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PMGZ Comercial Revoluciona Rebanhos e Garante Valor Agregado aos Criadores

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O Grupo Aguiar, no estado de Mato Grosso, aderiu ao PMGZ Comercial, programa de melhoramento genético desenvolvido pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). A iniciativa visa transformar o rebanho comercial de aproximadamente 7.300 fêmeas em gado Puro de Origem (PO), promovendo avanços genéticos e aumentando o valor do plantel.

Desempenhando o ciclo completo da pecuária de corte, o grupo identificou no programa uma ferramenta essencial para o aprimoramento genético. Ricardo Abreu, gerente de Fomento dos Programas de Melhoramento Genético da ABCZ, explica que o PMGZ Comercial fornece aos criadores dados detalhados sobre o rebanho. “O criador precisa conhecer suas matrizes e ter confiança em sua capacidade de melhoramento. O programa proporciona esse conhecimento por meio de avaliações detalhadas realizadas nas fazendas e compartilhadas com os participantes”, destaca.

De Gado Comercial a PO em Duas Gerações

Ao aderir ao programa, as propriedades recebem o suporte técnico da ABCZ. Um profissional realiza uma avaliação visual das fêmeas, que são classificadas na categoria inicial de registro, chamada Pura por Avaliação (PA). “As fêmeas registradas como PA, quando inseminadas com touros PO, produzem filhas classificadas como Puras por Cruza (PC). Na geração seguinte, as fêmeas PC geram animais PO. Assim, em duas gerações, é possível transformar um rebanho comercial em um rebanho PO”, detalha Abreu. Ele reforça a importância de manter o registro e utilizar touros geneticamente superiores para garantir a evolução do plantel.

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No Grupo Aguiar, o trabalho começou pela Fazenda Santa Ana, em Confresa (MT), com a avaliação de aproximadamente 2.150 fêmeas realizada pelo técnico de registro Cristiano Perroni. “Trata-se de uma propriedade muito bem estruturada e gerida. O foco agora é trabalhar para a evolução genética do rebanho, buscando índices zootécnicos mais elevados e melhores resultados econômicos”, enfatiza Perroni.

Márcio Oliveira, zootecnista e diretor de pecuária do Grupo Aguiar, está otimista com a adesão ao programa. “O PMGZ Comercial nos permitirá monitorar o desempenho do rebanho com mais precisão, comparando nossos índices com outros produtores. Nosso objetivo é formar uma base sólida de matrizes PO, que sirvam como referência para melhoramento. Estamos animados com o potencial do programa em aumentar nossa eficiência produtiva e fortalecer nosso plantel”, comenta Oliveira.

Brasil como Referência em Melhoramento Genético

Ricardo Abreu destaca que o Brasil é líder em quantidade e qualidade de rebanhos comerciais, especialmente os que utilizam touros Zebu PO e acompanham rigorosamente os índices zootécnicos. Ele aponta o Grupo Aguiar, com propriedades em Confresa e Primavera do Leste (MT), como exemplo dessa excelência. “A adesão ao PMGZ Comercial demonstra a visão estratégica do grupo, que busca alavancar resultados econômicos e zootécnicos utilizando as ferramentas do programa. Agradecemos pela confiança e parabenizamos o trabalho excepcional do técnico de registro envolvido”, conclui.

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Com o PMGZ Comercial, o Grupo Aguiar avança rumo à excelência no melhoramento genético, reforçando a importância da tecnologia e inovação para consolidar o Brasil como referência global em pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Seguro rural: notificação prévia e provas técnicas são essenciais para garantir indenização ao produtor

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Com o avanço da colheita das lavouras de verão, especialmente da soja, produtores rurais devem redobrar a atenção aos procedimentos exigidos no seguro rural para garantir o direito à indenização em caso de perdas.

Em regiões afetadas por estiagem, como áreas do Sul do país, a recomendação central é clara: ao identificar prejuízos na lavoura, o produtor deve comunicar imediatamente a seguradora antes de iniciar a colheita.

Notificação prévia é obrigatória para vistoria

A comunicação do sinistro é condição indispensável para que a seguradora realize a vistoria técnica nas áreas atingidas. Sem esse aviso prévio, o produtor pode comprometer o processo de indenização.

Durante a vistoria, é fundamental que o produtor esteja acompanhado por um assistente técnico, que possa avaliar os laudos apresentados pela seguradora e evitar concordância automática em caso de divergências.

Segundo o advogado Roberto Bastos Ghigino, a produção de provas independentes é uma estratégia essencial para resguardar direitos.

Produção de provas próprias fortalece defesa do produtor

A orientação é que o produtor elabore um laudo agronômico próprio e mantenha todos os registros que comprovem os investimentos realizados na lavoura, como notas fiscais, contratos e relatórios técnicos.

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Essa documentação se torna ainda mais relevante em situações em que, por necessidade operacional, a colheita precisa ser iniciada antes da vistoria da seguradora.

Os registros podem ser decisivos em eventuais disputas administrativas ou judiciais, inclusive para demonstrar que não houve falhas de manejo.

Prazos legais devem ser observados

A legislação estabelece prazos importantes no processo de seguro rural:

  • A seguradora tem até 30 dias para se manifestar após o aviso de sinistro
  • Caso não haja resposta, pode perder o direito de recusar a indenização
  • Após o reconhecimento da cobertura, o pagamento deve ocorrer em até 30 dias

Em caso de negativa, a decisão deve ser formal e devidamente justificada. O produtor pode contestar, inclusive na Justiça.

Os prazos para ação judicial são:

  • Produtor segurado: até 1 ano após a negativa
  • Terceiros ou beneficiários: até 3 anos a partir do fato gerador
  • Código de Defesa do Consumidor pode favorecer o produtor

Decisões judiciais têm reconhecido a aplicação do Código de Defesa do Consumidor nos contratos de seguro rural, o que pode permitir a inversão do ônus da prova em determinadas situações.

Esse entendimento tende a favorecer o produtor em disputas com seguradoras, especialmente quando há divergência na avaliação dos danos.

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Principais motivos de negativa exigem atenção no campo

Entre os fatores mais comuns utilizados por seguradoras para negar indenizações estão:

  • Plantio fora do zoneamento agrícola
  • Descumprimento de exigências técnicas
  • Falta de documentação comprobatória

Por isso, manter controle rigoroso de todas as etapas da produção é fundamental para evitar problemas.

Áreas irrigadas exigem comprovação técnica adicional

Para lavouras irrigadas, a recomendação é ainda mais criteriosa. O produtor deve apresentar cálculos de capacidade hídrica ao longo do ciclo produtivo, comprovando que eventuais perdas ocorreram por fatores externos, e não por falhas de planejamento.

Orientação: prevenção e organização são decisivas

O seguro rural é uma ferramenta essencial de gestão de risco no agronegócio, mas sua eficácia depende diretamente do cumprimento das regras contratuais e da organização documental do produtor.

A adoção de boas práticas, como notificação imediata, acompanhamento técnico e produção de provas, é determinante para garantir o acesso à indenização e reduzir prejuízos no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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