AGRONEGÓCIO

Saúde de Cuiabá já oferece mamografia e ressonância para mulheres 

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Em Cuiabá, as mulheres e toda a população cuiabana são assistidas com exames de mamografia e ressonância magnética. Segundo a secretária de Saúde, Danielle Carmona, a ressonância é um exame de alta complexidade, já ofertado na rede pública por meio de uma empresa terceirizada.

Carmona explica que a solicitação depende de critério médico, independentemente de a paciente ter mama densa ou não. “A ressonância já é ofertada na rede. É um exame de alta complexidade que, independentemente de ser mama densa ou não, se o médico achar que há necessidade, ele vai solicitar”, afirma.

Atualmente, a empresa IMEDI – Diagnóstico por Imagem, que presta serviço ao município de forma terceirizada. Entretanto, a Secretaria Municipal de Saúde passará a disponibilizar, a partir do próximo mês, os exames no Hospital Municipal São Benedito (HMSB), que já recebeu o equipamento próprio.

“Em 2025, eles começaram a ofertar o serviço por meio do programa Fila Zero. Eles vão prestar esse serviço para o município por apenas quatro meses. Após esse período, o atendimento será centralizado no Hospital Municipal São Benedito. Será a primeira vez que teremos um equipamento próprio no município de Cuiabá”, explica Carmona.

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A secretária esclareceu que não há suspensão de serviço. Segundo ela, a solicitação dos exames de ressonância depende da avaliação médica. Já no caso da mamografia, há uma fila com aproximadamente 10 mil pacientes.

“Em momento algum houve suspensão de serviço, está tudo funcionando normalmente. Ressalto que são exames diferentes: mamografia é uma coisa, ressonância é outra. Temos três prestadores de serviço para a mamografia, justamente por conta dos exames de rotina, que são obrigatórios para mulheres acima dos 40 anos. Já a ressonância é um exame de alta complexidade e nem todo médico solicita, pois depende de critérios técnicos e, geralmente, de exames anteriores”, explicou a secretária.

Hospital Municipal São Benedito

O Hospital Municipal São Benedito (HMSB) terá a substituição do tomógrafo atual por um equipamento de última geração, além da instalação inédita de uma ressonância magnética de 3 Tesla. Os novos aparelhos marcam um salto tecnológico na rede pública de saúde da capital, dobrando a capacidade de atendimentos e elevando significativamente a qualidade e a precisão dos diagnósticos.

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A instalação do novo tomógrafo, um modelo de 64 canais, substituirá o equipamento atual de 16 canais. A troca proporcionará maior agilidade na realização dos exames e maior precisão nos laudos diagnósticos. Paralelamente, a unidade se prepara para receber, até a segunda quinzena de setembro, a nova ressonância magnética de 3 Tesla, inédita no município, que permitirá uma análise mais detalhada e eficaz em diversas patologias.

#PraCegoVer

A imagem mostra um departamento do Hospital Municipal São Benedito, em Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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