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PIB do Agronegócio Aponta Recuperação e Crescimento para 2025, Estima CNA

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O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro deverá crescer 5% em 2025, segundo projeções da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A recuperação será impulsionada por uma expectativa de aumento na produção de grãos, maior atividade da indústria de insumos agropecuários e expansão no setor de exportações.

Cenários desafiadores e perspectivas otimistas

Apesar das projeções positivas, a CNA destaca os desafios internos e externos que podem impactar o desempenho do setor, como câmbio, inflação, política fiscal e a manutenção da taxa Selic em patamar elevado. “O PIB do agronegócio deve crescer em 2025, mas os cenários são desafiadores para os produtores rurais”, alertou a entidade.

Em 2024, o PIB do agronegócio deve encerrar com crescimento de 2%, surpreendendo positivamente após estimativas iniciais indicarem queda. Esse desempenho foi impulsionado pela recuperação no último trimestre, o aumento da produção pecuária e a retomada do consumo de produtos de maior valor agregado, como carnes e derivados de leite.

Resultados agrícolas e pecuários em 2025

A CNA projeta um aumento de 7% no Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária, alcançando R$ 1,43 trilhão. Esse avanço será liderado pela recuperação da safra de grãos, que, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve atingir um recorde de 322,53 milhões de toneladas em 2024/2025, crescimento de 8,2% em relação ao ciclo anterior.

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Embora a área plantada de grãos deva aumentar modestamente (+1,9%), a recuperação da produtividade média será decisiva para o resultado. A produção pecuária, por sua vez, manteve crescimento sólido em 2024 e continuará sendo um pilar importante na expansão do VBP em 2025.

Impactos econômicos e gestão de riscos

Com a valorização do dólar, o setor enfrenta pressão nos custos de insumos, como fertilizantes e defensivos agrícolas, grande parte deles importados. A CNA alerta que juros altos continuarão afetando negativamente a concessão de crédito ao agronegócio em 2025.

Diante desse cenário, a entidade enfatiza a necessidade de estratégias voltadas à gestão de riscos, à ampliação de fontes alternativas de financiamento, como o mercado de capitais, e ao fortalecimento da sustentabilidade econômica do setor.

Resultados de 2024 e comércio internacional

Após quedas consecutivas em 2022 (-1,8%) e 2023 (-3,7%), o PIB do agronegócio surpreendeu em 2024 com um crescimento estimado de 2%. Segundo a CNA, o desempenho foi sustentado pela recuperação no consumo interno e por uma produção pecuária robusta, que compensou as perdas na safra agrícola devido à seca.

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No comércio internacional, o agronegócio brasileiro deve encerrar 2024 com exportações de US$ 166 bilhões, valor praticamente estável em relação a 2023. A participação do setor na pauta de exportações nacionais se manteve em 49%, refletindo a relevância do agro para a economia brasileira.

Perspectivas para 2025

Com uma safra recorde prevista e o fortalecimento do setor pecuário, as expectativas para 2025 são de consolidação da recuperação do agronegócio. Contudo, a CNA ressalta a importância de políticas públicas que mitiguem os impactos de juros elevados e valorização cambial, garantindo a competitividade e a sustentabilidade do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Integração Lavoura-Pecuária na safrinha pode maximizar uso de pastagens e elevar rentabilidade no agro

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A expansão dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) no Brasil deve ganhar ainda mais força na safrinha de 2026, impulsionada por um cenário de ajustes no calendário agrícola e mudanças no mercado de grãos e da pecuária. A combinação entre atraso na colheita da soja em algumas regiões, pressão sobre a janela ideal do milho e preços mais atrativos na pecuária tem levado produtores a buscar alternativas mais eficientes de uso da terra.

O tema é analisado por Hemython Luis Bandeira do Nascimento, engenheiro agrônomo, doutor em Zootecnia e gerente de P&D e Inovação da SBS Green Seeds, que destaca que o momento exige decisões mais técnicas para maximizar a produtividade dos sistemas integrados.

Segundo o especialista, o cenário atual reforça o uso de milho ou sorgo consorciados com forrageiras, ou até mesmo o cultivo exclusivo de pastagens após a soja, prática conhecida como “boi safrinha”, ampliando a oferta de alimento ao rebanho durante o período seco.

