatra Caio Abujadi, com a palestra “Desbravando o Autismo”; o advogado Paulo de Assis Ferreira da Luz, que falará sobre os direitos das pessoas com TEA; e a especialista Fátima de Kwant, com a apresentação “Caminhos do Espectro”.

A abertura do evento será conduzida pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, e pela presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Possas de Carvalho, além do próprio prefeito Abilio Brunini.

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“A proposta é alcançar toda a sociedade, seja para ampliar o conhecimento de profissionais que lidam diariamente com pessoas com TEA (médicos, psicólogos, pedagogos, professores), seja para conscientizar a sociedade sobre esta deficiência. Ampliar esse debate é fundamental, pois hoje o país já tem quase seis milhões de autistas” reforçou a desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT) e vice-presidente do TJMT.

O evento faz parte de uma ação da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e Escola dos Servidores, também atende à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A norma dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Poder Judiciário e de seus serviços auxiliares.

A programação completa do evento ainda está sendo fechada, mas a expectativa é que inclua discussões sobre inclusão, educação e suporte às famílias de pessoas com TEA. A iniciativa promete ser um marco no calendário municipal, reforçando a importância do diálogo e do fortalecimento das políticas públicas voltadas à causa autista.

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#PraCegoVer

Na imagem principal o prefeito Abilio Brunini, de camiseta cinza e calça jeans, conversa com representantes da Famato. Todos estão sentados em poltronas pretas atentos durante uma reunião que definiu o local do evento.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Rastreamento no Agro: avanço necessário ou barreira comercial disfarçada? Debate ganha força no mercado global

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Rastreabilidade no agro divide opiniões e se consolida como exigência global

A rastreabilidade dos alimentos deixou de ser tendência para se tornar uma exigência consolidada no comércio internacional. O tema, porém, tem gerado debate no agronegócio brasileiro: trata-se de um avanço em transparência e competitividade ou de uma nova forma de barreira comercial disfarçada?

Para Leandro Viegas, empresário, bacharel em Direito, administrador, produtor rural e cofundador e CEO da Sell Agro, não há mais volta. Segundo ele, o ponto central da discussão já não é se o setor deve adotar a rastreabilidade, mas como implementá-la de forma que fortaleça o produtor rural e não o limite no mercado global.

Pressão global por transparência redefine o comércio agrícola

O aumento da exigência por informações sobre origem, impacto ambiental e conformidade sanitária dos alimentos reflete uma mudança estrutural no comportamento do consumidor e dos mercados internacionais.

Essa demanda não se restringe a regiões específicas, como a Europa, mas se consolida como uma tendência global.

No caso do Brasil, o impacto é ainda mais relevante. O país se mantém entre os maiores exportadores de alimentos do mundo. Em 2025, o agronegócio respondeu por US$ 169,2 bilhões em exportações, representando 48,5% de toda a pauta exportadora nacional, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Esse peso reforça que qualquer mudança regulatória internacional afeta diretamente toda a cadeia produtiva, do pequeno produtor às grandes tradings.

Quando a sustentabilidade vira disputa comercial

Embora a rastreabilidade seja amplamente associada à sustentabilidade, o debate ganha complexidade quando entra no campo político e comercial.

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Nos últimos anos, aumentaram as exigências de mercados importadores sobre práticas ambientais e comprovação de origem. Em alguns casos, essas medidas são vistas como evolução natural dos padrões globais. Em outros, surgem questionamentos sobre possível uso dessas exigências como forma de proteção comercial indireta.

O Brasil, por exemplo, possui um dos códigos ambientais mais rigorosos do mundo, com exigências significativas de preservação dentro das propriedades rurais. Ainda assim, o país frequentemente enfrenta desconfiança em mercados externos.

Esse contraste alimenta o debate sobre a necessidade de critérios técnicos, proporcionais e equilibrados na definição das regras de rastreabilidade.

Pequenos e médios produtores podem ser os mais afetados

Um dos principais pontos de atenção está no impacto das novas exigências sobre pequenos e médios produtores rurais.

Enquanto grandes grupos do agronegócio contam com estrutura técnica, tecnologia e equipes especializadas para atender rapidamente normas de certificação e monitoramento, a realidade no campo é desigual.

Muitos produtores ainda enfrentam limitações de conectividade, acesso à assistência técnica e ferramentas digitais, o que dificulta a adequação às novas exigências do mercado internacional.

O risco apontado por especialistas é que a rastreabilidade, se mal implementada, se torne uma barreira de entrada em vez de um mecanismo de inclusão produtiva.

Tecnologia já é aliada do agro brasileiro

Apesar dos desafios, o Brasil reúne condições técnicas para avançar na implementação da rastreabilidade em larga escala.

O agronegócio nacional já incorpora tecnologias como agricultura de precisão, satélites, drones, inteligência artificial e plataformas digitais de gestão no campo.

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Esse nível de inovação posiciona o país como referência mundial em produção agrícola tropical e cria uma base sólida para o desenvolvimento de sistemas integrados de rastreabilidade.

Inclusão e equilíbrio são pontos-chave para o futuro

Para especialistas do setor, o sucesso da rastreabilidade depende menos da tecnologia em si e mais da forma como ela será implementada.

Empresas do agronegócio têm papel estratégico nesse processo, atuando não apenas como fornecedoras de soluções, mas como parceiras dos produtores na adaptação às novas exigências.

Isso inclui capacitação, suporte técnico e acesso a ferramentas que permitam que propriedades de diferentes portes consigam atender aos padrões internacionais.

A avaliação é que a rastreabilidade deve funcionar como uma ponte entre o campo e o consumidor global, e não como um mecanismo de exclusão.

Desafio é equilibrar exigência e competitividade

A rastreabilidade é vista como caminho sem retorno no comércio global de alimentos. Ela agrega valor, aumenta a transparência e fortalece a confiança do consumidor.

No entanto, o desafio do Brasil está em garantir que essa transição ocorra de forma justa, sem penalizar produtores que já operam dentro da legalidade e da sustentabilidade exigida pela legislação nacional.

O futuro do tema depende da capacidade do setor em equilibrar inovação, inclusão e competitividade, assegurando que a evolução do mercado internacional também reconheça o papel do produtor rural brasileiro na segurança alimentar global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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