AGRONEGÓCIO
Eleições na França reduzem riscos de curto prazo, mas longo prazo segue desafiador; confira análise da Hedgepoint
Publicado em
15 de julho de 2024por
Da RedaçãoCom a redução dos riscos de curto prazo, o Euro deve seguir muito influenciado pelas expectativas em torno do início de corte de juros pelo Fed. No longo prazo, a eleição francesa deve trazer mais pressão sobre o Euro, dado que mais uma economia do bloco segue distante de resolver seus desequilíbrios fiscais.
Depois de resultados robustos da Reunião Nacional (Rassemblement National, ou RN), partido de direita de Marine Le Pen no primeiro turno da eleição legislativa francesa, os resultados do segundo turno trouxeram um cenário bem diferente.
“A aliança de esquerda NFP conquistou o maior número de cadeiras na eleição, com o Ensemble de Emmanuel Macron em segundo lugar e o RN em terceiro. Sem nenhum grupo capaz de comandar uma maioria, isso provavelmente significa que os partidos de esquerda e de centro precisarão formar um governo de coalizão ou apoiar conjuntamente uma administração mais tecnocrática”, diz Alef Dias, analista de Macroeconomia e Grãos da Hedgepoint.
“Dada essa conjuntura, faremos uma análise dos possíveis cenários para o futuro da política econômica francesa e como eles podem afetar o Euro”, explica.
Riscos de cauda foram eliminados, mas cenário fiscal segue preocupante
Qualquer opinião sobre as políticas do novo governo é necessariamente especulativa neste momento. O que está claro é que, com um déficit esperado próximo a 5% do PIB em 2024 e uma dívida de cerca de 111% do PIB, a França está partindo de uma posição fiscal tensa.
“Sem nenhum grupo capaz de comandar uma maioria, a França enfrenta agora um período de incerteza política. Qualquer que seja a configuração acordada, é provável que ela conte com o apoio da esquerda que defende um aumento dos gastos. Ainda assim, nem a extrema direita nem a aliança de esquerda obtiveram maioria absoluta, tirando da mesa o estímulo fiscal extremo”, aponta.
Como um cenário ilustrativo, consideramos se o novo governo aceitar o programa de estabilidade do Presidente Macron, com uma deterioração do déficit de 0,5% do PIB, mantendo o spread frente os rendimentos de títulos alemães em cerca de 75 pontos-base.
Nesse cenário, de acordo com modelos da Bloomberg, veríamos um crescimento do PIB em 2025 de 0,7%, uma queda de 0,3 ponto percentual em relação à estimativa pré-eleitoral. E veríamos a dívida aumentando para 116,1% do PIB em 2027, 2,6 pontos percentuais acima da estimativa pré-eleitoral de 113,5%.
“É possível obter resultados fiscais piores. O líder da extrema esquerda, Jean-Luc Melenchon, disse a seus apoiadores que deseja que o governo implemente um grande programa fiscal. Sem uma maioria, isso não é provável. Mas é possível imaginar uma deterioração fiscal adicional de 1% do PIB. Acompanhado de um spread de 100 bps, isso poderia reduzir o crescimento para 0,5% em 2025, uma queda de 0,5 ppt em relação ao cenário pré-eleitoral. Isso também poderia fazer com que a dívida atingisse 118,4% do PIB em 2027”, observa.
Tendências de curto prazo devem se manter
A economia francesa mostrou-se resistente ao aumento das taxas de juros, expandindo-se em quase todos os trimestres desde que o Banco Central Europeu (ECB) começou a apertar a política monetária em meados de 2022.
“Ainda assim, o crescimento tem sido lento e ainda não está mostrando muitos sinais de recuperação. O crescimento caiu um pouco, para 0,2% no 1T24, de 0,3% no 4T23, e o fraco sentimento das empresas sugere que ele permanecerá moderado no 2T. Estimativas da Bloomberg apontam para um crescimento de 0,2% do PIB novamente, enquanto a última previsão do Banque de France é mais pessimista, de 0% a 0,1%”, pontua.
Do lado dos preços, a inflação francesa caiu em junho para 2,5%, de 2,6% em maio, principalmente devido à energia e aos alimentos. Os dados do Eurostat mostraram que os aumentos nos preços de energia caíram para 4,5%, de 5,5% em maio, provavelmente devido a uma redução nos preços dos combustíveis.
A inflação dos alimentos também caiu, principalmente devido aos efeitos de base. Enquanto isso, o núcleo da inflação de bens permaneceu estável e os ganhos de preços em serviços aumentaram, elevando o núcleo da inflação medida pelo IHPC para 2,4%, de 2,3% em maio.
“Com a inflação diminuindo e o ECB tendo começado a cortar as taxas, o aumento dos gastos dos consumidores e a recuperação dos investimentos devem apoiar um fortalecimento gradual das perspectivas de crescimento. Entretanto, as eleições e a incerteza política podem pesar sobre a confiança e acrescentar alguns riscos de queda”, acredita o analista.
Em resumo, a aliança de esquerda NFP conquistou o maior número de cadeiras nas eleições legislativas da França, com o Ensemble de Emmanuel Macron em segundo lugar e o RN de direita bem abaixo das expectativas em terceiro.
Esse resultado eliminou os riscos econômicos e fiscais de curto prazo mais graves representados por uma maioria absoluta para o RN ou para o NFP, mas as consequências de longo prazo da votação ainda podem ser significativas. A dívida já estava em um caminho insustentável e a tendência de crescimento econômico é lenta. Com o aumento das chances de deterioração fiscal e paralisia política, a probabilidade de esses problemas serem resolvidos diminuiu.
Com a redução dos riscos de curto prazo, o Euro deve seguir muito influenciado pelas expectativas em torno do início de corte de juros pelo Fed – caso os dados sigam mostrando uma atividade econômica próxima da estagnação na zona do Euro e a inflação siga convergindo para a meta de 2% do ECB. No longo prazo, a eleição francesa deve trazer mais pressão sobre o Euro, dado que mais uma economia do bloco segue distante de resolver seus desequilíbrios fiscais.
Fonte: Hedgepoint Global Markets
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha
Published
5 horas agoon
23 de abril de 2026By
Da Redação
Mercado Externo
O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.
Mercado Interno
A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.
As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.
No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.
Preços
Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.
Indicadores
- Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
- Área colhida: 90%
- Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
- Milho silagem:
- Área: 345.299 hectares
- Colheita: 87%
- Produtividade média: 37.840 kg/ha
- Soja (RS):
- Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
- Colheita: 68%
- Produtividade média: 2.871 kg/ha
- Feijão 1ª safra:
- Área: 23.029 hectares
- Produtividade média: 1.781 kg/ha
- Feijão 2ª safra:
- Área: 11.690 hectares
- Produtividade média: 1.401 kg/ha
- Arroz irrigado:
- Área: 891.908 hectares
- Colheita: 88%
- Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise
A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.
O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.
No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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