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Plano Safra 2026/2027 deve priorizar sustentabilidade, recuperação de pastagens e gestão de riscos no campo

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Sustentabilidade ganha protagonismo nas propostas para o Plano Safra 2026/2027

A sustentabilidade e a gestão de riscos na agropecuária devem ocupar posição central na construção do Plano Safra 2026/2027, principal política agrícola do governo federal. A avaliação faz parte de um conjunto de contribuições apresentadas pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, que reúne representantes do setor público, privado e da sociedade civil.

O documento reúne sete notas técnicas com recomendações voltadas à transição produtiva sustentável no campo. Entre os principais pontos estão incentivos à recuperação de pastagens degradadas, ampliação do seguro rural e fortalecimento da implementação do Código Florestal.

A proposta busca consolidar a agropecuária brasileira dentro de padrões de baixa emissão de carbono e maior resiliência climática, ampliando a produtividade sem a necessidade de expansão de novas áreas agrícolas.

Crédito rural pode ser vinculado a critérios de sustentabilidade

Uma das principais sugestões da Coalizão é que a concessão de crédito rural subsidiado seja vinculada a critérios de sustentabilidade e produtividade.

Entre as medidas propostas estão:

  • Harmonização dos critérios de monitoramento socioambiental nas operações de crédito rural
  • Integração dos dados do sistema de crédito com a Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB)
  • Ampliação e fortalecimento do seguro rural
  • Incentivos para a recuperação de pastagens degradadas
  • Mecanismos para reforçar a implementação do Código Florestal

Segundo Leila Harfuch, colíder da Força-Tarefa de Finanças Verdes da Coalizão Brasil e sócia-gerente da consultoria Agroicone, a transição sustentável já mobiliza recursos expressivos, mas precisa de direcionamentos mais claros.

De acordo com a especialista, uma das propostas centrais é condicionar parte do crédito rural subsidiado à adoção de práticas que aumentem a produtividade por área, como a recuperação de pastagens degradadas e o cumprimento da legislação ambiental.

Ela também destaca a necessidade de destinar cerca de R$ 10 bilhões ao programa RenovAgro e aprimorar os instrumentos de gestão de riscos no setor.

Restauração ambiental pode se tornar infraestrutura estratégica

As contribuições da Coalizão foram encaminhadas aos Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Desenvolvimento Agrário (MDA) e incluem propostas voltadas à valorização do capital natural.

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Entre elas está a possibilidade de utilizar ativos florestais como garantia em operações de crédito rural, incluindo:

  • Excedentes de Reserva Legal, via Cotas de Reserva Ambiental (CRA) ou CPR Verde
  • Plantios florestais comerciais
  • Áreas de vegetação nativa restaurada

O documento também propõe que projetos de restauração ecológica com geração de créditos de carbono possam ser financiados por meio do RenovAgro Ambiental.

Outro ponto abordado é a necessidade de ampliar o acesso ao crédito para a chamada economia da restauração, incluindo financiamento para implantação de viveiros de espécies nativas e cobertura de custos de certificação florestal.

Segundo Harfuch, a restauração ecológica pode se tornar uma infraestrutura estratégica para o país, gerando empregos e novos fluxos financeiros ligados à economia de baixo carbono.

Ampliação do seguro rural é considerada prioridade

A gestão de riscos climáticos também aparece como um eixo fundamental nas propostas para o próximo Plano Safra.

A Coalizão defende a integração entre crédito rural e seguro agrícola, com incentivos nas taxas de juros para estimular a contratação das apólices e ampliar a proteção da renda dos produtores.

Essa medida busca reduzir os impactos de eventos climáticos extremos e garantir maior estabilidade para o setor agropecuário.

“Jornada de sustentabilidade” orienta a transição produtiva

O documento destaca o conceito de “jornada de sustentabilidade”, que representa o processo de transição dos sistemas produtivos para modelos com menor impacto ambiental e menor emissão de gases de efeito estufa (GEE).

Na safra 2024/2025, aproximadamente R$ 71 bilhões em crédito rural foram destinados a empreendimentos inseridos nessa jornada.

Apesar disso, o setor pecuário ainda apresenta baixa participação: apenas 7,3% a 7,5% dos recursos foram direcionados a ações voltadas à adaptação climática e aumento da resiliência.

Para acelerar esse processo, as propostas sugerem:

  • Priorizar investimentos em recuperação e melhoria da qualidade das pastagens
  • Direcionar recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento para iniciativas sustentáveis
  • Ampliar linhas de crédito voltadas à transição produtiva para produtores de todos os portes
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Agricultura familiar também deve receber incentivos

A Coalizão também defende medidas específicas para estimular a transição sustentável na agricultura familiar.

Entre as propostas estão:

  • Destinação de R$ 1 bilhão para assistência técnica pública
  • Criação de um “bônus pela transição” no microcrédito para produtores interessados na recuperação de pastagens degradadas
  • A ideia é garantir que a agenda ambiental esteja alinhada com inclusão social e aumento da renda no campo.
Plano Safra é principal instrumento de política agrícola do país

O Plano Safra é o principal instrumento da política agrícola brasileira e tem papel fundamental no financiamento da produção rural.