ILP ganha espaço com foco em produtividade e sustentabilidade

A Integração Lavoura-Pecuária tem se consolidado como uma estratégia eficiente para aumentar a rentabilidade e melhorar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

De acordo com Hemython Luis Bandeira do Nascimento, a ILP proporciona benefícios diretos tanto para a agricultura quanto para a pecuária. Entre eles estão a formação de palhada para o sistema de plantio direto, melhoria da estrutura do solo e oferta de pastagem de qualidade durante a entressafra.

O resultado é um sistema mais equilibrado, capaz de reduzir riscos climáticos e econômicos, ao mesmo tempo em que mantém a produtividade em diferentes ciclos produtivos.

Controle de plantas daninhas é decisivo no estabelecimento do pasto

Um dos primeiros pontos de atenção no sistema ILP é o manejo adequado das plantas invasoras. Segundo o especialista, o capim implantado deve ser tratado como uma cultura agrícola, exigindo manejo técnico desde o início do desenvolvimento.

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O controle precoce de plantas daninhas e tigueras é essencial para evitar competição por luz, água e nutrientes, garantindo rápido estabelecimento da forrageira e maior produtividade do sistema.

Lotação animal deve ser calculada com base na oferta de forragem

A definição da taxa de lotação é um dos fatores mais importantes para o sucesso do “boi safrinha”. O equilíbrio entre oferta de pasto e número de animais determina a eficiência do sistema e evita tanto a superlotação quanto o subaproveitamento da área.

O engenheiro agrônomo explica que o ideal é realizar uma amostragem de forragem cerca de uma semana antes da entrada dos animais, permitindo estimar a massa disponível de pasto.

Com base nesses dados, no tempo de permanência dos animais e no peso médio dos lotes, é possível calcular a capacidade de suporte da área (UA/ha), garantindo manejo adequado ao longo do ciclo de pastejo.

Momento correto do pastejo influencia produtividade e formação de palhada

O início do pastejo é um ponto crítico dentro do sistema ILP. Pastagens muito altas tendem a apresentar maior proporção de colmos e fibras, reduzindo a qualidade nutricional e comprometendo o desempenho animal.

Além disso, o excesso de altura pode prejudicar o perfilhamento e afetar a formação da palhada necessária para a safra seguinte.

No caso da Brachiaria ruziziensis, Hemython Luis Bandeira do Nascimento alerta que o acamamento pode ocorrer quando a planta está muito desenvolvida, reduzindo a eficiência do pastejo. Por isso, recomenda-se a entrada dos animais com a forrageira em torno de 50 cm de altura.

De forma geral, o primeiro pastejo deve ocorrer quando a pastagem atinge a altura ideal de manejo de cada cultivar, priorizando maior proporção de folhas e melhor aproveitamento da forragem.

Adubação de pastagens na safrinha deve ser avaliada com cautela

Segundo o especialista, na maioria dos casos não há necessidade de adubação de cobertura nas pastagens de safrinha. O residual de nutrientes deixado pela cultura anterior geralmente é suficiente para o estabelecimento inicial do capim.

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Outro fator limitante é o regime de chuvas, que tende a ser menor nesse período, reduzindo a eficiência da adubação e o aproveitamento dos nutrientes aplicados.

Suplementação deve considerar qualidade da forragem da ILP

Mesmo no período seco, os pastos formados em sistemas ILP mantêm alto valor nutritivo, com características próximas às pastagens de verão. Isso exige ajustes na suplementação animal para equilibrar o desempenho do rebanho.

O especialista reforça que a oferta de suplemento deve ser compatível com a qualidade da forragem disponível, evitando desperdícios e melhorando a eficiência alimentar do sistema.

Manejo correto garante palhada e sustentabilidade do sistema

Ao final do ciclo de pastejo, é fundamental evitar o uso excessivo da área. Deve permanecer um volume residual de forragem suficiente para a formação de palhada, etapa essencial para o plantio direto da cultura seguinte.

A recomendação técnica é manter entre 3 e 5 toneladas de matéria seca por hectare após a saída dos animais, garantindo boa cobertura do solo, maior retenção de umidade e controle eficiente de plantas daninhas.

ILP se consolida como estratégia de intensificação sustentável

A correta condução dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária reforça o potencial da ILP como ferramenta de intensificação sustentável no agronegócio brasileiro.

Com manejo técnico adequado, o produtor consegue maximizar o uso da área ao longo do ano, aumentar a produtividade animal e agrícola e ainda melhorar a saúde do solo, tornando o sistema mais resiliente frente às variações climáticas e de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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