Por meio do crédito rural, o programa disponibiliza anualmente recursos destinados a:

  • Custeio da produção agrícola
  • Investimentos em infraestrutura e tecnologia
  • Comercialização da produção
  • Industrialização de produtos agropecuários

Os recursos atendem médios e grandes produtores, além da agricultura familiar, permitindo financiar sistemas produtivos, aquisição de animais e melhorias estruturais nas propriedades.

Nos últimos anos, o Plano Safra também passou a incorporar critérios socioambientais mais rigorosos, como a exigência de inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e restrições relacionadas a desmatamento ilegal e trabalho análogo à escravidão.

Propostas incluem sete notas técnicas para o novo Plano Safra

As sugestões apresentadas pela Coalizão Brasil foram organizadas em sete notas técnicas, que abordam os seguintes temas:

  • Crédito para recuperação ou conversão de pastagens degradadas em médios e grandes imóveis rurais
  • Crédito para recuperação de pastagens degradadas em pequenas propriedades e agricultura familiar
  • Subscrição de riscos socioambientais e climáticos na política agrícola
  • Aplicação da Taxonomia Sustentável Brasileira no crédito rural
  • Gestão integrada de riscos para a agropecuária brasileira
  • Priorização de recursos dos Fundos Constitucionais para produtores de menor porte e empreendimentos sustentáveis
  • Incentivos para implementação do Código Florestal e do Planaveg

As propostas buscam transformar o crédito rural em uma ferramenta estratégica para impulsionar a sustentabilidade, a produtividade e a competitividade da agropecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura reforça rede de acompanhamento a adolescentes em medidas socioeducativas

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A integração entre os serviços da assistência social e o fortalecimento das ações voltadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas foram os principais temas debatidos durante a Reunião Ampliada “Adolescência: um Compromisso de Todos, Avanços e Desafios da PSC”, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. O encontro ocorreu na quarta-feira (3), no auditório da pasta, reunindo profissionais que atuam diretamente na execução da Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).

A atividade reuniu representantes dos dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos 14 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais profissionais da rede socioassistencial para discutir estratégias de atendimento, alinhar procedimentos e compartilhar experiências relacionadas ao acompanhamento de adolescentes encaminhados pela Justiça para o cumprimento de medidas em meio aberto.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o município mantém uma atuação articulada entre as políticas de assistência social, saúde e educação para garantir acompanhamento aos adolescentes e suas famílias.

“As medidas socioeducativas são acompanhadas pelas equipes técnicas dos CREAS, que desenvolvem um trabalho contínuo de orientação, apoio e fortalecimento de vínculos”, disse, ressaltando a busca por parcerias voltadas à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, incluindo ações do Programa Acessuas Trabalho, que oferece oficinas e orientações relacionadas ao mundo do trabalho.

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A palestrante e gerente do CREAS Norte, Vera Lúcia Martins Pereira, explicou que a reunião ampliada teve com

De acordo com ela, além dos 14 CRAS, o município conta atualmente com quatro Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), que atuam como unidades executoras da Prestação de Serviços à Comunidade. O alinhamento entre os profissionais busca garantir que os adolescentes cumpram as medidas determinadas pela Justiça de forma adequada e com acompanhamento técnico qualificado.o principal objetivo aproximar as equipes da Proteção Social Especial e da Proteção Social Básica, fortalecendo a atuação conjunta entre CREAS e CRAS.

Durante a apresentação, Vera detalhou o fluxo de atendimento realizado pela rede. Após a determinação judicial, o adolescente é encaminhado ao CREAS, onde uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social, pedagogo e orientador social elabora, juntamente com o jovem e sua família, o Plano Individual de Atendimento (PIA). Quando a medida aplicada é a Prestação de Serviços à Comunidade, o adolescente passa a desenvolver atividades supervisionadas em unidades do CRAS de seu território.

A psicóloga e gerente do CRAS Centro, Dariane Melo, ressaltou que o serviço de medidas socioeducativas conta com uma equipe técnica exclusiva responsável pelo atendimento dos adolescentes e de seus familiares. Ela explicou que, além do acompanhamento psicossocial, são realizados encaminhamentos para áreas como saúde, educação e qualificação profissional, em articulação com a rede de proteção e o Poder Judiciário.

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Para Dariane, momentos de capacitação são fundamentais para a qualificação do serviço. “A assistência social não trabalha sozinha, trabalha com todos, e estar ali junto faz parte do processo de trabalho”, afirmou, ao destacar a importância da troca de experiências entre os profissionais que atuam diretamente no atendimento.

A perspectiva prática do trabalho desenvolvido nos territórios também foi abordada pelos participantes. O orientador social Marcelo Lima Martins, do CRAS Doutor Fábio, destacou que o acolhimento é um dos pilares do atendimento aos adolescentes. Segundo ele, compreender as particularidades de cada jovem e respeitar seu tempo são fatores essenciais para transformar o período de cumprimento da medida em uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.

Na mesma linha, o gerente do CRAS Pedregal, João Vítor Souza dos Santos, afirmou que o maior desafio das equipes é conquistar a confiança dos adolescentes durante o primeiro contato. Ele destacou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais busca identificar potencialidades e estimular habilidades que contribuam para a ressocialização e a construção de novas perspectivas de vida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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